quarta-feira, 27 de agosto de 2014


Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Água, Energia, Mudanças Climáticas, Povos Indígenas
Ano 14
27/08/2014

 

Povos Indígenas

 
  Em julho passado teve início a elaboração do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) Kotiria (Wanano) e Kubeo. Proposto e gerido pela Associação da Escola Khumunu Wu’u Kotiria (Asekk), e financiado pelo Programa Demonstrativo dos Povos Indígenas (PDPI/MMA), este PGTA envolve 14 comunidades do Alto Rio Uaupés e abrange uma área de aproximadamente 1,3 milhão de km2 no noroeste amazônico - Blog do Rio Negro/ISA, 26/8.
   
 

Água

 
  Em época de escassez hídrica, levantamento inédito do Instituto Trata Brasil aponta que 40 das cem maiores cidades brasileiras desperdiçaram, em 2012, mais de 45% da água tratada. E vai além: entre 2011 e 2012, 90% dos municípios apresentaram evolução nula ou menor que 10%. Segundo o Ministério das Cidades, a média brasileira de perdas de água - que inclui desde vazamentos até gatos e falha ou falta de medição - é de 36,9%. Especialistas, no entanto, dizem que o razoável seria até 15%. "É inadmissível. Por exemplo, o que o Rio Guandu desperdiça, cerca de 40% de 50m³ por segundo, daria para evitar alguns problemas que a seca traz, e bastava reduzir em 50% esta perda", explica Paulo Canedo, da Coppe/UFRJ - O Globo, 27/8, País, p.12.
  "A dramática situação vivida nas vizinhanças da hidrelétrica de Três Marias, em Minas Gerais, ilustra bem os conflitos surgidos em torno do uso da água em um momento de estiagem intensa. Municípios antes e depois da barragem estão em conflito. Eles dependem da água para abastecer a população e girar a economia. A situação é semelhante à guerra da água que irrompeu entre São Paulo e Rio. A crise em Três Marias tem potencial para atingir, além de Minas, a Bahia e Pernambuco. O grande potencial hídrico do país não justifica a displicência com que foram tratadas as matas ciliares e os lençóis freáticos. Especialistas já alertavam para o problema da seca desde o verão de 2011/2012, e os governantes tiveram tempo para tomar medidas e investir em infraestrutura para minorar a escassez de água", editorial - Valor Econômico, 27/8, Opinião, p.12.
   
 

Mudanças Climáticas

 
 
O crescimento descontrolado nas emissões de gases causadores do efeito estufa está sobrepujando todos os esforços para lidar com o problema, aumentando o risco de "impactos severos e irreversíveis por toda parte" nas próximas décadas, alerta rascunho de importante relatório da ONU. O aquecimento global já está reduzindo a produção de grãos em vários pontos percentuais e isso pode piorar muito mais se as emissões continuarem sem controle. A elevação dos níveis dos oceanos, devastadoras ondas de calor, chuvas torrenciais e outros eventos climáticos extremos estão sendo observados ao redor do mundo, afirma o relatório, e estes problemas vão possivelmente ficar mais intensos, a não ser que os gases sejam controlados - O Globo, 27/8, Sociedade, p.30.
  "Deveríamos chegar em 2050 com a emissão per capita pelo menos alinhada com a média global. O IBGE estima a população brasileira em 230 milhões de habitantes em 2050. Portanto, o compromisso brasileiro deveria ser orientado a limitar suas emissões a cerca de 500 milhões de toneladas de CO2e, ou cerca de um terço da 1,5 gigatonelada de CO2e emitida em 2012. É essencial zerar a perda de cobertura florestal, neutralizar as emissões do setor agrícola, reverter a tendência de queda na participação de fontes renováveis de energia na matriz energética, universalizar o tratamento biológico de resíduos sólidos e esgoto com aproveitamento do biogás e dos materiais recicláveis e implantar iniciativas de captura e armazenamento biológico de carbono", artigo de Tasso Azevedo - O Globo, 27/8, Opinião, p.21.
   
 

Energia

 
  A usina de Santo Antônio está produzindo energia suficiente para atender as distribuidoras e o consumidor final, mas tem dado prioridade à entrega de energia ao chamado mercado livre, onde a concessionária fatura mais alto com contratos de longo prazo. A empresa quer evitar pagar o custo de não gerar toda a energia que prometeu entregar às distribuidoras e tem a intenção de transferir essa despesa apenas para a conta de luz dos consumidores. Se mantiver essa posição, a concessionária Santo Antônio Energia pode sofrer sanções, ser desligada do mercado e, no limite, ter a outorga da concessão da usina cassada - OESP, 27/8, Economia, p.B3; Valor Econômico, 27/8, Empresas, p.B3.
  "O Plano Decenal de Expansão de Energia 2014-2023 projeta um aumento da geração térmica de 1,5 mil MW. O peso da energia hidráulica não deixará de ser expressivo no futuro, mas, de um plano decenal a outro (até 2022 e até 2023), caiu de 69% para 61%. Enquanto isso, a participação da energia eólica aumentou de 4% para 12%. Já a ênfase dada aos investimentos em energia térmica mostra que o governo está preocupado com a segurança energética, não proporcionada pela eólica. A energia térmica pode ser obtida de várias fontes. Há fontes mais e menos poluentes, mas todas têm algum impacto ambiental. Além disso, as fontes térmicas têm em comum o custo mais elevado do que a hídrica", editorial econômico - OESP, 27/8, Economia, p.B2.
   
 

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