quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

SC : leão-baio morre atropelado na Serra

Um leão-baio, animal silvestre em extinção típico da Serra Catarinense, foi encontrado morto após ter sido atropelado na rodovia BR-282, no município de Bom Retiro. O acidente teria ocorrido há pelo menos dois dias, mas o corpo do felino foi localizado apenas na manhã desta terça-feira.

Devido ao mito e à polêmica em torno do leão-baio, que é difícil de ser encontrado pelos humanos e, mesmo assim, é caçado por muitos proprietários rurais em defesa de seus rebanhos, a Polícia Ambiental levou o corpo do animal ao Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Lages, para realização de necropsia e verificação do estado clínico.

O felino tinha aproximadamente três anos, cerca de 1,5 metro de comprimento e 50 quilos.

Estudo

O leão-baio poderia ser útil para fins de estudo, por exemplo, para saber se estava bem alimentado ou tinha alguma doença. Porém, como o corpo estava bastante fraturado e em decomposição, não foi possível fazer a necropsia, restando apenas a cremação.

Crime ambiental

Descarta-se a hipótese de crime ambiental, já que não há marcas de tiros ou outro tipo de agressão humana ao animal, exceto a batida com o veículo que o atropelou. Caso houvesse um crime ambiental, o responsável responderia a processo criminal e seria multado em, no mínimo, R$ 500.

Segundo maior carnívoro

O leão-baio é o segundo maior carnívoro das Américas, menor apenas que a onça-pintada. Vive entre o Sul do Chile e o Norte do Canadá e se adapta facilmente.

No Brasil, é conhecido também por puma, onça-parda e suçuarana. Em Santa Catarina, está mais presente na Serra — aproximadamente cem animais —, onde a ocupação humana é menor. No Litoral, não é mais encontrado.

Características

Muito semelhante ao leopardo, o leão-baio pesa geralmente entre 30 e 60 quilos, tem 1,1 metro de comprimento corporal e 60 centímetros de cauda. Um único felino corre um raio de até 40 mil hectares — 400 milhões de metros quadrados —, e chega a comer mais de uma tonelada de carne por ano. Suas presas são animais silvestres, e os ataques a humanos são raros.

Populações de leão-baio têm se estabilizado ou crescido em algumas regiões da América do Norte, mas podem estar em queda em áreas da América Latina devido à crescente ocupação e aos desmatamentos desenfreados.

Preservação

A necessidade de preservar o leão-baio se dá por vários motivos. A extinção provocaria o aumento de pragas e roedores e desvalorizaria ainda mais o produto pecuário, causando efeitos negativos no tradicionalismo da região e, consequentemente, no turismo rural.
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FONTE : Diário Catarinense, 15/12/2009.

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