quinta-feira, 25 de abril de 2013

Manchetes Socioambientais - 25/abril/2013

Mudanças Climáticas


À beira do abismo climático

Enquanto governos e diplomatas não se entendem nas negociações climáticas globais, o mundo se aproxima perigosamente de um ponto na concentração de apenas um dos gases do efeito estufa na atmosfera que muitos cientistas acreditam que torna inevitável um aumento de pelo menos 2 graus Celsius na temperatura média da Terra, com graves consequências para a vida no planeta. Uma estação de monitoramento no topo da montanha Mauna Loa, no Havaí, deverá registrar pela primeira vez em maio um índice de 400 partes por milhão (ppm) de CO2 no ar do Hemisfério Norte - O Globo, 25/4, Ciência, p.32.

Para ambientalistas, Dilma despreza agenda climática

"O governo Dilma não está dando a devida importância para a agenda climática e perdendo conquistas passadas", avalia André Ferretti, coordenador do Observatório do Clima, rede de mais de 30 ONGs e que tem por foco impulsionar e monitorar esse tema nas políticas públicas. Os ambientalistas, reunidos em seu encontro anual, criticaram a iniciativa do governo de colocar em revisão o Plano Nacional de Mudança do Clima sem ter divulgado quatro planos setoriais fundamentais para os esforços brasileiros de reduzir emissões de gases-estufa - da indústria, dos transportes, da mineração e da saúde. A promessa, dizem as ONGs, é que seriam divulgados em dezembro, mas isso não aconteceu. Os planos se somariam aos já divulgados (energia, agricultura e controle do desmatamento na Amazônia e no Cerrado), e incluídos no Plano Nacional - Valor Econômico, 25/4, Brasil, p.A4.

A bolha de carbono

"Relatório produzido por Nicholas Stern, da London School of Economics, e pela Carbon Tracker Initiative sugere que o mundo está caminhando para uma nova e grave crise econômica. Desta vez causada por uma série de investimentos irracionais em combustíveis fósseis. A chamada 'bolha de carbono' seria o resultado de um excesso de valorização das reservas de petróleo, carvão e gás que estão nas mãos das 200 maiores empresas do setor. O problema é que dois terços desta riqueza não poderão ser usados se os países cumprirem os acordos de limitar o aquecimento global a 2 oC. Segundo o trabalho divulgado na última sexta-feira, o mercado não leva a menor fé nos compromissos assumidos. Por isso valoriza muito ativos que, em tese, não poderão ou não deverão ser utilizados. E é essa a encruzilhada", coluna de Agostinho Vieira - O Globo, 25/4, Economia, p.28.



Energia

Disputa por R$ 2 bilhões de Angra 3

A Eletronuclear pretende lançar no próximo mês o edital da licitação para os serviços de montagem eletromecânica da usina nuclear de Angra 3. Os contratos, estimados em cerca de R$ 2 bilhões, são os de maior valor ainda em disputa. Após a pré-qualificação e o aval do TCU, só dois consórcios permanecem na disputa: o UNA 3, formado pelas construtoras Andrade Gutierrez, Norberto Odebrecht, Camargo Corrêa e UTC Engenharia, e o Angra 3, composto por Queiroz Galvão, Empresa Brasileira de Engenharia e Techint. Os contratos são divididos em dois pacotes. O primeiro é relacionado ao sistema primário, que cobrirá as atividades da área nuclear, no valor estimado de R$ 850 milhões. O segundo é voltado para os sistemas convencionais, com custo previsto de R$ 1,08 bilhão - Valor Econômico, 25/4, Empresas, p.B13.

Tempo perdido

"O governo federal promoveu nos últimos dez anos um verdadeiro strike no setor de energia no País. Com o populismo dos preços e a utilização política do setor, conseguiu derrubar a segurança jurídica e a estabilidade regulatória do setor e, consequentemente, deixar o País vivendo o cenário do desabastecimento no petróleo, gás natural, etanol e energia elétrica. É urgente repensar a política energética do Brasil, para deixar de penalizar as gerações futuras de brasileiros", artigo de Adriano Pires - OESP, 25/4, Economia, p.B2.

Etanol volta a ter condições para recuperar mercado

"Produção no Brasil se estagnou devido à perda de capacidade de investimento do setor, a problemas climáticos e à política de preços equivocada definida pelo governo. O governo agora anuncia um programa de estímulo à produção de etanol, anulando a tributação que contribuía para o produto ser menos atraente que a gasolina para os consumidores da maioria dos estados. A economia e a natureza agradecem", editorial - O Globo, 25/4, Opinião, p.18.



Geral

Estado de SP adota padrão mais rígido de qualidade do ar

Os padrões de qualidade do ar ficaram mais rígidos em São Paulo. Um decreto publicado ontem pelo governo do Estado reduz os índices considerados adequados para oito tipos de poluentes atmosféricos, entre eles o monóxido de carbono, os materiais particulados e o ozônio. É a primeira mudança feita no padrão desde 1990. Com o novo sistema, deve aumentar o número de dias em que a qualidade do ar no Estado será considerada inadequada - em 2012, a poluição por ozônio bateu recorde na Região Metropolitana - OESP, 25/4, Metrópole, p.A13; FSP, 25/4, Cotidiano 1, p.C4.

Estímulo à agricultura familiar

O Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Incra e o Fórum São Paulo pela Reforma Agrária, organizado pela CUT/SP, assinam hoje um protocolo de intenções para estimular a comercialização de produtos da agricultura familiar pela internet no Estado. A expectativa é que 15 mil agricultores familiares e camponeses das regiões do Vale do Ribeira, Andradina e Ponta do Paranapanema, entre outras, sejam beneficiados pela iniciativa. Na lista, produtos como feijão, arroz, leite, suco de uva e mel. Para o MST, o protocolo permitirá que sindicatos urbanos tenham acesso a produtos orgânicos, por exemplo, a preços mais baixos - Valor Econômico, 25/4, Agronegócios, p.B15.

Hora de repensar a Zona Franca de Manaus

"Um dos principais obstáculos para a aprovação da reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é a reivindicação do Estado do Amazonas de manter a alíquota interestadual de 12% para os produtos da Zona Franca de Manaus (ZFM). No auge dessa disputa, a consultoria legislativa do Senado divulgou um estudo que informa que 32,5% dos benefícios tributários concedidos à ZFM não são custeados pelo governo federal, mas pelos próprios Estados e municípios", artigo de Ribamar Oliveira - Valor Econômico, 25/4, Brasil, p.A2.

OUTRAS NOTÍCIAS

Porque a estrada do Colono deve continuar para sempre fechada

http://www.oeco.org.br/maria-tereza-jorge-padua/27114-porque-a-estrada-do-colono-deve-continuar-para-sempre-fechada?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+siteoeco+%28O+Eco%29

MPF se compromete a participar das negociações pela melhoria da saúde indígena no Pará

http://www.prpa.mpf.gov.br/news/2013/mpf-se-compromete-a-participar-das-negociacoes-pela-melhoria-da-saude-indigena-no-para

Sucesso do Brasil na redução do desmatamento será difícil de replicar

http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias6/noticia=733828

Quinto frigorífico assina acordo com MPF em Mato Grosso

http://www.prmt.mpf.gov.br/noticias/quinto-frigorifico-assina-acordo-com-mpf-em-mato-grosso#.UXk-3EqGPE1

Investimento em renováveis deve aumentar 230% até 2030

http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias3/noticia=733832

Exploração de petróleo preocupa índios em aldeias remotas na Amazônia

http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2013/04/130419_dia_do_indio_lgb.shtml

Brasil usará 25 mil militares em ação inédita em fronteiras

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/04/130422_agata_sete_lk.shtml

A morte e a morte dos Awá-Guajá

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Blog/a-morte-e-a-morte-dos-aw-guaj/blog/44867/

Amazônia concentra casos de violência no campo em 2012, diz CPT

http://reporterbrasil.org.br/2013/04/amazonia-concentra-casos-de-violencia-no-campo-em-2012-diz-cpt/



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