quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Manchetes Socioambientais - 15/8/2013

Quilombolas

 
  O choque aconteceu no último sábado (10/8), quando quilombolas reunidos em mutirão iam iniciar a alteração do traçado da trilha, motivo do confronto, que conduz à comunidade - Direto do ISA, 15/8.
  Nesta segunda-feira, os organizadores da feira de troca de sementes dos quilombos do Vale do Ribeira acertaram os detalhes finais para a realização da sexta edição e do seminário, cujo tema será “As mulheres quilombolas e as roças tradicionais”. Será nos dias 23 e 24 de agosto, em Eldorado (SP) - Direto do ISA, 14/8.
   
 

Licenciamento Ambiental

 
  O governo trabalha na criação de um "balcão único" de licenciamento ambiental para atender empreendimentos do setor elétrico. A ideia é criar uma estrutura que reúna todos os órgãos de anuência ambiental vinculados ao processo liderado pelo Ibama: Funai, Fundação Palmares, Anvisa e Iphan. Esse tipo de organização, que tem o propósito de tornar o processo mais ágil, é usado no licenciamento de projetos do setor de petróleo. Hoje, o empreendedor precisa consultar cada um desses órgãos. O licenciamento ambiental tem sido apontado, por estatais do setor elétrico e até pelo próprio governo, como um dos maiores responsáveis pelo atraso de empreendimentos de geração, transmissão e distribuição de energia - Valor Econômico, 15/8, Brasil, p.A5.
  O governo vai permitir que obras de duplicação das rodovias federais cujos leilões vão começar a partir do mês que vem comecem "pulando" uma etapa considerada um gargalo para os investimentos em infraestrutura: a emissão das licenças ambientais. Nos trechos de até 25 km em que não houver vegetação, as obras poderão começar em questão de dias após a transferência da rodovia para o concessionário. Bastará, para isso, um relatório elaborado pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL) ao Ibama, demonstrando que não há impacto para o ambiente. A alteração reduz o risco financeiro dos concessionários, por isso o governo espera que eles barateiem o pedágio - OESP, 15/8, Economia, p.B3.
   
 

Geral

 
  De acordo com um novo relatório compilado por 345 cientistas brasileiros, a temperatura média em todo o País subirá pelo menos 3oC até 2100, na comparação com o fim do século 20. No pior cenário, o aumento pode ser de até 6oC. Os dados fazem parte do primeiro relatório de avaliação nacional do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas. O trabalho traz também detalhes de como as mudanças climáticas devem afetar o regime de chuvas nos diferentes biomas do País. Enquanto nos Pampas (Região Sul) e na Mata Atlântica do Sudeste pode haver um aumento de até 30% na precipitação, na Amazônia e na Caatinga o cenário será de seca, com redução de até 40% das chuvas - OESP, 15/8, Metrópole, p.A24.
  A Alcoa, uma das maiores fabricantes de alumínio do mundo, anunciou ontem que vai reduzir temporariamente a produção no Brasil. Haverá um corte de 124 mil toneladas alumínio nas plantas de São Luís (MA) e Poços de Caldas (MG) - cerca de um terço da produção no País. "Três fatores definem o custo de produção no nosso setor: o preço do alumínio, o custo da energia e a taxa de câmbio. O preço baixou, o custo de energia não caiu o suficiente e o efeito do câmbio não aliviou os dois outros fatores. O custo de produção é maior do que o preço - e dentro do custo a energia é o componente mais importante", diz Franklin Feder, presidente da Alcoa no Brasil, em entrevista. Os cortes podem levar o Brasil a ser importador de alumínio, fato que não ocorria desde os anos 80 - OESP, 15/8, Economia, p.B14.
 
"Se o incentivo à compra de veículos gera mais engarrafamentos, poluição, acidentes, mortes e prejuízos econômicos, o inverso também deve ser verdade. Se o IPI voltar ao normal, e a Petrobras puder gerenciar seus preços de acordo com o mercado, teremos menos carros, engarrafamentos, poluição, acidentes, mortes e prejuízos. Se a Cide voltasse a ser cobrada e representasse um aumento de R$ 0,50 no preço da gasolina, seria possível reduzir em R$ 1,20 o valor das passagens de ônibus. O dinheiro economizado nas passagens voltaria para a economia via consumo, fazendo a roda girar novamente. Só que uma roda mais limpa, inteligente e sustentável. É só uma questão de escolha", coluna de Agostinho Vieira - O Globo, 15/8, Economia Verde, p.33.
  "Hidrelétricas que não podem fornecer energia por erro de edital e estrada de ferro que ainda não instalou um trilho são alguns casos de incompetência estatal. Da extensa relação de custosas bizarrices da máquina estatal brasileira consta a despesa de R$ 1 bilhão a ser executada até o final do governo Dilma apenas com o projeto do trem-bala, de viabilidade no mínimo discutível. O gasto, já em curso, é só com estudos de viabilidade, consultorias, coisas assim. Não entra nesta fatura em trânsito rumo ao bolso do contribuinte sequer um parafuso de trem", editorial - O Globo, 15/8, Opinião, p.16.
  "Até agora, os investimentos eram feitos a conta-gotas, sem uma política clara, objetivos definidos e planejamento coerente. Mas é preciso muito mais e o governo sozinho certamente não terá fôlego para atuar com a velocidade e a intensidade necessárias. Incluir o setor privado no esforço para cumprir as normas da Política Nacional dos Resíduos Sólidos é fundamental. Acelerar a construção de aterros sanitários por meio de parcerias e, ao mesmo tempo, resolver as dificuldades encontradas por fabricantes e comerciantes na busca de acordos setoriais de cooperação são ações igualmente urgentes, num país em que, nos últimos dez anos, a população aumentou 9,65% e o volume de resíduos cresceu 21%", editorial - OESP, 15/8, Notas e Informações, p.A3.
   
 

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