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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Revista TIME divulga relação anual de homens e mulheres que lutam para salvar o planeta


Em sua edição de 5 de outubro, a renomada revista americana Time traz na capa a reportagem Heróis do Meio Ambiente (Heroes of the environment), reunindo um conjunto de lideranças, empreendedores, cientistas, políticos e ativistas de todo o mundo que se destacaram de alguma forma para salvar o planeta por meio do trabalho que fazem. Marcio Santilli, do ISA, está entre eles.

A reportagem especial da revista americana Time, edição de 5 de outubro, faz um breve perfil da atuação de 23 pessoas escolhidas em todo o mundo pelas batalhas que empreendem para salvar o planeta. Além delas, a revista, que publica anualmente uma relação de escolhidos na área socioambiental, destaca também uma pequena cidade alemã, Vauben, que aboliu o carro de suas ruas. Juntos, todos eles retratam a diversidade global e fazem a diferença nessa batalha. "É fácil imaginar que todas as decisões difíceis estão apenas nas mãos de nossos líderes. Não é verdade. Como os homens e mulheres que estão nas páginas que se seguem provam, nós todos podemos fazer a diferença", escreve o editor da reportagem, Simon Robinson, na abertura da matéria. Ele se refere mais especialmente às decisões sobre mudança climática que serão tomadas durante a Conferência das Partes da Convenção do Clima, a se realizar em Copenhagen, no próximo mês de dezembro, e está alertando para a importância da participação de cada um.

O coordenador do ISA, Marcio Santilli, é o único brasileiro a fazer parte dessa lista que inclui políticos, ativistas, empresários, cientistas e inventores. Desfilam pelas páginas da revista desde a atriz Cameron Díaz, que rodou os EUA com um carro híbrido perguntando às pessoas coisas simples, como se elas sabiam de onde vem a sua água, o ministro do Meio Ambiente da Noruega, Erik Solheim, a advogada Syeda Rizwanba Hasan, que defende centenas de trabalhadores de Bangladesh que desmontam navios velhos em precárias condições de segurança e expostos a todo tipo de doença, a equipe que cuida das questões ambientais no gabinete do presidente Barack Obama e o fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand entre muitos outros.

Santilli, que é sócio fundador do ISA, tem uma longa história de ativismo em defesa dos direitos indígenas. Time destaca que em 2003, ao perguntar por que os países pobres não poderiam ser recompensados por reduzir seus índices de desmatamento - e não contribuir para a emissão de gases de efeito estufa - Márcio Santilli virou o jogo. O desmatamento nas florestas tropicais era responsável pela metade das emissões anuais de gases de estufa e a maior fonte de emissões estava nos países em desenvolvimento. Santilli argumentou então que as nações que reduzissem sua taxa de desmatamento abaixo de suas médias históricas poderiam ser elegíveis para compensação por meio de certificados de redução de emissões negociáveis no mercado de carbono. A idéia conhecida como redução compensada ganhou força e pela primeira vez abriu-se a possibilidade de atribuir mais valor à floresta em pé do que à que foi derrubada. Márcio acredita que o acordo que resultará da conferência de Copenhagen (COP-15) será rico. Avalia que o tempo não espera, e que a experiência mostra que é muito mais difícil recompor a floresta que foi derrubada do que proteger a que está em pé. "Precisamos agir agora".
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FONTE : (Envolverde/ISA)

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