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Direto do ISA
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Uma das principais lideranças indígenas do país, Davi Kopenawa convocou o público a defender as terras indígenas e a Floresta Amazônica em depoimento emocionante no encerramento da 12ª Festa Literária Internacional de Paraty - Direto do ISA, 4/8. |
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O movimento Ficha Verde lançou no último dia 25 de julho, em Manaus, a campanha “Queremos uma Agenda Socioambiental para o Estado do Amazonas”. O objetivo é que os candidatos às eleições de 2014 no Estado insiram em suas campanhas políticas propostas que demonstrem compromisso socioambiental - Direto do ISA, 4/8. |
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Amazônia
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A visita que a presidente Dilma Rousseff faz hoje às obras da hidrelétrica de Belo Monte deveria incluir uma passagem pelos novos endereços de 5.241 famílias que tiveram de sair de suas casas para dar espaço ao futuro reservatório da usina. Porém, Dilma não vai encontrar mais do que 300 famílias realocadas pelo consórcio Norte Energia em Altamira (PA). O atraso em concluir a mudança de aproximadamente 20 mil pessoas é um dos pontos mais complexos na lista de obras compensatórias assumidas, e não cumpridas, pelo consórcio. A realocação dos atingidos é condição básica para que possa iniciar a formação do lago da usina. O fato é que, hoje, nem 10% das famílias trocaram de endereço - OESP, 5/8, Economia, p.B4. |
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Compensações estão limitadas aos discursos
Em Altamira, Vitória do Xingu, Anapu e Brasil Novo, os problemas sociais estão longe de diminuir. Criminalidade, consumo de crack e falta de redes de esgoto e água. A compensação está limitada aos discursos. As ruas de Altamira estão tomadas pelas águas escuras do esgoto. Há falta de água, luz e sinal de telefonia. Em três anos de obras, a população saltou de 100 mil para 150 mil. Em Vitória do Xingu, pulou de 13 mil para quase 30 mil. O consórcio tenta construir postos de saúde, salas de aula e asfaltamento de ruelas - OESP, 5/8, Economia, p.B4. |
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Quilombolas que vivem às margens de lagos no rio Trombetas (PA) tiram do clichê a expressão "dar valor à floresta em pé". Estão vendendo óleo de copaíba para a Firmenich, multinacional suíça com operações em mais de 60 países e faturamento global de US$ 3 bilhões ao ano. Quando o projeto começou, em 2012, até hoje, o preço do quilo do óleo de copaíba subiu 90%. O copaibeiro recebia R$ 12, hoje ganha R$ 30. Em pouco mais de um ano, os extrativistas de Oriximiná entregaram mais de três toneladas de óleo para a Firmenich. Tornaram-se o segundo fornecedor na rubrica "comunidade" da empresa. O mercado local também teve que reajustar seu preço para não ficar sem produto - Valor Econômico, 5/8, Especial, p.A12. |
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A hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, no Pará, que deve ser leiloada entre o fim deste ano e 2015, teve a previsão de investimentos ampliada para R$ 30,6 bilhões. O valor, incluído no Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica entregue à Aneel, é 69% superior à última estimativa do governo, de R$ 18,1 bilhões. Segundo a Eletrobras, a mudança se deve à ampliação do porte da hidrelétrica e a uma atualização do projeto, incluindo custo de mão de obra e de equipamentos, além de um mapeamento maior das compensações ambientais. A modificação no desenho do empreendimento permitiu a elevação da capacidade instalada da usina, de 6.133 megawatts (MW) previsto inicialmente, para 8.040 MW - Valor Econômico, 5/8, Brasil, p.A3. |
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A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu a gestão do governo na área de preservação e disse que, até o fim do ano, será criada ao menos uma unidade de conservação (UC) na Amazônia, além de outras nos demais biomas do Brasil. Desde que assumiu, a presidente Dilma Rousseff não criou uma única UC na região, sendo a primeira governante com esse resultado nos últimos 35 anos. A ministra informou que o governo está fazendo um amplo trabalho de organização de dados para que as áreas protegidas que já existem "saiam do papel". Segundo ela, há um rol de problemas acumulados ao longo dos anos nesses locais, e a prioridade dela e de Dilma é resolvê-los - O Globo, 5/8, País, p.7. |
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Água
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O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB), saiu ontem em defesa da gestão tucana e acusou seus adversários de fazerem uso político da crise de escassez de água. De acordo com ele, que classificou como "equivocados" os ataques, tem havido "exploração política" no episódio. O tucano avaliou que a falta de chuvas nos últimos meses foi "excepcional" e "inimaginável" e negou ter havido falta de investimentos por parte do governo estadual - FSP, 5/8, Poder, p.A7; OESP, 5/8, Política, p.A8; O Globo, 5/8, País, p.6. |
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A licitação de uma obra de R$ 51,5 milhões da Sabesp contra a crise hídrica paulista foi considerada irregular pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), que resolveu multar dois dirigentes da estatal. Trata-se de uma obra para ampliar a capacidade do sistema Guarapiranga, terceiro maior fornecedor de água da região metropolitana de São Paulo, permitindo que ele atenda mais moradores atualmente abastecidos pelo sistema Cantareira. O conselheiro do tribunal Renato Martins Costa afirma que foram feitas exigências restritivas "que acabaram por contaminar a licitação", limitando a quantidade de participantes -das 62 empresas interessadas, apenas quatro entraram no pregão - FSP, 5/8, Cotidiano, p.C3. |
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"Os governos e os consumidores precisam olhar com cada vez mais atenção para o aproveitamento da água das chuvas. Ainda utilizamos recursos hídricos valiosos para tarefas que dispensam água potável, como é o caso de descargas de banheiros, irrigação de jardins e limpeza de áreas domésticas e públicas. Por que não aprimorar o uso de reservatórios residenciais para água das chuvas como uma medida de tornar mais seletivo o uso da água tratada? No lugar de pensarmos em grandes soluções -que demandam vultosos investimentos- poderíamos pensar nas soluções pequenas, abrindo espaço ao incentivo a pequenas mudanças na casa das famílias de forma que a água pluvial possa ser mais bem aproveitada", artigo de Amauri Ramos - O Globo, 5/8, Opinião, p.15. |
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