segunda-feira, 30 de setembro de 2019

O GRITO DO BICHO - Boletim Informativo do dia 30.09.2019


Boletim do dia 30/09/2019
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·         Veterinário relembra trabalho junto a Irmã Dulce no resgate de animais: 'Vou mandar um cãozinho para você olhar'

·         Pela milésima vez, "doença do pombo" não existe!

·         Carioca faz bolsas ecológicas de sacos de ração e usa renda para alimentar cães e gatos abandonados

·         Sem cavalos, tradicionais charretes de Petrópolis agora são elétricas e com volante

·         Peão morre pisoteado por touro durante rodeio em Brejetuba, ES

·         Cachorro desconhecido entra em campo e joga futebol

·         Alguns fatos e dados trazidos de dentro da Amazônia

·         Ô preguiça!!!!

·         Em muito breve, os animais de consumo deixarão de existir

·         VÍDEO: Polícia prende caçador após ele capturar e atirar em animais silvestres dentro de jaula em Bonito

·         Filhotes roubam a cena em parada anual no Chile

·         Homens se fantasiam de zebra e encaram um leão

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sheila moura

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

O GRITO DO BICHO - Boletim Informativo do dia 27.09.2019


Boletim do dia 27/09/2019
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·         VÍDEO: Dono abandona cachorrinha no bairro Monte Castelo e protetora resgata animal

·         Um vídeo mostra um polvo mudando de cor enquanto dormia (e talvez sonhava) e é espetacular

·         Animais da Fazenda Modelo receberão bênçãos no Dia de São Francisco de Assis

·         Operação encontra aves mortas e galos feridos em Noronha

·         Como não amar os animais?

·         PETA: Diga ao Quênia para parar de abater burros para a medicina tradicional chinesa

·         Velocidade da extinção de plantas pelo mundo preocupa cientistas

·         Em vez de listras, zebra nasce com bolinhas

·         Elefante que chocou o mundo pela magreza excessiva morre aos 70 anos

·         Tartarugas cobertas de óleos foram encontradas em praias do litoral nordestino

·         FAZ SENTIDO? Quer ajudar a salvar o planeta? Não tenha animais de estimação

·         Em safári, Anitta posa com animais e deixa indireta para pessoas "aproveitadoras"

·         Com 20 pedidos de socorro por dia, ainda é certo ficar comprando animais?

·         Cadela grávida se abriga em casa abandonada para dar à luz

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Grandes e pequenas usinas solares no Brasil geram mais de 3,4 Gigawatts

MAPA MOSTRA A PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA POR MEIO DE TECNOLOGIA SOLAR FOTOVOLTAICA
Mapa mostra a produção de energia elétrica por meio de tecnologia solar fotovoltaica. Fonte: https://www.labgis.uerj.br
Por: Ruy Fontes – Agência #movidos
A capacidade instalada da energia solar no Brasil já ultrapassou 3,4 Gigawatts (GW), somando os projetos de grandes usinas e os micro / minigeradores distribuídos em todo o país.
Segundo os dados da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), são 2,26GW em geração centralizada e 1,19 GW no segmento distribuído, totalizando cerca de 3,45 GW de energia gerados pelo sol brasileiro.
O total é superior ao projetado em janeiro pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), quando estimou 3,3 GW para o Brasil em 2019.
Na época, o país registrava uma capacidade instalada total de 2,29 GW de placas solares, sendo 1,79 nas usinas e 501,9 Megawatts (MW) em telhados.
Entre os segmentos, a geração distribuída foi o de maior crescimento, cerca de 137% a mais, enquanto a centralizada cresceu aproximados 26,2%.
No segmento centralizado, a energia solar ultrapassou as usinas nucleares como a 7ª maior fonte da matriz elétrica brasileira em março deste ano.
Mas, é pelo interesse dos brasileiros em gerar a sua própria energia que a tecnologia mais cresce, sendo a escolha de 99% dos consumidores com GD.
Hoje, das 111.356 conexões registradas no segmento, 111.033 são provenientes da energia solar e dos sistemas fotovoltaicos.
Através de placas solares instaladas nos telhados, milhares de casas, empresas, agronegócios e demais estabelecimentos conseguem uma redução de até 95% na conta de luz.
Com essa popularização, a tecnologia apresenta quedas consecutivas em seus custos, sendo mais de 70% nos últimos 10 anos.
As linhas de financiamento para energia solar, que já são mais de 70 em todo o país, também ajudam quem deseja gerar sua energia, mas não possui capital para o investimento inicial.
E, quanto maior o crescimento, maiores os investimentos, sendo estimados cerca de R$3 bilhões ao país em 2019 somente pela GD, segundo projeções da ABSOLAR.
Somada aos projetos centralizados, a expansão da energia solar no Brasil em 2019 deve trazer aproximadamente R$5,2 bilhões em investimentos ao país.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 26/09/2019
Grandes e pequenas usinas solares no Brasil geram mais de 3,4 Gigawatts, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 27/09/2019, https://www.ecodebate.com.br/2019/09/27/grandes-e-pequenas-usinas-solares-no-brasil-geram-mais-de-34-gigawatts/.


Emergência Climática – Nível do mar sobe com velocidade 2,5 vezes maior do que a do século 20, aponta IPCC


Emergência Climática - Nível do mar sobe com velocidade 2,5 vezes maior do que a do século 20, aponta IPCC

Frequência e intensidade de eventos extremos costeiros, como inundações, devem aumentar até 2100, indica relatório especial do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU

Elton Alisson | Agência FAPESP – O aquecimento global tem aumentado a temperatura dos oceanos e o derretimento das geleiras e dos mantos de gelo nas regiões polares e montanhosas do planeta. Essa combinação de fatores tem levado a um aumento do nível do mar e, consequentemente, da frequência e intensidade dos eventos extremos costeiros, como inundações.
As conclusões são de um relatório especial do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) sobre oceano e criosfera – as partes congeladas do planeta.
Um sumário para formuladores de políticas foi lançado quarta-feira (25/9), em Mônaco, dois dias após a abertura da Cúpula do Clima em Nova York, nos Estados Unidos, em que líderes mundiais foram pressionados a implementar medidas mais ambiciosas para combater o aquecimento global.
“O oceano e a criosfera estão ‘esquentando’ em decorrência das mudanças climáticas há décadas e as consequências para a natureza e a humanidade são amplas e severas”, declarou Ko Barret, vice-presidente do IPCC.
“As rápidas mudanças no oceano e nas partes congeladas do nosso planeta estão forçando tanto as pessoas das cidades costeiras como de comunidades remotas do Ártico a alterar fundamentalmente seu modo de vida”, afirmou.
De acordo com o documento, aprovado pelos 195 países membros do IPCC, o nível do mar subiu globalmente em torno de 15 centímetros (cm) durante todo o século 20 e, atualmente está subindo a uma velocidade duas vezes e meia maior – a 0,36 cm por ano. E esse ritmo está acelerando.
Mesmo que as emissões de gases de efeito estufa (GEE) fossem bastante reduzidas e o aquecimento global limitado a bem menos que 2 ºC dos níveis pré-industriais o nível do mar subiria entre 30 e 60 centímetros até 2100.
Se as emissões de GEE continuarem aumentando fortemente, o nível do mar pode subir entre 60 e 110 centímetros no mesmo período, de acordo com as projeções dos cientistas autores do documento.
“Nas últimas décadas, a taxa de aumento do nível mar se acelerou devido ao aumento crescente do aporte de água proveniente do derretimento das geleiras, principalmente na Groenlândia e na Antártica, e da expansão da água do mar pelo aumento da temperatura marinha”, disse Valérie Masson-Delmotte, diretora de pesquisa da Comissão de Energias Alternativas e Energia Atômica da França e copresidente do grupo de trabalho 1 do IPCC.
Eventos extremos
A elevação do nível do mar aumentará a frequência de eventos extremos que ocorrem, por exemplo, durante a maré alta e tempestades intensas. As indicações são de que, com qualquer grau de aquecimento adicional, eventos que ocorreram uma vez por século no passado acontecerão todos os anos em meados do século 21 em muitas regiões, aumentando os riscos para muitas cidades costeiras baixas e pequenas ilhas, prevê o relatório.
As ondas de calor marítimas também dobraram em frequência desde 1982 e estão aumentando em intensidade. A frequência desses eventos será 20 vezes mais alta em um cenário de 2 °C de aquecimento, em comparação com os níveis pré-industriais. Elas podem ocorrer 50 vezes mais frequentemente se as emissões continuarem a aumentar fortemente, aponta o relatório.
“Várias abordagens de adaptação já estão sendo implementadas, muitas vezes em resposta a inundações, e o relatório destaca a diversidade de opções disponíveis para cada contexto”, afirmou Masson-Delmotte.
Segundo a cientista, a nova avaliação também revisou para a cima a contribuição projetada da camada de gelo da Antártica para o aumento do nível do mar até 2100 em um cenário de altas emissões de GEE.
Declínio de geleiras
“As projeções da elevação do nível do mar para 2100 e além estão relacionadas a como os mantos de gelo reagirão ao aquecimento, especialmente na Antártica. Ainda há grandes incertezas”, ponderou.
Os 670 milhões de pessoas que vivem em regiões montanhosas estão cada vez mais expostos aos riscos de avalanches e inundações e mudanças na disponibilidade de água pelo declínio de geleiras, neve, gelo e permafrost – solo permanentemente congelado –, aponta o relatório.
Em cenários de alta emissão de GEE, estima-se que geleiras menores encontradas, por exemplo, na Europa, nos Andes e na Indonésia poderão perder mais de 80% de sua massa de gelo atual até 2100.
À medida que as geleiras das montanhas recuam, também são alteradas a disponibilidade e a qualidade de água para onde se dirige a corrente (a jusante), com implicações para setores como agricultura e energia hidrelétrica, ressaltam os cientistas.
No Ártico, a extensão do gelo marinho também está diminuindo gradativamente a cada mês do ano. Uma parte expressiva dos quatro milhões de pessoas que vivem permanentemente na região – especialmente povos indígenas – já ajustou suas atividades de caça, por exemplo, à sazonalidade das condições de terra, gelo e neve, e algumas comunidades costeiras já estão se deslocando.
“Limitar o aquecimento ajudaria essa população a se adaptar às mudanças no suprimento de água e aos riscos, como deslizamento de terra”, disse Panmao Zhai, co-presidente do grupo de trabalho I do IPCC.
Maior absorção de calor
O aquecimento global já atingiu 1 ºC acima do nível pré-industrial, devido ao aumento das emissões de gases de efeito estufa.
Até o momento, o oceano absorveu mais de 90% do excesso de calor no sistema climático e, em 2100, absorverá entre duas e quatro vezes mais calor do que nos últimos 40 anos se o aquecimento global for limitado a 2 °C e até cinco a sete vezes mais com emissões mais altas, estimam os cientistas.
O oceano também absorveu entre 20% e 30% das emissões de dióxido de carbono induzidas pelo homem desde 1980, causando a sua acidificação.
A captação contínua de carbono pelo oceano até 2100 exacerbará esse fenômeno provocado pelo aumento da concentração e da dissolução de dióxido de carbono, que diminui o pH da água superficial, elevando a acidez e causando a destruição de recifes de corais, por exemplo.
O aquecimento e a acidificação dos oceanos, a perda de oxigênio e as mudanças nos aportes de nutrientes já estão afetando a distribuição e a abundância da vida marinha em áreas costeiras, em mar aberto e no fundo do mar.
No futuro, algumas regiões, principalmente os oceanos tropicais, sofrerão reduções adicionais, alerta o relatório.
“Reduzir as emissões de gases de efeito estufa limitará os impactos nos ecossistemas oceânicos. Diminuir outras pressões, como a poluição, ajudará ainda mais a vida marinha a lidar com mudanças no ambiente”, disse Hans-Otto Pörtner, pesquisador da University of Bremen, na Alemanha, e copresidente do grupo de trabalho 2 do IPCC.
Década dos oceanos
O relatório se insere em uma série de ações voltadas a destacar o papel fundamental dos oceanos na regulação do clima do planeta, ao redistribuir o calor que chega em excesso à região tropical até as regiões polares, ao mesmo tempo em que leva o frio dos polos para os trópicos.
As ações foram intensificadas a partir da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – a Rio+20 –, em 2012, no Rio de Janeiro. O evento culminou na realização da Conferência da ONU sobre os Oceanos em junho de 2017 em Nova York, nos Estados Unidos, e na proclamação, no mesmo ano, do período de 2021 a 2030 como a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável – a Década do Oceano.
Esse período corresponde à última fase da Agenda 2030 – um plano de ação estabelecido pela ONU em 2015 para erradicar a pobreza e proteger o planeta, que contém 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), um deles (14) especialmente dedicado aos oceanos.
A fim de fortalecer essa agenda de ações da ONU no Brasil, América Latina e Caribe, o professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP) Alexander Turra propôs à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) a criação de uma cátedra no Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP) para o estudo da sustentabilidade dos ecossistemas marinhos e costeiros.
A proposta foi aceita e, no início de junho, foi inaugurada na USP a Cátedra Unesco para a Sustentabilidade dos Oceanos.
“A proposta da cátedra é canalizar e impulsionar ações voltadas a fortalecer a agenda sobre oceanos na academia e na sociedade”, disse Turra à Agência FAPESP.
Uma das funções da cátedra é fomentar e dinamizar a pesquisa oceanográfica integrada e interdisciplinar.
“É preciso integrar na pesquisa oceanográfica a visão das ciências naturais com as sociais, uma vez que o mar é um sistema socioecológico, e não só natural”, afirmou Turra.
Outras linhas de ação da cátedra são disseminar o conhecimento sobre oceanos – a chamada cultura oceânica –, fomentar o desenvolvimento de novas tecnologias e inovações a partir dos recursos marinhos e articular o conhecimento científico com a tomada de decisão pelos agentes públicos.

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 27/09/2019
Emergência Climática – Nível do mar sobe com velocidade 2,5 vezes maior do que a do século 20, aponta IPCC, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 27/09/2019, https://www.ecodebate.com.br/2019/09/27/emergencia-climatica-nivel-do-mar-sobe-com-velocidade-25-vezes-maior-do-que-a-do-seculo-20-aponta-ipcc/.

EcoDebate - Edição 3.292 de 27 / setembro / 2019


Desejamos a todos(as) um bom dia e uma boa leitura
Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente.” [Cortez, Henrique, 2005]