quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Japão registra vazamento de 300 toneladas de água radioativa de Fukushima

Incidente em tanque da usina foi considerado grave por autoridades no país


Japão registra vazamento de 300 toneladas de água radioativa de Fukushima<br /><b>Crédito: </b> AFP / CP
Japão registra vazamento de 300 toneladas de água radioativa de Fukushima
Crédito: AFP / CP

Autoridades do Japão registraram nesta quarta-feira o vazamento de 300 toneladas de água altamente radioativa da central de Fukushima. O incidente foi considerado grave e está no "nível 3" na escala internacional de eventos nucleares. Segundo a operadora do complexo, a Tokyo Electric Power Company (Tepco), a substância vazou de um tanque da usina nuclear. Há poças com níveis extremamente elevados de radiação, de 100 millisieverts por hora.

A classificação de nível 3 da escala de 0 a 7 corresponde ao "vazamento de grande volume de material radioativo no interior da instalação". No entanto, antes de um pronunciamento definitivo, o governo decidiu pedir a opinião sobre a classificação à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O acidente de Fukushima, em 11 de março de 2011, atingiu o nível 7, o mais elevado e que define "efeitos consideráveis para a saúde e o meio ambiente". O índice estabelecido para o incidente foi explicado por um porta-voz da companhia. "Isso significa que, em uma hora, você fica exposto ao nível de radiação permitido para um trabalhador de uma usina nuclear em cinco anos", informou.

A água foi encontrada ainda na segunda-feira. A Tepco conseguiu localizar precisamente o tanque que perdia água. Restavam na cisterna quase 670 toneladas, que a empresa começou a bombear para transferir a outro depósito. A Tepco também está tentando recuperar a água derramada no solo e em parte infiltrada.

Quatro vazamentos e água no Pacífico

Desde o tsunami que atingiu Fukushima, afetando os sistemas de refrigeração do reator e provocando colapsos, já ocorreram quatro vazamentos similares de tanques do mesmo tipo. Porém, o vazamento mais recente é o pior em termos de volume, disse o porta-voz da Tepco.

A companhia admitiu que a água tóxica pode contaminar as águas subterrâneas e desaguar no Oceano Pacífico "a longo prazo", mas disse estar trabalhando para evitar que isso ocorra.
 

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