quinta-feira, 24 de setembro de 2009


Cinco de setembro comemorou-se o Dia da Amazônia. Uma excelente oportunidade para reforçar nossa luta para salvar a floresta e toda a riqueza – vegetal, animal e humana – que a região guarda.

O Greenpeace completa dez anos de operação na Amazônia. Desde 1999, trabalhamos para investigar e denunciar as ameaças à floresta e confrontar os principais responsáveis pelos crimes que já destruíram 17% do bioma.

Quem sobrevoa as áreas intocadas vê a grandeza da floresta, um imenso tapete com variados tons de verde, cortados por serpentes de água barrentas ou negras. Do chão, a sensação é igualmente poderosa: apesar da aparente imobilidade da paisagem, estima-se que este mundo abrigue mais da metade das espécies terrestres conhecidas no planeta.

Só de árvores são 5 mil espécies (um único hectare chega a ter mais de 300), 60 mil de plantas, além de milhões de espécies de insetos, mais de 300 de mamíferos (62 só de primatas), 1 mil de pássaros e 3 mil de peixes.

RIQUEZA
A Amazônia abriga também uma diversidade cultural. São cerca de 23 milhões de pessoas, incluindo 220 mil indígenas de 180 etnias distintas e comunidades tradicionais como ribeirinhos, extrativistas e quilombolas. A floresta é fundamental para a sobrevivência desses povos, fornecendo alimentação, moradia, utensílios e medicamentos, além de desempenhar papel importante em sua vida espiritual.

A importância da Amazônia vai além: desempenha papel fundamental no equilíbrio climático global e do ciclo hidrológico regional e é base para a estabilidade ambiental do planeta. A Amazônia é um regulador atmosférico e orienta o regime de chuvas em toda a América do Sul. Sua imensa cobertura vegetal também funciona como um gigantesco estoque de carbono que, quando liberado na atmosfera, agrava os impactos das mudanças climáticas.

CONSERVAÇÃO
Para proteger tamanha riqueza, pouco mais de 40% do bioma têm, atualmente, algum tipo de proteção legal (unidades de conservação federais e estaduais, terras indígenas e áreas militares) – embora a implementação dessas áreas ainda esteja longe de ser uma realidade.

Todos os anos, uma grande área de floresta é desmatada e queimada. O desmatamento da Amazônia, que desde a chegada dos portugueses até 1970 era de pouco mais de 1% da cobertura florestal total, saltou para 17% – uma área 16 vezes maior do que o Rio de Janeiro, destruída em apenas 40 anos.

Além de impactos profundos na biodiversidade e no modo de vida dos povos da floresta, o desmatamento e alterações no uso do solo colocam o Brasil na incômoda posição de quarto maior emissor mundial de gases do efeito estufa.

PRESENÇA
Em 1999, quando o Greenpeace abriu o escritório em Manaus, sabia-se que muitos crimes eram cometidos na região, não havia informações sobre os responsáveis. E o Greenpeace começou a investigar.

Muitas expedições, investigações de campo, relatórios, ações diretas e ameaças de morte depois, ampliamos a campanha. Hoje, travamos uma batalha para parar o desmatamento promovido pela expansão da fronteira agropecuária em direção à floresta.

É necessário garantir o desenvolvimento econômico dessa região, mas ele não pode ser feito à custa da destruição da floresta. Entre 2004 e 2006, houve queda expressiva nos índices anuais de desmatamento na Amazônia e o Brasil não parou de crescer. É preciso buscar um novo modelo econômico para a região que tenha, em sua essência, o meio ambiente e as pessoas.

Ao zerar o desmatamento, o Brasil estará fazendo sua parte para diminuir o ritmo do aquecimento global r assegurar a proteção da biodiversidade e o uso responsável deste patrimônio dos brasileiros, sem segurar a geração de emprego e renda que trará qualidade de vida para a população local.
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FONTE : (Envolverde/Greenpeace)

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