sábado, 21 de setembro de 2019

O GRITO DO BICHO - Boletim Informativo do dia 21.09.2019


Boletim do dia 21/09/2019
Queridos leitores do Blog  "O Grito do Bicho"
Confiram as postagens de hoje na página principal de www.ogritodobicho2.com ou diretamente nos títulos abaixo:

·         Mao Tsé-Tung mandou erradicar os pardais contribuindo para a morte de milhões de pessoas

·         SOCORRO!!!!! The Intercept Brasil revela os verdadeiros planos de Bolsonaro para a Amazônia

·         Acumuladores de bichos podem ter Síndrome de Noé

·         Mecânico consegue na Justiça direito de ver cão doente e idoso que ficou com ex-companheira

·         Polícia procura dono de pantera que passeava em telhado de prédio na França

·         PL contra farra do boi avança na Alesc

·         ONGs e poder público se unem contra o drama de abandono de animais

·         Cadela é resgatada após não conseguir andar com 4 kg de pelos emaranhados

·         Milhões de pessoas fazem protesto ao redor do mundo pelo clima

·         Greve global pelo clima atrai manifestantes contra mudanças climáticas

·         Luisa Mell acusa criadores de abandono de animais em sua ONG

·         Câmara oculta mostra abuso de animais em matadouro de Madrid

Não deixem de compartilhar nossas publicações.
Abração a todos e obrigado pelo carinho com nosso trabalho.
sheila moura

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

As baleias estão se reproduzindo na região dos Corais da Amazônia !


Olá JAMESPIZARRO, tudo bem?

Depois de duas semanas de trabalho científico a bordo do Navio Esperanza, nas águas da Guiana Francesa, tivemos resultados incríveis:
Pela primeira vez, conseguimos documentar e confirmar que as baleias estão se reproduzindo na região dos Corais da Amazônia. Isso, depois de avistar uma mãe baleia com seu filhote. 🐳 🐳
E não para por aí. Também observamos peixes-vela, golfinho-pintado-tropical, falsas-orcas, orca-pigmeia, um tubarão-seda, golfinhos-cabeça-de-melão e, pela primeira vez embaixo d’água na Guiana Francesa, documentamos a baleia-de-bryde.

Só que aí vem a má notícia: a petroleira britânica BP quer perfurar a região perto dali para explorar petróleo, colocando todas essas espécies - inclusive a reprodução das baleias - em risco. 
Como podemos ver, essa região é completamente vulnerável. É uma área importante  e que deve ser protegida se queremos oceanos saudáveis e equilibrados. E é por isso que precisamos de um Tratado Global dos Oceanos, para uma rede de santuários, livres de atividades humanas prejudiciais, onde a vida selvagem pode se recuperar e prosperar.
Junte-se a nós e pressione os líderes mundiais para que tomem as medidas necessárias para proteger os oceanos do mundo todo. Participe do abaixo-assinado!
PS: O Greenpeace Brasil não vai parar de defender os Corais da Amazônia enquanto eles ainda estiverem em perigo. Mas preciso te lembrar que nosso trabalho só é possível graças aos nossos doadores. Nos ajude a proteger as maravilhas dos nossos oceanos, faça uma doação agora.

Jaqueline Leone  #ProtejaOsOceanos
Greenpeace Brasil


Documentário ‘River of Gold’ [Rio do Ouro] denuncia mais uma ameaça à Amazônia : a mineração ilegal do ouro


IHU
Enquanto eu escrevo esta resenha do documentário “River of Gold” [Rio do ouro], a Floresta Amazônica continua queimando. Os incêndios de 2019 supostamente têm origem humana. Eles provavelmente deveriam limpar a terra para a produção de carne para os mercados estadunidenses e além, e para o cultivo de soja e milho para alimentação.
O comentário é da irmã paulina Rose Pacatte, diretora-fundadora do Pauline Center for Media Studies, de Los Angeles, EUA, em artigo publicado por National Catholic Reporter, 16-09-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Mas perder dezenas de milhares de hectares da floresta tropical por dia não é a única ameaça para o rio Amazonas, para a floresta como um todo ou para os nove países que o compartilham, assim como seus afluentes e nascentes. A mineração ilegal e não regulamentada de ouro que destrói a floresta e polui rios e águas subterrâneas com mercúrio é uma ameaça que também é impulsionada pelos mercados e pela ganância.


Não muito diferente dos conflitos em torno do diamante na África ocidental, o ouro peruano, por mais que brilhe, está manchado desde o início. “Junto com cada árvore que é cortada para a mineração do ouro”, conta a narração, “libera-se dióxido de carbono no ar, aumentando o aquecimento global.”
“São necessárias aproximadamente 250 toneladas de terra para extrair o ouro suficiente para uma aliança de casamento comum.”
River of Gold”, narrado por Sissy Spacek e Herbie Hancock, começa com a história das cutias, o único mamífero da floresta tropical forte o suficiente para abrir as castanhas-do-pará, deixando para trás sementes o suficiente para garantir um novo crescimento natural das árvores. Mas essas árvores gigantescas – lar de inúmeras espécies de insetos e pequenos animais da Floresta Amazônica – estão sendo destruídas por novas operações ilegais de mineração de ouro, que surgiram nos últimos 20 anos.
A mineração, através do desmatamento – cavando grandes fossas na terra para transportar a sujeira da lavagem do ouro até o rio –, está destruindo habitats e criando um desequilíbrio no relacionamento frágil e interdependente entre os alimentos e os animais da floresta tropical que existe há milênios. A mineração também está criando um problema de saúde pública para a população local, devido ao envenenamento por mercúrio, já que o metal não dissolve e pode permanecer nos rios e nas águas subterrâneas durante séculos.
Uma equipe de filmagem, incluindo os codiretores e produtores Sarah duPont e Reuben Aaronson, viajou para a região de Madre de Dios, no sudeste do Peru, na fronteira com o Brasil, liderada por Enrique Ortiz, um cientista que se tornou ativista e político. Eles começam com uma visão macro da região e depois se concentram nas terras desmatadas, nas minas abandonadas e nos barcos que podem abrigar famílias inteiras, junto com equipamentos de mineração. Esses equipamentos são usados para processar o solo em busca de ouro, acrescentar mercúrio para capturar o ouro e depois ferver ou queimar o mercúrio, deixando apenas o ouro puro.
Hoje, o ouro é vendido a aproximadamente 1.600 dólares a onça [cerca de 28 gramas] no mercado mundial, embora os rapazes e as famílias que extraem o ouro recebam muito pouco pelos seus esforços. Muitos dos garimpeiros estão buscando sair da pobreza e são facilmente explorados pela máfia do crime organizado e pelos cartéis.
O envenenamento por mercúrio leva a uma vida útil curta, a danos cerebrais e a um baixo QI, além de prejudicar o sistema imunológico. As crianças indígenas que vivem na floresta são as mais afetadas.
Fazer esse filme foi um projeto muito arriscado, pois 90% da mineração de ouro nessa região é ilegal, administrada pelo crime organizado e pela “máfia madeireira”. Em uma cidade no estilo da corrida do ouro, a equipe do filme foi expulsa. Os trabalhadores se mudam para lá por seis meses ou um ano para ganhar dinheiro rápido.
Mas as pessoas que extraem ouro para escapar da pobreza são apenas uma parte do problema. Há exploração do trabalho infantil, intimidação e lavagem de dinheirotráfico ilegal de drogas e contrabando de ouro. Os chefões do crime que são os principais responsáveis pela mineração ilegal não moram lá, mas os que compram o ouro dos mineradores, sim. O filme afirma que um mercado clandestino global fixa o preço do ouro em um valor mais alto do que o de uma pessoa humana e do seu custo para a Terra.
O filme assume uma posição firme contra a busca de ouro através da mineração que saqueia a terra e prejudica a comunidade humana e o ambiente. É ganância e corrupção. “Sempre que o homem quer mais, isso tem que vir da terra, mas as limitações da terra estão diante de nós”, diz o filme. “É tarde demais para apreciar as coisas quando você não as tem mais para nos ajudar a entender o que estamos tirando da terra.” A verdadeira riqueza está em “viver em relação com todos os seres vivos”.
O conteúdo desse documentário é certamente alarmante. Estima-se que cerca de 30 toneladas de mercúrio tóxico sejam lançadas no ecossistema Madre de Dios anualmente. O governo peruano está trabalhando agora para tentar regular a mineração ilegal de ouro na região e, como afirma o filme, “as organizações local e globalmente estão trabalhando para produzir uma cadeia de suprimentos de ouro limpa”. Há esperança.
DuPont vai viajar para Roma no início de outubro para apresentar o documentário no evento “Voices of the Amazon” do Global Catholic Climate Movement. Ela é a fundadora da Amazon Aid Foundation, que produziu “River of Gold”. DuPont disse-me via e-mail: “Eu sou uma grande fiel e admiradora do Papa Francisco e da missão da Igreja Católica de enfrentar as questões complexas em torno da crise climática. Eu continuo esperançosa”.
Também é interessante que Francisco nomeou o cardeal Pedro Barreto Jimeno, 75 anos, de HuancayoPeru, como um dos presidentes delegados do Sínodo dos Bispos para a Amazônia em outubro. Huancayo faz fronteira com a região de Madre de Dios, onde são realizadas as operações ilegais de mineração de ouro que o filme expõe. Ele falou sobre a mineração ilegal de ouro ao Catholic Relief Services em 2016.
“A Igreja se posiciona sobre o que está acontecendo no mundo hoje com as mudanças climáticas e a crise causada pelo homem por meio desse sistema que favorece o dinheiro e não a dignidade, a vida e o ambiente”, disse ele. “Em vez de gerar uma distribuição mais justa de recursos naturais e riqueza, isso está criando dois grupos que estão muito, muito distantes um do outro. Um grupo muito pequeno detém a riqueza, e o outro grupo experimenta a pobreza.”
Barreto diz que a degradação ambiental e as mudanças climáticas estão impactando a migração global”, de acordo com uma reportagem do site do Catholic Relief Services, que continua:
“[Barreto] diz que as pessoas costumam abandonar suas casas não apenas em busca de oportunidades econômicas, mas também porque o ambiente natural tem sido afetado. Muitos foram a Madre de Dios por causa do garimpo, porque o solo para a agricultura onde viviam foi destruído. Outros abandonaram suas casas por causa de uma imprevisibilidade no clima.”
Também há uma importante sobreposição em relação à mineração de ouro com a nomeação de Baltazar Porras Cardozo, 74 anos, de MéridaVenezuela, como outro presidente delegado para o Sínodo da Amazônia. Mesmo com o colapso da economia e das estruturas internas da Venezuela, seu país está cada vez mais envolvido na geopolítica da mineração ilegal de ouro.

(EcoDebate, 19/09/2019) publicado pela IHU On-line, parceira editorial da revista eletrônica EcoDebate na socialização da informação.
[IHU On-line é publicada pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos Unisinos, em São Leopoldo, RS.]

Na próxima temporada de desova, o projeto Tamar deve alcançar a marca de 40 milhões de tartarugas protegidas


Projeto Tamar anuncia marca de 40 milhões de tartarugas protegidas

Na próxima temporada de desova das tartarugas marinhas, o projeto Tamar deve alcançar a marca de 40 milhões de animais protegidos
ABr

Foto: Divulgação Projeto Tamar / ABr

“Podemos dizer que a tartaruga de número 40 milhões já existe e navega em uma viagem transcontinental rumo às praias brasileiras. Mas é importante lembrar que, a cada mil tartarugas que nascem, apenas uma ou duas sobrevivem. Ainda há muito a fazer para livrar esses animais da ameaça de extinção”, diz o fundador do Projeto Tamar, Guy Marcovaldi.
Os animais têm ciclo de vida longo e levam de 20 a 30 anos para se reproduzir. A cada temporada, de acordo com o projeto, cerca de 2 milhões de filhotes nascem nas praias brasileiras monitoradas pelo Tamar, que trabalha também na proteção de tartarugas jovens e adultas resgatadas de captura incidental na pesca. Acidentes com redes e anzóis, plásticos e o trânsito de veículos nas praias são fatores de risco para os animais.
Sobre o Tamar
Em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o projeto Tamar contribui para a recuperação de quatro espécies de tartarugas marinhas: tartaruga-oliva, tartaruga-de-pente, tartaruga-cabeçuda e tartaruga-de-couro. O trabalho do Tamar garante também a estabilidade da tartaruga-verde em Fernando de Noronha (PE) e Trindade (ES). A missão do projeto inclui é a pesquisa, a conservação e o manejo das cinco espécies, todas ameaçadas de extinção.
As ações do projeto se estendem por cerca de 1,1 mil quilômetros de praias, em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso das tartarugas, no litoral e ilhas oceânicas dos estados da Bahia, de Sergipe, de Pernambuco, do Rio Grande do Norte, do Ceará, do Espírito Santo, do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Santa Catarina.
O Tamar é membro da Rede de Projetos de Biodiversidade Marinha (Rede Biomar), grupo composto também pelos projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Coral Vivo e Golfinho Rotador, todos patrocinados por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

Por Agência Brasil, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 19/09/2019
Na próxima temporada de desova, o projeto Tamar deve alcançar a marca de 40 milhões de tartarugas protegidas, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 19/09/2019, https://www.ecodebate.com.br/2019/09/19/na-proxima-temporada-de-desova-o-projeto-tamar-deve-alcancar-a-marca-de-40-milhoes-de-tartarugas-protegidas/.

EcoDebate - Edição 3.286 de 19 / setembro / 2019


Desejamos a todos(as) um bom dia e uma boa leitura
Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente.” [Cortez, Henrique, 2005]