terça-feira, 27 de outubro de 2009

BEM-ESTAR ANIMAL : era do microchip canino (Florianópolis)


FOTO : Sensor é menor que um grão de arroz
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A Diretoria de Bem-estar Animal de Florianópolis começa a implantar em cachorros um microchip (chamado transponder), menor do que um grão de arroz, que vai possibilitar identifi car o proprietário do cão.

Nesta primeira fase, 80 cães que estão no Centro de Zoonoses para adoção receberão os chips. Ao serem doados, o registro passa ao nome do doador, que ficará num banco de dados. O banco será posteriormente disponibilizado num site.

A medida tem o objetivo de diminuir o abandono de cães na cidade. Com a identifi cação eletrônica, a prefeitura poderá encontrar os donos se os cães aparecerem abandonados.

Entre as penas previstas para o abandono está prisão de três meses até um ano.

A segunda etapa do projeto prevê a implantação do microchip em todos os animais que entrarem no Centro de Zoonoses. E a terceira, para todos os animais domésticos da cidade. Para isso, será necessário aprovar um projeto de lei na Câmara de Vereadores, que já foi encaminhado no início do ano e está em tramitação.

Segundo Maria da Graça Dutra, diretora de Bem-estar Animal, a aplicação é rápida e indolor.

- É como a aplicação de uma vacina – disse.

Transferência de dono nos moldes do Detran

Maria da Graça explicou que, com o chip, quando o proprietário quiser doar o cachorro a outra pessoa terá que fazer uma transferência, como se faz no Detran ao vender o carro.

A aplicação é subcutânea, mas a diretora não quis revelar o local, pois as pessoas poderão cortar a pele do cão para retirar o chip.

A implantação de chips nos cães é mais uma ação da diretoria para reduzir o número de animais abandonados na cidade.

Criada em 2005, ela enfrenta o desafio de reduzir uma população estimada em 10 mil cães errantes em Florianópolis. Além da crueldade, é caso de saúde pública.
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FONTE : jorn. CRISTINA VIEIRA, DIÁRIO CATARINENSE (edição de 27/10/2009)

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