quarta-feira, 27 de janeiro de 2016




Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Água, Agrotóxicos, Amazônia, Energia, Florestas, Licenciamento Ambiental, Mineração, Mudanças Climáticas, Povos Indígenas, Queimadas
Ano 15
27/01/2016

 

Mineração

 
  Piezômetros instalados na barragem da Samarco que ruiu no município de Mariana, em 5 de novembro, já apontavam instabilidade da represa em dezembro de 2014. A informação foi dada pelo projetista da estrutura, Joaquim Pimenta de Ávila, em depoimento ao Ministério Público Estadual (MPE). A empresa nega problemas. Os piezômetros são equipamentos que medem a pressão que a água pode exercer dentro da barragem. Na queda da represa, rejeitos de minério de ferro atingiram o distrito de Bento Rodrigues, que foi destruído. Dezessete pessoas morreram e duas estão desaparecidas OESP, 27/1, Metrópole, p.A19.
  A Fundação SOS Mata Atlântica apontou, em laudo técnico divulgado ontem, que a qualidade da água da bacia do Rio Doce, afetada pelo rompimento de barragens em Mariana ( MG), é péssima em 16 dos 18 pontos monitorados pela ONG. Os outros dois trechos tiveram resultado regular. Em 650 km de rios, total analisado pela pesquisa, a água está imprópria para o consumo humano e de animais. As análises realizadas pela fundação identificaram ainda concentrações de metais pesados muito acima do que estabelece a legislação brasileira. Entre os elementos encontrados, as quantidades de cobre, alumínio e manganês estão acima do permitido em alguns trechos, enquanto as de magnésio são superiores em todos os pontos da bacia. Os níveis de cálcio e ferro, por outro lado, estão dentro do padrão O Globo, 27/1, País, p.10; OESP, 27/1, Metrópole, p.A19.
 
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada do Estado de Minas (Siticop-MG) pediu nesta terça-feira, 26, à Delegacia Regional do Trabalho (DRT-MG) que faça fiscalização na unidade da Samarco em Mariana. Conforme o presidente da entidade, José Antônio da Cruz, não existem hoje informações sobre o grau de insalubridade em áreas da empresa, por causa dos rejeitos de minério de ferro que vazaram da barragem de Fundão. "A lama tem química. Ninguém sabe ao certo qual a situação lá", disse José Antônio OESP, 27/1, Metrópole, p.A19.
  
 

Energia

 
  Os sócios de hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, usarão a brecha criada pelo governo -permitindo que a usina venda o excedente de energia em um leilão- para liberar R$ 2 bilhões que estão travados no BNDES. O banco exigiu do consórcio Norte Energia, novas garantias para repassar a última parcela de um financiamento que soma R$ 22,5 bilhões. Assim como os sócios, o BNDES percebeu que a usina não tinha mais garantida sua rentabilidade, o que é fundamental para o pagamento da dívida, financiada em 30 anos. Para aumentar o volume de receita, a usina pleiteou junto ao Congresso e ao Executivo uma nova regra, que permitisse a participação em leilões voltados apenas para projetos que ainda estão no papel. A confirmação de que o pedido deu certo veio com a publicação de uma portaria do Ministério de Minas e Energia (MME) FSP, 27/1, Mercado, p.A14.
 
André Pepitone, diretor da Aneel, apontou que projeções para o cenário a partir de março dependem da decisão do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico ( CMSE), que se reúne na próxima semana, sobre a necessidade de acionamento de usinas térmicas. Atualmente, a recomendação é acionar todas as térmicas com custo de até R$ 610 por MWh, daí a indicação da bandeira vermelha. Para Pepitone, só a decisão do CMSE sobre redução do uso das térmicas indicará a possibilidade de se migrar para a bandeira amarela. Apesar da melhora, haverá ainda a bandeira vermelha, que se justifica pelo estoque de energia armazenada nas hidrelétricas. No Nordeste, ainda está em 30% da média. Eventualmente, ao longo de 2016, será possível alcançar a normalidade O Globo, 27/1, Economia, p.25.
 
"Embalado pelo crescente preço do petróleo, pela aclamada autossuficiência e a promessa de milhões de barris de produção diária para exportação, o Brasil sonhou com um fundo soberano e o financiamento da educação bancados pelo ouro negro. A festa durou pouco. Nos últimos 18 meses, o petróleo mergulhou de pouco mais de US$ 100 por barril para cerca de US$ 30 na última semana. Há excesso de produção, e os preços ainda podem cair mais com o retorno do Irã ao comércio internacional. O petróleo está mais para mico do que para o propalado 'passaporte para o futuro'. O Brasil precisa virar logo esta página e focar nas energias renováveis, estas sim, seu grande potencial de presente e futuro", artigo de Tasso Azevedo O Globo, 27/1, Opinião, p.21.
  
 
Imagens Socioambientais

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