quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Cientistas pedem que casco da tartaruga-de-pente não seja comercializado

É comum, sobretudo na América Central e no Caribe, o uso da carapaça da tartaruga para fabricar colares e outros artesanatos.

Cientistas reunidos no Panamá exortaram os países do mundo a se abster de usar a tartaruga-de-pente para obter produtos comerciais, pois a espécie se encontra em estado crítico de desaparecimento.

“Pedimos aos países que não utilizem o produto da tartaruga-de-pente para a comercialização interna”, disse Verónica Cáceres, secretária ‘pro tempore’ da Convenção Interamericana para a Proteção e a Conservação das Tartarugas Marinhas (CIT) que, durante três dias, reuniu cientistas de 15 países no Panamá.

É comum, sobretudo na América Central e no Caribe, o uso da carapaça da tartaruga por parte de moradores da costa e empresas turísticas para fabricar colares e outros artesanatos vendidos a turistas, o que provoca a caça indiscriminada do animal.

“Pensamos que os mesmos produtos que estão se utilizando da tartaruga-de-pente poderiam ser feitos de algum outro tipo de material”, disse Cáceres à AFP.

Das seis espécies de tartarugas marinhas que vivem nas águas do continente americano (oliva, tartaruga-de-couro, cabeçuda, tartaruga-de-pente e a tartaruga de Kemp), todas correm risco de extinção, mas a tartaruga-de-couro, a tartaruga-verde e a tartaruga-de-pente estão em situação mais crítica, segundo os cientistas.

Por isso, a Convenção tentará incorporar Nicarágua e El Salvador e países do Caribe insular, como Cuba, Haiti, República Dominicana e Trinidad e Tobago para “harmonizar” políticas comuns na região, que tornem mais eficaz a proteção de uma espécie que pode fazer seu ninho em uma praia do México, e buscar alimento nas águas do Chile ou da Argentina.

Cáceres assegurou que, apesar da crítica situação das tartarugas, na costa pacífica da Nicarágua e de El Salvador estão se reportando maiores nidificações da tartaruga-de-pente, assim como no México e na Costa Rica, das varidades conhecidas como oliva e verde.
A CIT entrou em vigor em 2001 como um tratado intergovernamental, ao qual pertencem Brasil, Argentina, Antilhas Holandesas, Belize, Chile, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Panamá, Peru, México, Uruguai e Venezuela.
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FONTE : Yahoo!/ Ambiente Brasil

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