sábado, 27 de setembro de 2014

Crise energética – Soluções do século XIX


Terceiro vídeo da série expõe a crise energética, que o Brasil enfrenta com medidas paliativas e retrógradas
Em contexto de crise, onde o País é ameaçado pelo racionamento e o aumento do preço da energia, cabe questionar e reavaliar a política energética nacional. A prioridade para combustíveis fósseis e a centralização da produção de energia trava um possível modelo de desenvolvimento sustentável.
No terceiro vídeo de uma série de seis, produzidos pela o Bijari, com roteiro e direção de Fernando Salem e Tadeu Jungle, o Greenpeace critica a conduta brasileira de continuar incentivando fontes sujas e hidrelétricas – embora sejam renováveis, são instáveis em períodos de chuva e com altos impactos socioambientais.
“O governo aquece os investimentos nas térmicas para os próximos dez anos. Péralá! O que eles querem? Mais poluição? Mais gases efeito estufa? Ufa!” questiona o vídeo sobre os futuros investimentos brasileiros, previsto no recém lançado Plano de Expansão Decenal de Energia. A conta é estarrecedora: 71% dos investimentos energéticos serão em fontes fósseis, enquanto as renováveis, como solar, eólica e de biomassa, receberão menos que 10%. “Soluções do século XIX”.
As grandes centrais hidrelétricas, como Belo Monte, também foram alvo de crítica: “Belo Monte de merda! Atingiu trinta terras indígenas, doze unidades de conservação e 100 mil hectares de floresta. Vale a pena?”. E a pergunta é válida, uma vez que energia renovável não é necessariamente energia limpa.
Na terça-feira desta semana, o Greenpeace realizou streaming em parceria com o Fluxo para também debater o tema de Energia. Célio Bermann (IEE-USP), doutor em planejamento energético, levantou a seguinte pergunta: “O Brasil tem 42% da sua matriz baseada em energia renovável, mas não leva em consideração o mais importante: nossa matriz é sustentável?”. E completou lembrando que “para ser sustentável, tem que levar em conta os impactos socioambientais”.
Todos os vídeos, propostas e material do Greenpeace sobre as eleições 2014 estão na plataforma Pressione Verde. Depois de conhecer as demandas, o eleitor pode enviar uma mensagem aos candidatos à presidência cobrando seu comprometimento com importantes questões socioambientais a serem enfrentadas no próximo mandato.
* Publicado originalmente no site Greenpeace.

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