quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Manchetes Socioambientais - 24/jan/2013



Lúcio Flávio Pinto é novamente condenado pela Justiça
Depois de receber no final do ano passado o Prêmio Especial Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, o jornalista paraense, que edita há 25 anos o Jornal Pessoal, foi novamente condenado pelo judiciário paraense a pagar R$ 410 mil (ou 600 salários mínimos) ao empresário Romulo Maiorana Júnior e à empresa Delta Publicidade S/A, de propriedade da família dele, dona de um dos maiores grupos de comunicação da Região Norte e Nordeste - Notícias Socioambientais, 24/1.


Amazônia

Megaprojeto privado cria rota exportadora no Norte
Empresas privadas lançaram um megaprojeto para criação de um novo corredor logístico, capaz de escoar até 20 milhões de toneladas de grãos do Mato Grosso pela Região Norte. O plano se tornou viável com o avanço das obras de pavimentação da BR-163 e vai exigir investimentos de R$ 3 bilhões na construção de estações de transbordo, armazéns, terminais portuários, empurradores e barcaças. Boa parte dos recursos deve ser investida no município paraense de Itaituba, especificamente no distrito de Miritituba, na margem direita do Tapajós, próximo ao entroncamento entre as rodovias BR-163 e BR-230. O município será uma espécie de "hub", capaz de receber a produção da região e distribuí-la, em comboios de barcaças, para os grandes portos fluviais exportadores da Bacia Amazônica - Valor Econômico, 24/1, Empresas, p.A1 e B14.


Energia

Dilma desafia críticos e antecipa desconto na luz
A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem, em cadeia nacional de rádio e televisão, que as contas de luz das famílias brasileiras cairão 18% e as do setor produtivo (indústria, agricultura, comércio e serviços) até 32%, já a partir de hoje. Os percentuais são maiores do que ela divulgara em setembro e o prazo para vigência da medida foi antecipado em 13 dias. Em setembro, ela anunciara redução de 16,2% nas tarifas residenciais e de até 28% na indústria. A pretensão do governo era adotar a medida a partir de 5 de fevereiro. Ontem, em tom enfático e desafiador, a presidente classificou de "sem fundamento" as previsões de que o governo não conseguiria reduzir as tarifas de energia e descartou qualquer risco de racionamento energético, afirmando que o sistema brasileiro é "um dos mais seguros do mundo" - O Globo, 24/1, Economia, p.23; OESP, 24/1, Economia, p.B1; FSP, 24/1, Mercado, p.B1.

As alternativas na crise energética
"Mais uma vez, o risco vivido pelo país de sofrer uma crise de energia elétrica, por conta da falta de chuvas, mostrou a necessidade de se manter uma matriz energética diversificada. Essa matriz deve contemplar todas as fontes disponíveis para a geração de eletricidade, reduzindo a dependência das condições climáticas, cada vez mais adversas com o progressivo aumento do aquecimento global. É inevitável que as térmicas aumentem seu peso na matriz elétrica, e a ampliação do parque nuclear, dentro desse contexto, é uma decisão racional e natural para dar maior segurança ao sistema elétrico brasileiro", artigo de Ruth Alves e Edson Kuramoto, dirigentes da Associação Brasileira de Energia Nuclear - O Globo, 24/1, Opinião, p.21.


Política Socioambiental

Angra e Paraty fazem despejo do lixo em locais impróprios
Angra dos Reis e Paraty (RJ) convivem, desde o início do ano, com um problema diário de 270 toneladas. Ambos os municípios estão despejando seus resíduos em locais inapropriados, segundo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A presidente do órgão, Marilene Ramos, afirma que o destino dos detritos, o aterro de Ariró, em Angra, opera em condições precárias, semelhantes às de um lixão, sem controle ambiental. A solução emergencial pode vir acompanhada de um alto custo, o aterro de Seropédica, destino recomendado pelo Inea, fica a 116 quilômetros de Angra e 196 de Paraty, pode ser o mais próximo das cidades. Com isso, as despesas para descartar o lixo vão mais do que triplicar, de acordo com estimativas das prefeituras - O Globo, 24/1, Rio, p.13.

Brasil não doa dinheiro prometido, diz Pnuma
Seis meses após o encerramento da Rio+20, a cúpula do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) revela que não recebeu nenhum centavo da doação de US$ 6 milhões prometida pela presidente Dilma Rousseff ao fim da conferência. Um dos pontos centrais do debate na cúpula foi justamente a disposição dos governos em apoiar financeiramente ações nos países emergentes para que consigam reduzir suas emissões de gases de efeito estufa e diminuir as consequências das mudanças climáticas. Em nota, o Ministério do Meio Ambiente disse que os US$ 6 milhões estão no orçamento do órgão e que o repasse será efetuado ainda no primeiro trimestre de 2013 - OESP, 24/1, Vida, p.A19.

Obama e a História
"O presidente dos EUA recém-eleito pode usar a força do seu governo para garantir que o país terá, sim, metas ambiciosas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Mesmo que seja só depois de 2015. Há dias, o negociador americano nas rodadas do clima, Todd Stern, praticamente sugeriu o fim dos eventos internacionais para discutir o assunto. Para ele, as metas para redução das emissões devem ser decididas internamente, em cada país. Estes planos seriam apresentados às outras nações seis meses antes de serem implantados. Somente para que os outros pudessem comentar. Parece brincadeira, mas não é. A hora é essa. Ou Obama entra para a História pelas coisas relevantes que fez ou será sempre e apenas o primeiro presidente negro dos Estados Unidos", coluna de Agostinho Vieira - O Globo, 24/1, Economia, p.28.     

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FONTE : Manchetes Socioambientais, Boletim de 24/janeiro/2013.           

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