sábado, 24 de outubro de 2009

"CARBONO NEUTRO" : projeto lançado em Santa Maria, RS


FOTO : Superintendente da PF no Estado, Ildo Gasparetto (de gravata) tirou o paletó e ajudou no plantio
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Projeto pretende plantar 6 mil mudas em todo o Rio Grande do Sul.

Nem só de prevenção e combate ao crime vive a Polícia Federal (PF). Na sexta-feira, a unidade de Santa Maria reforçou a luta pela preservação do ambiente, com o lançamento do projeto Carbono Neutro. A iniciativa visa a compensar, com o plantio de árvores, as emissões de gás carbônico geradas pelas operações da PF no Estado e em todo o Brasil.

O projeto, que existe desde 2008, começou a ser implantado pelo interior do país neste ano. No ano passado, foram plantadas 30 mil mudas nas capitais, sendo 3 mil em Porto Alegre. A previsão é que, até o final de 2009, sejam plantadas 6 mil mudas no Rio Grande do Sul: mil na Capital e 5 mil no restante do Estado. Santa Maria vai ganhar 350 novas árvores. Na cidade, a polícia vai contar com a ajuda dos cerca de 200 alunos da Escola Professora Francisca Weinmann, vizinha à futura sede da PF, na Rua Hélvio Basso. No final da tarde de sexta-feira, os pequenos estavam empolgados para começar o plantio, nos fundos do terreno. Com a ajuda de alunos do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), eles botaram a mão na terra. A jovem Daiane Carvalho, 14 anos, aluna do 5° ano da Francisca Weinmann, plantou uma das mudas.

– Acho isso muito legal. A gente tem de ajudar a natureza – disse.

Os alunos devem acompanhar o crescimento das árvores. Estão programadas visitas periódicas, a cada dois meses. Foram plantadas as espécies angico, araçá, pitanga, ingá e ipê-roxo, a árvore símbolo da cidade.

Mão na massa – O ipê-roxo, aliás, foi a primeira muda a ser colocada no solo pelo superintendente da PF no Estado, delegado Ildo Gasparetto, que já trabalhou em Santa Maria. Sem cerimônia, o delegado acomodou a muda na terra, com a ajuda de um pá. Ele não esqueceu nem de regá-la.

– Queremos mostrar que a polícia é amiga da população. Não nos preocupamos apenas com a criminalidade, mas com outras questões também – afirmou Gasparetto.

As emissões de gás carbônico são calculadas com base nos gastos com combustível, papel, energia elétrica e viagens aéreas da PF. Ao longo de 2007, foram emitida 17,3 toneladas do gás. A substância é altamente nociva à atmosfera e uma das principais responsáveis pelo aquecimento global.

A Polícia Federal foi o primeiro órgão público brasileiro a ter um programa para compensar as emissões de gás carbônico. A iniciativa foi premiada na última edição do Prêmio Época de Mudanças Climáticas
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FONTE : jorn. JOANNA FERRAZ, Diário de Santa Maria, edição de 24/10/2009

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