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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Sul é o segundo em incidência de tornados


Fenômeno foi registrado sete vezes em SC e RS no mês passado

Pelo menos sete tornados atingiram Santa Catarina e o Rio Grande do Sul no mês passado. A informação é do diretor-geral do serviço meteorológico privado MetSul, Eugênio Hackbart, com base na análise de imagens dos estragos. Em setembro, o fenômeno causou pelo menos 14 mortes no Brasil e na Argentina.

O perímetro compreendido pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, oeste do Paraná e pelo norte da Argentina e Paraguai é a segunda maior área em incidência de tornados do mundo. Apenas a planície central dos Estados Unidos oferece condições mais propícias para o fenômeno.

A conclusão é de um estudo liderado por Harold Brooks, do Laboratório Nacional de Tempestades Severas, na sigla em inglês, nos EUA.

Segundo a pesquisa de Brooks, as condições climáticas geradas pelo choque de massas de ar frio da Patagônia com ventos tropicais formados na Amazônia propiciam a ocorrência de tornados, em média, 15 dias por ano no norte argentino e no Sul do Brasil.

Na província argentina de Misiones, o estrago foi generalizado, e 10 pessoas morreram no dia 7 de setembro. Na cidade de Guaraciaba, Extremo-Oeste de Santa Catarina, quatro pessoas morreram.

Não há estudos que relacionem o aquecimento global a tornados no Sul. Essa evidência existe apenas para furacões, um fenômeno diferente.

Topografia e geografia são favoráveis

Ernani Nascimento, professor de meteorologia da Universidade Federal de Santa Maria (RS), afirma que a geografia e a topografia da região Sul do Brasil influenciam a ocorrência dos tornados.

O corredor de tornados da América do Sul situa-se na topografia plana do pampa, a leste dos Andes. Na planície norte-americana, o fenômeno costuma surgir ao lado das montanhas rochosas.

O Serviço Meteorológico Nacional da Argentina concluiu que Misiones foi atingida em 10 de setembro por um ciclone tipo F4, numa classificação que vai de F0 a F5.

A escala Fujita, criada em 1971 para medir a intensidade dos tornados, define o F4 como “devastador”, categoria em que a velocidade dos ventos é estimada entre 333 e 421 quilômetros por hora.

Os estragos se espalharam numa faixa de mil metros de largura e 15 km de extensão, perto da fronteira com Santa Catarina.
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FONTE : DC e ZH

Um comentário:

Anônimo disse...

o rio de janeiro tanben entrou no ranky de de atividade de tornados em minha sidade de silva jardi,temos registrados tempestades severas com vendavais e nuvem funil,e muito graniso...em macae um tornado devastou varias casas e o aeroprto e em sao joao da barra tambem foi registrado,e em nova iguacu.