domingo, 25 de junho de 2017

"AGAPAN DEBATE" : Desafios da Urbanização Ecoinsluviva


Com o tema Desafios da urbanização ecoinclusiva, foi realizado no dia 12 de junho o Agapan Debate que abordou a revisão do Plano Diretor de Porto Alegre para 2017. A atividade, realizada no auditório da Faculdade de Arquitetura da Ufrgs, teve como palestrantes a ex-procuradora municipal Maria Etelvina Guimaraens e a professora da Faculdade de Arquitetura da Ufrgs Lívia Piccinini. O debate foi mediado pela bióloga, ex-presidente e conselheira da Agapan, Sandra Jussara Ribeiro.

Etelvina, em sua apresentação, defendeu uma regularização fundiária urbanística e paisagística, e não apenas jurídica. Para ela, é necessário incorporar o ambiental como estratégia para a regularização do Plano Diretor Urbano, “já que o patrimônio ambiental é entendido como patrimônio cultural e natural”, observou. Etelvina lamentou que “muitos dispositivos da Lei não vêm sendo muito utilizados e ainda estão pendentes, como os programas de Conservação de Energia e de Gestão Ambiental e de Prevenção e Controle da Poluição”, cita. 

“O objetivo da revisão do Plano Diretor é identificar as distorções decorrentes da aplicação em relação aos princípios institucionais e orgânicos e às diretrizes gerais e específicas, adequando às normas”, defende Etelvina. 

Já para a professora Lívia, o desafio da urbanização é “como fazer uma cidade justa, inclusiva e saudável?”, abrangendo a definição das necessidades da cidade e dos diversos públicos e grupos de interesse e suas diferentes classes sociais, observou, ao destacar que os municípios com mais de 20 mil habitantes têm que fazer seus planos de mobilidade urbana, “e não é isso que vem ocorrendo”, avalia. 

Para Lívia, o Estado deve propor ações a partir de objetivos de mobilidade e de cidade com qualidade de vida, “o que não significa constituir leis”. A professora ressalta a importância do planejamento participativo. 

Confira como foi o Agapan Debate no vídeo.

Fotos: Imprensa Agapan


Texto: Jornalista Adriane Bertolgio Rodrigues/Agapan
Vídeo: Jornalista Glei Soares/Incomun


Artigo publicado na imprensa sobre o assunto.



Correio do Povo 06.06.2017, página 2.

"O GRITO DO BICHO" - Boletim do dia 25.06.2017


25/06/2017  
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sábado, 24 de junho de 2017

"O GRITO DO BICHO" - Boletim informativo do dia 24.06.2017


24/06/2017  
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sexta-feira, 23 de junho de 2017




Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Agrotóxicos, Amazônia, Áreas Protegidas, Energia, Soja, Política Socioambiental
Ano 17
23/06/2017

 

Direto do ISA

 
  Fala de Sarney Filho na Noruega sugere que envio de proposta para reduzir a Floresta Nacional de Jamanxim à Câmara ainda é incerto Direto do ISA, 22/6.
  Liminar do ministro Luís Roberto Barroso prevê que os deputados votem novamente o texto com alterações de mérito incluídas pelo Senado Direto do ISA, 22/6.
  
 

Amazônia

 
  O plano de erguer usinas hidrelétricas no Alto Rio Negro, em uma das regiões mais remotas e preservadas da Amazônia, foi adiado pelo governo. No início deste mês, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), pediu à Aneel que cancele autorizações para novos estudos sobre a viabilidade de erguer barragens ao longo do Rio Negro, afluente do Rio Amazonas. Por trás da decisão está a grande complexidade do licenciamento ambiental - pelo menos 50% de toda a região banhada pelo Rio Negro é formada por florestas protegidas e terras indígenas. O órgão, ligado ao Ministério de Minas e Energia, optou por fazer um "pré-inventário" da bacia. "A nossa previsão é de que o pré-inventário esteja concluído até o final do primeiro semestre de 2019", declarou a EPE OESP, 23/6, Economia, p.B1.
  Diante do avanço do desmatamento no Brasil, a Noruega informou ao governo brasileiro que irá reduzir os repasses ao Fundo Amazônia pela metade em 2017. Principal financiadora do fundo, a Noruega já repassou R$ 2,8 bilhões ao projeto, que executa 89 ações em áreas como combate ao desmatamento, regularização fundiária e gestão territorial e ambiental de terras indígenas. O anúncio foi feito no dia em que o presidente Michel Temer iniciava visita ao país. Pelo acordo assinado quando o Fundo Amazônia foi criado, os dois países definiram que o valor dos repasses dependeria da taxa de desmatamento. Como dados apontam para avanço da área desmatada, o governo norueguês estima que a doação deve cair pela metade - passando de uma média de R$ 400 milhões para algo em torno de como R$ 200 milhões Valor Econômico, 23/6, Brasil, p.A4; FSP, 23/6, Ciência, p.B7; OESP, 23/6, Metrópole, p.A12; O Globo, 23/6, País, p.4.
  A Floresta Nacional do Jamanxim, unidade de proteção localizada no Pará que o governo pretende liberar para exploração comercial, tem liderado os registros de infrações ambientais emitidos pelo Ibama. Cortada pela BR-163, a floresta protegida foi atropelada nos últimos anos pela extração criminosa de madeira e invasão de terras. Em 2016, a Floresta Nacional de Jamanxim foi a mais desmatada em toda a Amazônia. O governo afirma que, ao flexibilizar o acesso às terras da unidade de conservação, transformando-a em uma Área de Preservação Ambiental, poderá regularizar a situação de quem já está dentro da área. Ambientalistas, no entanto, afirmam que, em vez de fiscalizar e combater as irregularidades, o governo opta por liberá-las OESP, 23/6, Metrópole, p.A12
  Em recuo, o ministro do Meio Ambiente, Zequinha Sarney, afirmou ontem que o governo não tem prazo para apresentar um novo projeto de lei que reduz a proteção de parte da Floresta Nacional do Jamanxim, no sudoeste do Pará. Sarney disse que a definição do tamanho da APA (Área de Proteção Ambiental) depende de um parecer técnico do ICMBio, responsável pela gestão de unidades de conservação. "O que há de concreto é que não há nada. O resto é especulação", disse FSP, 23/6, Ciência, p.B7.
  "A viagem de Michel Temer à Europa produziu um vexame internacional. Enquanto o presidente passeava em Oslo, o governo da Noruega anunciou que cortará pela metade a ajuda ao Fundo Amazônia. O motivo é o fracasso do Brasil no combate ao desmatamento. A devastação da floresta avançou 29% na última medição anual, divulgada em novembro. O país perdeu 7.989 quilômetros quadrados de mata tropical, o equivalente a sete vezes a área da cidade do Rio de Janeiro. Foi o pior resultado em oito anos. Em Oslo, o ministro Sarney Filho foi questionado se o Brasil vai reduzir o desmatamento. Sua resposta foi outro vexame: 'Só Deus pode garantir isso'", artigo d3e Bernardo Mello Franco FSP, 23/6, Opinião, p.A2.
  
 

Geral

 
  O juiz Marcelo Krás Borges, da Vara Federal Ambiental, mandou demolir cinco beach clubs e um resort de luxo no bairro Jurerê Internacional, que reúne a alta classe, políticos e celebridades em Florianópolis (SC). A decisão foi no âmbito da operação Moeda Verde, que levou mais de dez anos para ser julgada. Dezesseis pessoas foram condenadas por corrupção em um esquema entre empresários e servidores públicos que em troca de propina liberavam licenças ambientais em áreas de preservação permanente OESP, 23/6, Metrópole, p.A13; FSP, 23/6, Cotidiano, p.B6.
  A Ásia emergente está comendo mais carne de frango e de porco, e a soja que confere músculos às aves e suínos se espalhou pelas fazendas do planeta em ritmo mais rápido que o de qualquer outra safra, cobrindo área 28% maior do que a ocupada uma década atrás. A soja avançou profundamente pelo interior do cerrado brasileiro, pelos pampas argentinos e pelo coração rural dos Estados Unidos. Nos próximos 10 anos, a soja terá área plantada superior a um bilhão de hectares (10 milhões de quilômetros quadrados) em todo o mundo, com expansão maior que a cevada, milho, arroz, sorgo e trigo, de acordo com projeções do Departamento da Agricultura dos Estados Unidos FSP, 23/6, Mercado, p.A18.
  
 
Imagens Socioambientais

Dois mil botos são mortos na Amazônia ao ano para pesca da piracatinga

Por Bianca Paiva, da Radioagência Nacional
A pesca e a comercialização da piracatinga estão proibidas desde janeiro de 2015 como forma de conter a matança indiscriminada de botos na Amazônia.
Apesar disso, cerca de dois mil animais ainda são mortos todos os anos. Isso demonstra que o boto ainda é utilizado como isca para a captura desse peixe, que pode ser encontrado nos supermercados com o nome de douradinha.
Para ajudar fiscais ambientais a identificarem os filés de piracatinga e frear o comércio ilegal, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) criou uma cartilha, como explica a pesquisadora da entidade Vera Maria da Silva.


Foto: Inpa


De acordo com a pesquisadora, na cartilha estão disponíveis fotos de peixes e informações sobre a piracatinga para que os fiscais consigam distinguir uma espécie da outra.
Foram confeccionados mil exemplares das cartilhas, que ficarão disponíveis gratuitamente em órgãos ambientais e no Inpa.

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in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 23/06/2017

Uso indiscriminado de agrotóxicos pode levar à extinção de abelhas


abelha morta

Estudos projetam para 2035 o ano da extinção das abelhas, se nada for feito para mudar o atual panorama mundial

Por Rádio USP
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O uso indiscriminado de agrotóxicos está acabando com as abelhas e esse é um problema mundial. As consequências são sentidas diretamente na produção de alimentos. É que as abelhas são responsáveis pela polinização das plantas.
As plantas que têm flor precisam ser polinizadas para produzir sementes e sobreviver. Quem faz esse trabalho são as abelhas. E cerca de dois terços da dieta dos seres humanos vêm de plantas polinizadas. A continuar nesse ritmo, estudos acadêmicos indicam que em 2035 as abelhas estarão extintas.
O professor aposentado Lionel Segui Gonçalves, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, é um dos maiores especialistas em abelhas no Brasil. Ele alerta para a extinção gradual do inseto e aponta soluções para reverter o quadro. Entre as soluções apontadas, estão o fim do uso de agrotóxicos nocivos às abelhas e o aumento de plantio de árvores para aumentar a polinização das flores.
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 23/06/2017