terça-feira, 27 de janeiro de 2015




Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Água, Amazônia, Energia, Mudanças Climáticas, Povos Indígenas, Desenvolvimento Humano
Ano 14
27/01/2015

 

Povos Indígenas

 
  Depois de a Justiça Federal determinar que a União conclua em um mês a demarcação de terras indígenas de 26 municípios de Mato Grosso do Sul e indenize as propriedades rurais onde há ocupação de indígenas, produtores do Estado e o Ministério da Justiça decidiram recorrer da liminar concedida no último dia 19. A Famasul, entidade que representa o setor agropecuário sul-mato-grossense, não concordou com a decisão, alegando que as populações indígenas não têm direito de ocupar essas terras. O Ministério da Justiça recorrerá da decisão judicial porque não há tempo hábil para a conclusão dos estudos para demarcação de terras indígenas. Tanto a Famasul quanto a Pasta irão recorrer dentro de 10 dias Valor Econômico, 27/1, Agronegócios, p.B11.
  
 

Mudanças Climáticas

 
  O aquecimento global pode dobrar o risco de ocorrência de uma forma extrema do fenômeno La Niña, de acordo com estudo publicado na revista Nature Climate Change. As últimas vezes em que La Niña se manifestou na versão radical foram nos verões de 1988-1989 e de 2007-2008. Em geral, nos anos de La Niña ocorrem no Brasil chuvas mais abundantes nas Regiões Norte e Nordeste e secas prolongadas na Região Sul. No Sudeste e Centro-Oeste, os efeitos são imprevisíveis, mas podem incluir secas, inundações e tempestades. Os cientistas também concluíram que a versão radical de La Niña tem 70% de chance de acontecer imediatamente após um ano com a presença da versão extrema do fenômeno El Niño OESP, 27/1, Metrópole, p.A11.
 
A maior geleira da Antártica Oriental, contendo gelo equivalente a seis metros acima do nível do mar, está derretendo devido à água quente do oceano, apontaram cientistas australianos ontem. A geleira Tooten, de 120km de comprimento e mais de 30km de largura, era pensada como uma área intocada pelas correntes mais quentes. No entanto, uma viagem à região constatou que as águas em torno da geleira estavam 1,5oC acima do esperado O Globo, 27/1, Sociedade, p.22.
  
 

Água

 
  Um ano após o início da crise hídrica paulista, a Sabesp começou a informar somente ontem os horários em que cada imóvel da Grande São Paulo é afetado pela redução da pressão da água na rede. Um levantamento feito em 20 endereços constatou que a restrição no fornecimento é feita diariamente, começa quase sempre a partir das 13h, e pode durar até 18 horas. A empresa alega que a medida não caracteriza "racionamento sistêmico" OESP, 27/1, Metrópole, p.A10; FSP, 27/1, Cotidiano, p.C3.
  O reservatório de Santa Branca, um dos quatro que abastecem a região metropolitana do Rio, também atingiu o volume morto. Na quarta-feira, o maior deles, o de Paraibuna, já havia alcançado a reserva técnica. A represa de Santa Branca, em São Paulo, é a menor da bacia do Rio Paraíba do Sul. Seu volume morto acumula 131 bilhões de litros. No de Paraibuna são 2,1 trilhões de litros. Restam Jaguari, que estava com 1,72% da capacidade do volume útil, e Funil, com 3,75%, segundo o último Informativo Preliminar Diário da Operação, do ONS OESP, 27/1, Metrópole, p.A11; O Globo, 27/1, Rio, p.11.
  A falta de água que atinge as Regiões Metropolitanas de São Paulo e de Campinas vai afetar o ritmo de produção da indústria, a produtividade e o Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Estado de São Paulo. Já existem empresas planejando férias coletivas e redução de turnos de trabalho para contornar a crise hídrica. Existem nessas duas regiões cerca de 60 mil indústrias que respondem por 60% do PIB industrial paulista OESP, 27/1, Economia, p.B3.
  A estratégia de reduzir a pressão na rede de abastecimento de água tem sido ampliada à medida em que os reservatórios que abastecem a Grande São Paulo se aproximam do colapso. Atualmente, de acordo com a Sabesp, a redução de pressão é responsável por uma economia diária de 8 mil litros por segundo na Grande São Paulo. O valor é cerca da metade do que vem sendo retirado do sistema Cantareira. Sabesp diz que locais sem caixa ou situados em pontos mais altos da cidade estão mais sujeitos à falta de água FSP, 27/1, Cotidiano, p.C1.
  
 

Geral

 
  A Hidrovias do Brasil anunciou captação de US$ 300 milhões para ampliar os investimentos atuais. O presidente da empresa, Bruno Serapião, afirma que 80% do dinheiro captado será investido no corredor dos rios Tapajós-Amazonas, entre a cidade de Miritituba e o Porto de Vila do Conde, no Pará. A Hidrovias do Brasil está investindo R$ 1,4 bilhão no empreendimento, que deverá iniciar a operação no primeiro semestre do ano que vem e terá capacidade de 5 milhões de toneladas de grãos por ano. O projeto inclui a construção e operação de um terminal de transbordo rodo-fluvial em Miritituba, navegação por cerca de 1,2 mil quilômetros pelos rios Tapajós e Amazonas e construção e operação de um terminal portuário em Vila do Conde OESP, 27/1, Economia, p.B9.
  Dados da Cepal divulgados ontem mostram uma elevação de 5,4% para 5,9% na quantidade de brasileiros que vivem em situação de extrema pobreza entre 2012 e 2013. Esse índice estava em 10,7% em 2005, segundo os critérios da Cepal. O número de brasileiros situados em um quadro de pobreza, no entanto, continuou diminuindo: passou de 18,6% em 2012 para 18% em 2013 - eram 36,4% em 2005. O estudo da Cepal indica que o equivalente a 167 milhões de latino-americanos, ou 28,1% dos habitantes da região, estavam na condição de pobreza em 2013 - rigorosamente o mesmo índice registrado um ano antes OESP, 27/11, Economia, p.B4; O Globo, 27/1, Economia, p.20.
  O Itaú Unibanco fechou uma captação de cerca de R$ 1,05 bilhão para financiar projetos de energia renovável, eficiência energética, captação e tratamento de água e empreendimentos que contribuam para a redução dos impactos climáticos no Brasil. A operação conta com recursos da International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial para o desenvolvimento do setor privado, e outras três instituições internacionais: Mizuho, Bank of America Merrill Lynch e Commerzbank. O dinheiro já está no caixa do Itaú Unibanco, que iniciou a análise dos primeiros pedidos de financiamento OESP, 27/1, Economia, p.B9.
  "A crise da Petrobras, a crise do setor elétrico e a queda do barril de petróleo no mercado internacional abrem uma grande oportunidade para o crescimento da participação do gás natural na matriz energética brasileira. A crise do setor elétrico poderá levar o governo a mudar a regulação, permitindo participação de térmicas a gás natural na base do sistema elétrico. Isso aumentaria a oferta de energia elétrica e, ao mesmo tempo, levaria a uma menor dependência das hidrelétricas e, consequentemente da água. As usinas a gás seriam a melhor opção, principalmente pelo aspecto ambiental, em que superam as de óleo e carvão", artigo de Adriano Pires O Globo, 27/1, Opinião, p.15.
  
 
Imagens Socioambientais

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