quarta-feira, 20 de janeiro de 2016




Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Agrotóxicos, Água, Amazônia, Desertificação, Energia, Mineração, Mudanças Climáticas, Povos Indígenas, UCs
Ano 15
20/01/2016

 

Direto do ISA

 
  O índice foi registrado no Observatório do Mauna Loa, no alto do vulcão homônimo no Havaí, onde desde 1958 cientistas americanos medem a variação na concentração do principal gás de efeito estufa na atmosfera. Do Observatório do Clima Direto do ISA, 19/1.
  
 

Mineração

 
  O possível rompimento das barragens que ficaram de pé em Mariana (MG) poderia resultar em uma enxurrada de lama muito maior do que a da tragédia de novembro, ampliando a destruição da fauna e da flora e atingindo moradias que ficaram preservadas. A avaliação é de um estudo encomendado pela mineradora Samarco a pedido da Justiça. Essas estruturas foram danificadas após a barragem de Fundão se romper e deixar um rastro de destruição que chegou ao litoral do Espírito Santo. A mineradora diz que os reservatórios remanescentes estão "estáveis", mas que trabalha para reforçá-los FSP, 20/1, Cotidiano, p.B1.
 
O Ibama recebeu ontem o plano de recuperação da Bacia do Rio Doce feito pela Samarco. A constatação é de que a empresa ainda está investindo na contenção da enxurrada de lama ocasionada pelo rompimento da Barragem do Fundão. A mineradora informou que está construindo diques filtrantes entre as barragens e o distrito de Bento Rodrigues, o mais afetado pela tragédia, além de plantar 200 hectares com sementes de leguminosas e grama, que servem para segurar os rejeitos. A mineradora também está fazendo obras para tentar acabar com uma erosão dentro da Barragem de Fundão, que se rompeu em novembro, e segurar 20 milhões de metros cúbicos de rejeito que ainda estão lá OESP, 20/1, Metrópole, p.A13.
  Doze dias depois de apontar a possibilidade de o arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, ter sido atingido pela lama de rejeitos minerais da Samarco, a presidente do Ibama, Marilene Ramos, disse nesta terça (19) que inspeções do órgão mostram que isso não ocorreu. Segundo ela, a informação de que os resíduos da barragem de Mariana (MG) haviam chegado a uma das áreas de maior diversidade de corais do Atlântico foi dada "por precaução", mas "ao que tudo indica até o momento não é o caso". "Nós estamos aguardando ainda as análises que não ficaram prontas. As análises de metais pesados são mais demoradas, mas as próprias inspeções que se seguiram estão indicando que a turba lá de Abrolhos tende a não ser decorrente do que está chegando ao rio Doce", respondeu durante entrevista FSP, 20/1, Cotidiano, p.B1.
  A Advocacia-Geral da União (AGU), os governos de Minas e Espírito Santo e a Samarco fecharam nesta terça-feira, 19, acordo que estende por mais 15 dias o prazo para a empresa depositar R$ 2 bilhões da ação judicial de R$ 20 bilhões movida pela União e pelos dois Estados contra a mineradora e suas controladoras, Vale e BHP Billiton. O valor será usado para a implementação do plano inicial de recuperação ambiental, depois do rompimento da barragem de rejeitos de minério em Mariana, no dia 5 do mês passado, que deixou 17 mortos. Duas pessoas continuam desaparecidas. De acordo com a decisão da 12.ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte, o montante parcial deveria ser depositado hoje. A lama poluiu o Rio Doce e parte do litoral norte do Espírito Santo, onde o rio deságua OESP, 20/1, Metrópole, p.A13.
  "A recuperação do Rio Doce, da nascente em Minas até a foz no Espírito Santo, produto deste acordo envolvendo o governo e a Samarco, será feita por uma fundação privada a ser criada para este fim. Os governadores Fernando Pimentel e Paulo Hartung insistem numa gestão privada e desburocratizada, para que a fundação faça convênios, por exemplo, com ONGs como a "Olhos d'água", de Sebastião Salgado, que atua na recuperação de rios", coluna de Ancelmo Gois O Globo, 20/1, Rio, p.16.
  
 

Água

 
  Até que ponto vale manter as represas em nível abaixo do normal, assumindo algum risco futuro, para aliviar a situação imediata de milhares de pessoas que ficam sem água durante horas todos os dias na Grande São Paulo? Para Jerson Kelman, presidente da Sabesp, a decisão é "difícil" e envolve certo grau de "incerteza", mas as projeções da estatal paulista avalizam a decisão de relaxar um pouco no racionamento para sacrificar menos a população. Segundo ele, há segurança no abastecimento na região até abril de 2017. A partir daí, diz, a expectativa da estatal ligada ao governo Geraldo Alckmin (PSDB) é que uma "cavalaria" de obras planejadas saia do papel e traga mais água à metrópole FSP, 20/1, Cotidiano, p.B3.
  "A pior seca registrada na História de São Paulo poderia ter deflagrado uma convulsão social. Felizmente, isso não aconteceu porque a população se comportou magnificamente, convencida da necessidade de economizar água. E também porque a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) executou em tempo recorde grande número de obras emergenciais para aumentar a oferta de água e a flexibilidade operacional dos sistemas produtores. Hoje a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) está mais bem preparada para enfrentar secas muito piores do que as antevistas nos diversos planos de recursos hídricos desenvolvidos desde a década de 1960", artigo de Jerson Kelman OESP, 20/1, Espaço Aberto, p.A2.
  
 
Imagens Socioambientais

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