sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Maioria dos estudantes no ensino médio apresenta resultados considerados insuficientes em matemática e português

educação

Cerca de 70% dos estudantes que concluíram o ensino médio no país apresentaram resultados considerados insuficientes em matemática. A mesma porcentagem não aprendeu nem mesmo o considerado básico em português.

Os dados são do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), apresentados ontem (30) pelo Ministério da Educação (MEC).
Em português, os estudantes alcançaram, em média, 268 pontos, o que coloca o país no nível 2, em uma escala que vai de 0 a 8. Até o nível 3, o aprendizado é considerado insuficiente pelo MEC. A partir do nível 4, o aprendizado é considerado básico e, do nível 7, avançado. Na prática, isso significa que os brasileiros deixam a escola provavelmente sem conseguir reconhecer o tema de uma crônica ou identificar a informação principal em uma reportagem.
Em matemática, os estudantes alcançaram, em média, 270 pontos, o que coloca o país no nível 2, de uma escala que vai de 0 a 10, e segue a mesma classificação em língua portuguesa. A maior parte dos estudantes do país não é capaz, por exemplo, de resolver problemas utilizando soma, subtração, multiplicação e divisão.

Desigualdades

Na média, 43 pontos separam os estudantes que pertencem ao grupo dos 20% com o mais alto nível socioeconômico dos 20% do nível mais baixo, em português, no país. A diferença, coloca os mais ricos no nível 3 de aprendizagem, enquanto os mais pobres ficam no nível 2. Embora mais alto, o nível 3 ainda é considerado insuficiente pelo MEC. Em matemática, a diferença entre os dois grupos é ainda maior, de 52 pontos. Enquanto os mais pobres estão no nível 2, os mais ricos estão no nível 4, considerado básico.
Entre os entes federados, o Distrito Federal registra a maior diferença entre os dois grupos, tanto em português quanto em matemática. Os alunos com mais alto nível socioeconômico obtiveram, em média, 329 pontos em português, ficando no nível 5 de aprendizagem, considerado básico. Já os de nível socioeconômico mais baixo ficaram com 255 pontos, no nível 2, uma diferença de 74 pontos Em matemática, a diferença foi maior, de 101 pontos. Os mais pobres estão no nível 2 e os mais ricos, no nível 6.
Os resultados também mostram desigualdades regionais. A maioria dos estados das regiões Norte e Nordeste, além do Mato Grosso, tiveram, em média, pontuações inferiores à média nacional em matemática e português. A exceção é Pernambuco, que, ficou acima da média, juntando-se aos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste que ficaram ou na média ou acima da média de desempenho nacional. Rondônia ficou acima da média nacional apenas em matemática.
Seis estados pioraram os resultados de 2015 para 2017 tanto em português quanto em matemática: Amazonas; Amapá; Bahia; Mato Grosso do Sul; Pará; e Roraima. Além desses estados, o Rio Grande do Norte piorou o resultado apenas em matemática e Distrito Federal, Mato Grosso, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo pioraram apenas em língua portuguesa.

Ministério da Educação

Na avaliação do MEC e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela avaliação, os resultados de aprendizagem dos estudantes brasileiros “são absolutamente preocupantes”.
No ensino médio, o país encontra-se praticamente estagnado desde 2009. “A baixa qualidade, em média, do Ensino Médio brasileiro prejudica a formação dos estudantes para o mundo do trabalho e, consequentemente, atrasa o desenvolvimento social e econômico do Brasil”, diz a pasta.
Os resultados são do Saeb, aplicado em 2017 aos estudantes do último ano do ensino médio. Pela primeira vez a avaliação foi oferecida a todos os estudantes das escolas públicas e não apenas a um grupo de escolas, como era feito até então. Cerca de 70% dos estudantes participaram das provas. Nas escolas particulares, a avaliação seguiu sendo feita de forma amostral. Aquelas que desejassem também podiam se voluntariar, mas os resultados não foram incluídos nas divulgações.

Por Mariana Tokarnia, da Agência Brasil, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 31/08/2018
"Maioria dos estudantes no ensino médio apresenta resultados considerados insuficientes em matemática e português," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 31/08/2018, https://www.ecodebate.com.br/2018/08/31/maioria-dos-estudantes-no-ensino-medio-apresenta-resultados-considerados-insuficientes-em-matematica-e-portugues/.

Estudo alerta que é necessário agir com vigor antes de 2035, para manter o aquecimento abaixo de 2°C

Se os governos não agirem de forma decisiva até 2035 para combater a mudança climática, a humanidade poderá cruzar um ponto sem retorno, após o que limitar o aquecimento global abaixo de 2°C em 2100 será improvável, segundo um novo estudo realizado por cientistas do Reino Unido e da Holanda.

European Geosciences Union (EGU)*

Mudanças Climáticas: Ponto sem retorno (The point of no return)
Mudanças Climáticas: Ponto sem retorno (The point of no return)

A pesquisa também mostra que o prazo para limitar o aquecimento a 1,5°C já passou, a menos que uma ação climática radical seja tomada. O estudo foi publicado na revista European Geosciences Union Earth System Dynamics .
“Em nosso estudo, mostramos que há prazos rigorosos para a adoção de medidas climáticas”, diz Henk Dijkstra, professor da Universidade de Utrecht, na Holanda, e um dos autores do estudo. “Concluímos que resta muito pouco tempo antes que as metas de Paris [de limitar o aquecimento global a 1,5°C ou 2°C] se tornem inviáveis, mesmo com estratégias drásticas de redução de emissões”.
Dijkstra e seus colegas do Centro Utrecht de Estudos Complexos de Sistemas e da Universidade de Oxford, no Reino Unido, queriam encontrar o “ponto sem retorno” ou prazo para a ação climática: o último ano possível para começar a cortar fortemente as emissões de gases do efeito estufa tarde para evitar mudanças climáticas perigosas. “O conceito de ‘ponto sem retorno’ tem a vantagem de conter informações sobre o tempo, o que consideramos muito útil para informar o debate sobre a urgência de tomar ações climáticas”, diz Matthias Aengenheyster, pesquisador de doutorado da Universidade de Oxford e principal autor do estudo. .
Usando informações de modelos climáticos, a equipe determinou o prazo para iniciar a ação climática para manter o aquecimento global provável (com uma probabilidade de 67%) abaixo de 2°C em 2100, dependendo de quão rápido a humanidade pode reduzir as emissões usando mais energia renovável. Assumindo que poderíamos aumentar a quota de energias renováveis em 2% todos os anos, teríamos que começar a fazê-lo antes de 2035 (o ponto sem retorno). Se reduzíssemos as emissões a uma taxa mais rápida, aumentando a quota de energias renováveis em 5% por ano, compraríamos mais 10 anos.
Os pesquisadores alertam, no entanto, que até mesmo seu cenário mais modesto de ação climática é bastante ambicioso. “A quota de energia renovável refere-se à parte de toda a energia consumida. Isso aumentou ao longo de mais de duas décadas, de quase nada no final dos anos noventa para 3,6% em 2017, de acordo com o BP Statistical Review, portanto o aumento [anual] na participação de renováveis tem sido muito pequeno ”, diz Rick van der Ploeg, professor de economia na Universidade de Oxford, que também participou do estudo Earth Dynamics System. “Considerando a velocidade lenta das transformações políticas e econômicas em grande escala, a ação decisiva ainda é justificada, já que o cenário de ação modesta é uma grande mudança em comparação com as taxas de emissão atuais”, acrescenta ele.
Para provavelmente limitar o aquecimento global a 1.5°C em 2100, a humanidade teria que tomar uma forte ação climática muito mais cedo. Nós só teríamos até 2027 para começar a aumentar a participação das renováveis a uma taxa de 5% ao ano. Já passamos do ponto sem retorno para o cenário de ação climática mais modesto, onde a participação das renováveis aumenta em 2% a cada ano. Nesse cenário, a menos que removamos o dióxido de carbono da atmosfera, não é mais possível atingir a meta de 1,5°C em 2100, com uma probabilidade de 67%.
Remover os gases do efeito estufa da atmosfera, usando a tecnologia de ‘emissões negativas’, poderia nos dar um pouco mais de tempo, de acordo com o estudo. Mas mesmo com fortes emissões negativas, a humanidade só seria capaz de atrasar o ponto de não retorno em 6 a 10 anos.
“Esperamos que ‘ter um prazo’ possa estimular o senso de urgência de agir por políticos e formuladores de políticas”, conclui Dijkstra. “Pouco tempo resta para atingir as metas de Paris.”
Referência:
Aengenheyster, M., Feng, Q. Y., van der Ploeg, F., and Dijkstra, H. A.: The point of no return for climate action: effects of climate uncertainty and risk tolerance, Earth Syst. Dynam., 9, 1085–1095, https://doi.org/10.5194/esd-9-1085-2018, 2018

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 31/08/2018
"Estudo alerta que é necessário agir com vigor antes de 2035, para manter o aquecimento abaixo de 2°C," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 31/08/2018, https://www.ecodebate.com.br/2018/08/31/estudo-alerta-que-e-necessario-agir-com-vigor-antes-de-2035-para-manter-o-aquecimento-abaixo-de-2gradcelsius/.

EcoDebate - Edição 3.045 de 31 / agosto / 2018


Desejamos a todos(as) um bom dia e uma boa leitura
Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente.” [Cortez, Henrique, 2005]

Saneamento nas eleições

por Luiz Pladevall (*) – 
Durante a campanha eleitoral, a população tem a oportunidade de conhecer os programas dos candidatos e quais as soluções que eles oferecem para os problemas brasileiros. A universalização dos serviços de saneamento é uma dessas prioridades que vem sendo adiadas durante décadas. O crescimento da infraestrutura de abastecimento de água e tratamento de esgoto traz benefícios como a redução da mortalidade infantil e internações por doenças infectocontagiosas, entre outras melhorias. Para cada US$ 1,00 dólar investido em saneamento podemos economizar US$ 4,3 dólares em despesas com saúde pública, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Infelizmente, os números do saneamento apontam que os governos têm pecado pela falta de planejamento na implantação de empreendimentos no setor. Como resultados, deparamos com o desperdício de dinheiro público com exemplos que se multiplicam de Norte a Sul do país. Os entraves também afetam prefeitura, estados e União. Como exemplo, vale lembrar que aproximadamente 30% dos municípios brasileiros realizaram o Plano Municipal de Saneamento, que foi uma obrigatoriedade estabelecida pela Lei do Saneamento Básico, promulgada em 2007. Para as localidades em atraso, a benesse federal tratou de resolver a situação com uma canetada. O presidente Michel Temer assinou, no final de 2017, decreto prorrogando por mais dois anos o prazo de entrega do documento. Caso contrário, os municípios corriam o risco de deixar de receber recursos federais.
Apesar dos novos prazos, a maioria dos cinco mil municípios brasileiros não tem condições de produzir o seu plano por falta orientações técnicas adequadas. Ainda hoje, mais de 80% das prefeituras do país não contam com um profissional de engenharia capaz de orientar uma licitação na área de saneamento. Essas localidades não conseguem até mesmo obter recursos financeiros para esses empreendimentos pela incapacidade de produzir projetos de engenharia adequados. Para reverter essa situação com determinação, cabe ao próximo presidente oferecer orientação técnica aos municípios e manter a obrigatoriedade com o novo calendário estabelecido. Caso contrário, vamos continuar relegando o saneamento para segundo plano de prioridades do país.
O setor demanda ainda maior segurança jurídica para atrair investimentos privados. Será preciso resolver esse emaranhado, começando com a questão da titularidade do saneamento, que é municipal e cabe a esse ente toda a responsabilidade sobre o setor. A solução passa pela reorganização da gestão do saneamento na operação e regulação de forma que estas ações comportem um número maior de municípios. É possível criar organizações que respondam por bacias hidrográficas, regiões ou até mesmo por estados. Ganha-se em uma estrutura com maior eficiência e também em escala.
A revisão tarifária dos serviços de abastecimento e esgotamento sanitário também é quesito fundamental para o desenvolvimento do setor. A maioria das companhias de saneamento trabalha com déficit orçamentário. Os recursos arrecadados são destinados para a manutenção dos serviços básicos e insumos como o pagamento dos funcionários, de energia elétrica, produtos químicos, entre outros. Com isso, o setor não dispõe de recursos financeiros para investir em novos empreendimentos e ampliação dos sistemas de água e esgoto.
O futuro presidente tem a árdua missão de quebrar paradigmas na área de saneamento e transforma-lo em política pública de Estado. Somente por esse caminho avançaremos na melhoria da qualidade de vida da população brasileira. É hora de mudar e avançar. #(Envolverde)
(*) Luiz Pladevall é presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente) e vice-presidente da ABES-SP (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental).

Dez anos de Programa Brasileiro GHG Protocol celebra cultura de inventário

Por Caroline Ligório, especial para Envolverde –
O evento de comemoração dos dez anos do Programa Brasileiro GHG Protocol, conduzido por pesquisadores do Centro de Estudos em Sustentabilidade (FGVces) da Fundação Getulio Vargas (FGV), celebrou o sucesso do programa, mostrou como os inventários de emissão de gases de efeito estufa (GEE) foram trabalhados pelas empresas membros e abordou projeções para um cenário futuro.
As empresas Alcoa, Anglo American, Banco do Brasil, Bradesco, Braskem (que incorporou o membro fundador Quattor), BRF, Companhia Energética do Estado de São Paulo (CESP), Companhia Paranaense de Energia (COPEL), EDP, Furnas, Ford, Grupo Boticário, Itaú, Natura, Polícia Federal, Santander, Suzano e Whirlpool foram homenageadas por comporem o grupo inicial do projeto em 2008. Atualmente, 140 empresas fazem parte do programa.
Surgido da intenção de instituir a cultura de inventário de emissões, o GHG Protocol investiu em ferramentas e desenvolvimento de sistemas para munir as empresas para a mensuração das emissões de carbono ao longo da cadeia produtiva. Em 10 anos de atividade, mais de 2.100 inventários com informações completas estão disponíveis para consulta pública, foram feitas mais de 40 oficinas e grupos de trabalho, mais de 60 sessões de treinamento e são mais de 1600 profissionais treinados.
Esse trabalho só foi possível pelo trabalho conjunto das empresas. Para que o Brasil cumpra o compromisso assumido com o Acordo de Paris esse trabalho coletivo deve ser perpetuado e envolver diversos setores. Guarany Osorio, coordenador do programa de política e economia ambiental do FGVces, destaca a importância desse envolvimento. “O governo não resolverá nada sozinho, e sim o setor empresarial, as ONGs, a academia”.
O relato voluntário das emissões não só trouxe mais transparência, mas também meios para melhorar a gestão e preparar as empresas para saberem se posicionar e influenciar caso o governo federal adote futuramente uma precificação de carbono. O modelo de qualificação do inventário (ouro, prata, bronze) informa o stakeholder o quanto o relatório está completo.
A Braskem, uma das empresas vanguardistas do programa, iniciou a publicação do inventário em 2008.  Em 2009, por meio do manifesto “É preciso amadurecer para ser verde” assumiu o compromisso de realizar e publicar anualmente o inventário de gás de efeito estufa. Em 2011, incluiu no inventário de emissões todas as categorias de escopo 3 com verificação em 100% das operações. Em 2013, iniciou um processo de engajamento da cadeia de fornecedores para elaboração de inventário e estabelecimento de metas de evolução.
Em 2015, passou a utilizar a precificação interna do carbono como uma decisão de novos investimentos. Em 2016, a área de logística iniciou a gestão das emissões de terceiros através de indicadores. A Braskem, desde 2008, reduziu 21% das emissões de gases de efeito estufa, evitou a emissão de 4.5 milhões de toneladas de GEE, o que equivale a um plantio de cerca de 30 milhões de árvores. Investiu cerca de 600 milhões em desenvolvimento de produtos químicos produzidos a partir de matéria-prima de fonte renovável e tem a capacidade de capturar mais de 600 mil toneladas de CO2 da atmosfera por ano.
No caso do Itaú Unibanco, integrante do programa desde 2008, o inventário permitiu a empresa ser comparável, conversas sobre esse tema entre outras empresas e aprendizado ao atribuir e projetar metas. O banco tem consciência de que o impacto se traduz em crédito, em investimento e viabilidade de negócio e tem cada vez menos tempo para colocar em prática.
“Hoje o preço interno de carbono não é mais uma discussão de ser, tem muito uma discussão de quando, de qual o tamanho desse preço. O que vimos de mais relevante nesse aprendizado foi o quanto hoje ele se torna algo que pode ser discutido com outras áreas mais ligadas ao tema econômico, que em 2008 parecia ser uma meta inatingível.” Segundo Denise Hills, superintendente de sustentabilidade e negócios inclusivos do Itaú-Unibanco, para que a metodologia seja uma política, um senso comum é preciso um trabalho comunitário.
Nesse sentido, o banco em conjunto com 24 bancos ao redor do mundo desenvolve estudos sobre o impacto das mudanças do clima e do carbono no custo de capital para precificar, divulgar informações sobre exercícios dessa simulação de impacto no custo de capital dos bancos. Denise Hills acredita que diante das condições e metodologia de fazer inventário, o desafio é incorporar como um padrão de gestão. “Nos próximos 10 anos, os processos tendem a ser mais fáceis do ponto de vista de conhecimento e vão ser mais difíceis do ponto de vista de articulação”.
Para Guido Penido, pesquisador do FGVces, a cultura de mensuração de emissão de carbono gera aprendizado para as empresas e representa uma vantagem futura para o governo. “Quando vier uma regulação, essas empresas estarão em vantagem em relação às outras e o governo terá vantagem dado que a transição da regulação será mais suave, terá menos erros nos primeiros ciclos da implementação da política”.
A importância dos inventários estende-se para as políticas públicas, contribuindo, por exemplo, para avaliação de políticas públicas. A eficiência e eficácia de uma política pública cujo objetivo é a redução de emissões de gases de efeito estufa não pode ser avaliada caso não haja uma mensuração confiável das emissões. Além disso, contribui para o controle ambiental, aprimoramento das informações da comunicação nacional, avaliação socioambiental e para precificação de carbono.
Mario Monzoni, coordenador geral do FGVces, é cauteloso nas previsões futuras. “Não vejo a regulação chegar tão cedo. Para isso avançar, tem que entrar em uma agenda política, tem que estar sendo demandado com uma agenda nos níveis mais altos de tomada de decisão em Brasília”. Para Monzoni, a agenda de sustentabilidade não vai ser uma agenda prioritária para o futuro presente do país que será eleito no final do ano.
Porém, por outro lado, destaca o papel importante do setor empresarial, o qual percebeu a importância de sua atuação e atua com força para gerar uma mensagem eficiente.  Isso é fundamental para se manter no mercado, principalmente para as empresas que estão conectadas com mercados globais, pois há regulação no exterior. As que não exportam receberão demandas de seus clientes por um produto com menos intensidade em carbono. (#Envolverde)

Por que ensinar letra cursiva na era da tecnologia?

por Janaína Spolidorio*
Por alguns anos, a letra cursiva ficou nos bastidores da fase de alfabetização. Havia quem fosse totalmente contra ( muitos, por sinal ) e a pequena minoria a favor. Diga-se de passagem que a letra cursiva é trabalhosa de ensinar, ainda mais quando a escola não trabalha com a coordenação motora fina como deveria.
Eis o ponto onde quero chegar… só para começar! A coordenação motora fina é pouquíssimo trabalhada e ficou quase esquecida durante pelo menos uma década – e até um pouquinho mais. Como ensinar alguém que não tem a destreza necessária para utilizar letra cursiva, a fazer letra cursiva? O desafio era gigantesco, por isso, durante este “limbo” educacional esta letra era considerada até obsoleta.
Muitos ainda são contra, afinal de contas, “depois que fica adulto, nem usa mais essa letra” ou “dá muito trabalho e hoje com a tecnologia não tem necessidade de usar” ou “jornais, revistas, sites usam letra imprensa, então por qual motivo devo ensinar a cursiva?”.
Estas são algumas das observações feitas por quem não utiliza ou é contra o uso desta forma de escrita, mas analise bem os argumentos e me diga qual deles falou, em algum momento, do desenvolvimento da aprendizagem… Pois é, note que nenhum deles. São até, de certa forma, negativistas.
A razão deste artigo é explicar alguns fatores que SIM, são fundamentados e têm explicação, para justificar por qual motivo ela está voltando às escolas. A partir deste momento, se mostre mais aberto, pelo menos para o que está por vir! Afinal de contas, minha meta é comprovar que os benefícios para seu uso justificam sua volta, e posso falar com vontade sobre o assunto, porque mesmo durante o “limbo” da cursiva, fiz questão de ensiná-la a todas as minhas turmas de alfabetização!
Mesmo no tempo em que vivemos, de e-mails, mensagens de voz e tweets, é imprescindível que o aluno também tenha contato com as ideias que são colocadas no papel, em letra cursiva. O ato de escrever neste tipo de letra estimula o desenvolvimento de áreas no cérebro responsáveis pelo pensamento, pela linguagem e, mais importante ainda, memória de trabalho.
O ato de escrever fisicamente em cursiva aumenta a compreensão e participação do aluno em relação aos textos que lê e escreve. O fato de a letra cursiva ter detalhes como segmentação clara entre as palavras, uso de letras maiúsculas e minúsculas, delonga no movimento, por ter maiores detalhes do seu design, criam uma interação que ainda não é possível quando utilizada a letra bastão ou a letra imprensa, ou até mesmo quando usamos de recursos como digitar. O resultado não é o mesmo.
A maior prova de que a cursiva pode fazer a diferença, tornando o ensino melhor e a aprendizagem mais efetiva são os resultados de exames de avaliação, como o PISA, por exemplo, que comprovam como houve piora no item “interpretação de textos” em nossos alunos e o panorama deste fato é bastante generalizado, com poucas exceções.
Não há problema que mais tarde o aluno abandone o uso da cursiva! O importante é que ele tenha acesso a ela na idade adequada, que é a faixa de alfabetização.
Um outro mito que foi criado durante o “limbo” da cursiva era em relação à alfabetização. Se o aluno não era alfabetizado, não deveria usar. Digo mito, porque mesmo antes da alfabetização, se o aluno não atribui significado ainda às letras, não há problema o treino do desenho, pois ele será já preparatório para quando o aluno tiver o conhecimento necessário para sua identificação.
A cursiva, em resumo, é vital para auxiliar o aluno na criação de novas conexões de interpretação em seu cérebro, novas sinapses. Ajuda na expressão escrita, pensamento crítico e suas habilidades vão muito além do que curvas num papel, serão usadas na vida além da aula.
* Designer de atividades pedagógicas, Janaína Spolidorio é formada em Letras, com pós-graduação em consciência fonológica e tecnologias aplicadas à educação e MBA em Marketing Digital. Ela atua no segmento educacional há mais de 20 anos e atualmente desenvolve materiais pedagógicos digitais que complementam o ensino dos professores em sala de aula, proporcionando uma melhor aprendizagem por parte dos alunos e atua como influenciadora digital na formação dos profissionais ligados à área de educação. (#Envolverde)

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Sob críticas de especialistas, Câmara discute propostas polêmicas sobre orgânicos e agrotóxicos

O projeto de lei (PL) 4576/2015, que trata da comercialização de alimentos orgânicos, aguarda parecer na Comissão de Defesa do Consumidor para seguir em tramitação na Câmara. A proposta em discussão tem posição contrária tanto do Ministério da Agricultura, como de representantes do setor da agricultura orgânica, em situação oposta à polêmica do PL 6299/02, que trata do registro, fiscalização e controle dos agrotóxicos no país, com defensores na Câmara e críticas de especialistas e entidades.
O texto do PL 4576/16 prevê que a venda direta de produtos orgânicos do produtor ao consumidor poderá ser feita apenas por agricultor familiar integrante de organização de controle social cadastrada nos órgãos fiscalizadores.
O Ministério da Agricultura (Mapa) se posicionou contra o PL 4576 e recomendou que não fosse dado prosseguimento à proposta por considerar que prejudica o desenvolvimento da atividade da cadeia produtiva de orgânicos. Em nota técnica, o Mapa concluiu que “além de não contribuir com o que já está regulamentado, [o PL] restringe a comercialização a milhares de pequenos agricultores, ou mesmo feirantes, uma parcela importante da cadeia produtiva”.
Feira de orgânicos do Ibirapuera funciona aos sábados de manhã na rua Curitiba, zona sul de São Paulo.
Projeto prevê que a venda direta de produtos orgânicos do produtor ao consumidor poderá ser feita apenas por agricultor familiar de organização de controle social – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Críticas

Vice-presidente da região Centro-Oeste da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), Rogério Dias, disse que o objetivo do projeto era aumentar a segurança para o consumidor, no entanto, não foi redigido de maneira correta e gerou polêmica.
“Se você pega a lei [nº 10831/03, que dispõe sobre agricultura orgânica], o decreto [6323/07] e a instrução normativa que complementa a regulamentação, os meios já estão dados para fazer o controle e a segurança. O que precisa é ter como executar isso de uma forma eficiente, então precisa ter mais fiscais, uma ação maior, mais trabalhos de orientação aos consumidores e comerciantes. Não é mudando a legislação que vai melhorar essa questão”, disse Rogério Dias.
Como foi escrito, o projeto de lei define que apenas o agricultor familiar cadastrado pode realizar venda direta, quando a venda é feita para alguém que não vai revender. “Ele proibiu que os outros agricultores, que são orgânicos e cumprem a legislação possam fazer venda direta. Isso é absurdo. Qualquer produtor que seja orgânico e que tenha a certificação [pode fazer venda direta atualmente]”, acrescentou.
Dias afirmou que nem todo produtor orgânico é cadastrado como agricultor familiar. Para conseguir certificação de agricultura familiar pelo governo federal – a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAF) –, é preciso cumprir alguns requisitos. Ele cita, por exemplo, o caso de aposentados que são agricultores, mas não podem ser incluídos na certificação porque tem uma outra renda, fora a da produção agrícola.
O PL 4576/2016, além de limitar a venda direta a apenas agricultores familiares, restringe também os locais de comercialização, que deverá ser feita somente “em propriedade particular ou em feiras livres ou permanentes, instaladas em espaços públicos”. O novo texto, segundo Dias, prejudicaria também a venda dos orgânicos pelo agricultor familiar para órgãos públicos.
“Como o governo compra para doar para pessoas que estão em situação de insegurança alimentar ou compra para botar na merenda escolar, então é venda direta”, disse Rogério Dias. “Mas, pelo novo projeto, não poderia mais fazer, porque ele diz que [a venda] só pode ser em feira”, acrescentou, avaliando que são limitações que não trazem vantagens e só causarão problemas à comercialização.

Polêmica

Sobre o projeto de lei 6299/02, chamado de PL do Agrotóxico, que flexibiliza o uso dos produtos no país, a autora do atlas Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia de 2017, a professora do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), Larissa Mies Bombardi, afirmou que o projeto está na contramão das decisões recentes dos países europeus.
“O Brasil está retrocedendo porque a União Europeia tem sido cada vez mais restritiva e acabou de banir alguns inseticidas em função da mortandade de abelhas. Todo o arcabouço, digamos, de produtos proibidos lá, muitas vezes, é em razão da saúde humana justamente porque causam câncer ou malformação, todos esses agravos à saúde que são muito sérios. E a gente está afrouxando [a legislação]”, disse Larissa Bombardi.
No final de junho, o PL foi aprovado em uma comissão especial da Câmara, mas ainda tem que ser apreciado pelo plenário da Casa para virar lei. A professora alertou sobre as ameaças apontadas no atlas.
“Trinta por cento dos [agrotóxicos] que usamos no Brasil são proibidos na União Europeia. As quantidades também são exorbitantes. Com relação a quantidades, vale a pena mencionar que permitimos um limite de resíduo de agrotóxico nos alimentos e na água que são infinitamente superiores aos limites permitidos na União Europeia. Com um agravante que, no Brasil, a gente não tem fiscalização. Não tem fiscalização de resíduo de agrotóxico.”

Por Camila Boehm, da Agência Brasil, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 30/08/2018

"Sob críticas de especialistas, Câmara discute propostas polêmicas sobre orgânicos e agrotóxicos," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 30/08/2018, https://www.ecodebate.com.br/2018/08/30/sob-criticas-de-especialistas-camara-discute-propostas-polemicas-sobre-organicos-e-agrotoxicos/.

EcoDebate - Edição 3.044 de 30 / agosto / 2018


Desejamos a todos(as) um bom dia e uma boa leitura
Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente.” [Cortez, Henrique, 2005]

Crise hídrica no Sistema Cantareira levanta questionamento e alerta população sobre a importância de evitar desperdício

Oficina das Palavras – 
Você sabe quanta água usa diariamente?
A falta de água não é um problema recente, mas nessa última semana chamou ainda mais atenção dos moradores da maior cidade do Brasil. Em São Paulo, após semanas com baixa intensidade de chuva, a população está em estado de alerta. A preocupação segue porque a crise hídrica fez com que o Sistema Cantareira, um dos maiores sistemas de captação e tratamento de água do mundo, atingisse o seu menor volume de água desde fevereiro de 2016, operando com queda de 38,8% da capacidade total de armazenamento. As previsões não são nada animadoras, por enquanto a situação deve continuar crítica.
O problema em São Paulo chama a atenção de todo o país. É cada vez mais comum vermos várias regiões do mundo sofrendo com a escassez de água e, enquanto especialistas não encontram uma solução, é necessário que todos passem a utilizar a água de forma consciente e racional. Além dos passos já conhecidos como tomar banhos curtos, fechar a torneira enquanto escova os dentes ou lavar louças, ainda existem outras opções de economia. O gerente industrial da Censi Sistemas Hidrossanitários, Arilson Decarlos, indica que, uma das maneiras para economizar é fazendo uso dos restritores de vazão. Você sabia que uma torneira consome em média de 15,6 litros por minuto? Utilizando o restritor de vazão mínimo, o consumo cai para 4 litros por minuto. Em cinco minutos lavando louça, por exemplo, são economizados 48 litros de água.
Outra maneira de economia, é utilizar um sistema de duplo acionamento na caixa acoplada do vaso sanitário, esse sistema permite ajustar a quantidade de água utilizada em cada descarga, que pode ser entre três e seis litros, bem diferente comparado com os 10 a 14 litros gastos pelo acionamento comum.
Uma dica bacana também para você acompanhar o seu gasto diário de água é através da Calculadora do Consumo de Água (CCA), que você encontra online neste link aqui. Vale lembrar que a Organização das Nações Unidas (ONU) considera 110 litros de água por dia o ideal por habitante. (#Envolverde)

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Pesquisa revela a conexão entre mudanças climáticas, El Niño e a possibilidade de incêndios florestais mais extremos

incêndio florestal
Incêndio florestal na Califórnia. Imagem: State of California

Por Sonia Fernandez*, UC Santa Barbara
Em cerca de 415.000 hectares, o Complexo de Mendocino, no norte da Califórnia, é agora o maior incêndio registrado no estado, superando o recorde de Thomas Fire, de Santa Barbara e Ventura, ocorrido há menos de um ano. Cerca de 10 outras grandes conflagrações estão ameaçando o estado. E a Califórnia ainda não está no auge de sua temporada de incêndios florestais.
A tendência de crescente intensidade e extremos de incêndios recentes provocou novas pesquisas por cientistas da Escola Bren de Ciências e Gestão Ambiental da UC Santa Barbara e do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica. Sua pergunta: Como um dos nossos padrões climáticos mais significativos – o El Niño / Oscilação Sul (ENSO) – é afetado pelo aquecimento da Terra e como, por sua vez, esse padrão afeta a probabilidade e a intensidade de futuros incêndios florestais? Suas descobertas podem ter implicações no uso da terra e nas estratégias de combate e prevenção de incêndios nas interfaces urbano / florestal.
Seu estudo, “ENSO’s Changing Influence on Temperature, Precipitation and Wildfire in a Warming Climate“, Foi publicado na revista Geophysical Research Letters da American Geophysical Union.
“Este artigo está realmente dizendo que em locais propensos a incêndios como a Califórnia e a Austrália, podemos esperar que os futuros eventos El Niño e La Niña tenham um impacto maior no risco de incêndio em um determinado ano”, disse Samantha Stevenson., membro do corpo docente da Bren School e co-autor do artigo. “Isso porque a sensibilidade da temperatura da terra e da precipitação às mudanças na temperatura tropical do Oceano Pacífico está aumentando devido à mudança climática.”
Como muitos eventos baseados no clima, que ocorrem em escalas de tempo longas, o rastreamento dos efeitos em cascata de um padrão climático pode ser difícil, considerando os muitos processos individuais que podem afetar o resultado. ENSO – o nome coletivo para o padrão climático El Niño, aquecedor do oceano, e seu padrão complementar La Niña, resfriado ao oceano, tem teleconexões particularmente complexas e extremas. Ele leva a seca em alguns lugares enquanto promove a vegetação fértil em outros. Fontes de alimento podem diminuir em algumas regiões, enquanto fontes de água potável podem ser construídas em outras. No processo, as populações humanas e seus suportes – como produção agrícola, uso de energia e prevenção de incêndios – são afetados.
Os pesquisadores usaram grandes conjuntos de simulações climáticas, projetando o clima futuro em um cenário climático de negócios como de costume, não assumindo grandes esforços para combater a mudança climática. Em seguida, examinaram as mudanças nas sensibilidades do clima regional às anomalias da temperatura da superfície do mar relacionadas ao ENSO entre o período histórico e o final do século XXI.século. Além de observar as mudanças nos padrões de temperatura e chuva impulsionados pelo ENSO, um dos modelos climáticos (o Community Earth System Model ou CESM) inclui um esquema de incêndios florestais que simula o risco de atividade de incêndio baseado em fatores como umidade do solo, combustível carregar e aplicar relações estatísticas entre o comprimento da estação de fogo e a área queimada para simular a atividade de fogo. Todas as quantidades que os pesquisadores examinaram mostraram um aumento nos efeitos futuros dos eventos El Niño e La Niña – em outras palavras, podemos esperar um maior “impulso para o seu dinheirinho” impulsionado pelo ENSO no futuro.
“Normalmente, o que acontece durante um evento El Niño ou La Niña é que você muda os padrões de circulação atmosférica”, explicou Stevenson. Estas mudanças nos padrões de circulação atmosférica, que se originam no oceano como subida ou descida das temperaturas da superfície do mar, por sua vez podem causar mudanças em coisas como padrões de vento, nebulosidade, temperatura atmosférica e precipitação, que afetam as condições da terra. Segundo os pesquisadores, esses impactos vão se intensificar no futuro à medida que a Terra esquentar.
“O futuro ENSO está tendo um impacto maior na superfície terrestre desde que a Terra está aquecendo – e é mais fácil para a terra aquecer do que o oceano em geral, porque tem uma capacidade de calor menor – então a terra vai estar evaporando mais umidade, Stevenson disse. Adicione um evento El Niño além disso, acrescentou, e o nível de evaporação aumentará. Com solos e combustíveis mais secos, a probabilidade e a intensidade dos incêndios florestais também aumentam.
Os cientistas do clima ainda não sabem ao certo quão fortes serão os eventos El Niño e La Niña no futuro, Stevenson ressaltou, mas o que eles concordam é que eventos de uma determinada magnitude causarão impactos maiores aos riscos de incêndio à medida que a Terra esquentar. , piorando incêndios em áreas que já os experimentam e criando condições para eles onde eles não são atualmente um grande risco. Encontrar essas peças do quebra-cabeça será fundamental para futuros estudos e estratégias de combate a incêndios florestais, disse ela.
“Para mim, isso realmente destaca a importância de corrigir as projeções futuras de impactos e magnitudes do El Niño”, disse Stevenson.
Referência:
Fasullo, J. T., Otto Bliesner, B. L., & Stevenson, S. (2018). ENSO’s Changing Influence on Temperature, Precipitation, and Wildfire In a Warming Climate. Geophysical Research Letters, 45. https://doi.org/10.1029/2018GL079022

* Tradução e edição de Henrique Cortez, EcoDebate.
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 28/08/2018
"Pesquisa revela a conexão entre mudanças climáticas, El Niño e a possibilidade de incêndios florestais mais extremos," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 29/08/2018, https://www.ecodebate.com.br/2018/08/29/pesquisa-revela-a-conexao-entre-mudancas-climaticas-el-nino-e-a-possibilidade-de-incendios-florestais-mais-extremos/.