quarta-feira, 30 de abril de 2014

CONTROLE POPULACIONAL : Castramóvel já realizou 420 cirurgias em animais desde março deste ano em Salvador (BA

Em apenas um mês, o Castramóvel – serviço itinerante e gratuito de castração de cães e gatos, promovido através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) – já realizou 420 cirurgias no período de 26 de março até essa segunda-feira (28/04).
O atendimento está sendo feito no bairro do Nordeste de Amaralina, primeira localidade beneficiada, às segundas e terça-feiras para agendamento e triagem e às quartas e quintas-feiras para cirurgia, sempre das 8h às 12h.
De acordo com a médica veterinária e chefe do Setor de Informações do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Ana Galvão, para ter acesso ao serviço é necessário que o tutor leve o animal até o Castramóvel e apresente a original e cópia dos seguintes documentos: carteira de identidade, CPF, cartão de vacinação do animal e comprovante de residência.
No local, é feita a avaliação nutricional do cão ou gato para verificar se há condições para a castração. “É necessário que o animal tenha um peso mínimo para passar pela cirurgia e, no caso das fêmeas, não podem estar grávidas”, salientou Ana.
Em caso de aprovação na triagem, o tutor preenche o guia e agenda a castração, a ser feita na mesma semana. Após a cirurgia, o animal fica em observação por algumas horas e no mesmo dia, caso não tenha qualquer complicação, é liberado para prosseguir com a recuperação em casa. O Castramóvel tem capacidade para fazer até 30 cirurgias por dia, sempre com o animal em jejum.
Ana Galvão explica ainda que o Castramóvel deve ser instalado em bairros mais distantes dos postos de castração existentes, localizados na sede do CCZ, no Trobogy, e na clínica conveniada Vida Animal, em Amaralina.
“A intenção é facilitar o acesso da população, principalmente a mais carente, ao serviço. Um outro fator determinante também é o número de solicitações, repassadas pelos Distritos Sanitários”, aponta a médica veterinária.
Agendamento
Além do Castramóvel, o serviço de castração de cães e gatos pode ser feito em um dos postos fixos, localizados no Trobogy ou na Pituba.
Para isso, o interessado deve ligar para o Sistema + Vida através dos números 160 ou 156, a fim de agendar atendimento e posterior encaminhamento a um dos postos fixos. Todo o processo é semelhante ao adotado no Castramóvel.
Para estar apto, o animal deve ter entre 8 meses e 5 anos de idade, peso acima de 1kg e apresentar boa condição de saúde. Além disso, é imprescindível a apresentação do cartão de vacinação antirrábica. Em caso de esterilização de fêmeas, a mesma não pode estar em período gestacional.
O documento é válido por um mês, e o agendamento do procedimento deve ser feito em até 48 horas. Cada proprietário pode solicitar até três guias de castração por mês.
Fonte: Tribuna da Bahia

Pessoas viverão como animais de fazendas industriais para gravação de documentário

30 de abril de 2014


(da Redação da ANDA)
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Um projeto de documentário planeja colocar 12 voluntários humanos para viver nas mesmas condições de animais de fazendas. A ideia é mostrar os tratamentos brutais e condições precárias às quais aves, suínos e bovinos são submetidos durante a criação em cativeiro e o preparo para serem mortos. As informações são da Info Exame e do site Indiegogo.
O filme, intitulado Farming Humans, será apresentado por Simone Reyes, uma conhecida ativista dos direitos animais. Os voluntários passarão dez dias recebendo os mesmos tratamentos que os animais recebem em fazendas.
“Imagine acordar em uma gaiola”, escrevem os produtores do documentário, “incapaz de esticar o pescoço (…) Você está encaixotado com outros como você, homens e mulheres, sem noção de onde estão, atordoados com a falta de alimentação adequada e água e se perguntando se aquele cheiro é realmente de fezes humanas, ou se é apenas dos restos apodrecidos do que eles consideram apropriado para o seu consumo. Você está encostado com os seus vizinhos, tentando disputar o pouco de espaço livre que existe. Na verdade, você está vivendo em um celeiro, em uma gaiola, ingerindo hormônios, sendo cutucado, machucado, chutado e marcado, suportando o mesmo tratamento que animais de fazenda tem de lidar regularmente.”
O grupo de voluntários será dividido em três, representando diferentes animais: frangos, porcos e vacas. Eles manterão um diário em vídeo, no qual poderão discutir a experiência.
Farming Humans ainda está em fase de captação de recursos no site Indiegogo, e não tem previsão para início das gravações.

PL’s tentam barrar agrotóxicos em São Paulo

por Redação do Greenpeace
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Avião espalha agrotóxicos em plantação em Sinop, Mato Grosso. Foto: © Greenpeace / Daniel Beltrá
Greenpeace se junta à entidades pelo fim de alimentos nocivos à saúde e pela inclusão de alimentos orgânicos na merenda escolar do município
Representantes de diversas entidades que formam a Frente pela Alimentação Saudável pela Agricultura Orgânica e Contra o Uso de Agrotóxicos, dentre elas o Greenpeace, foram recebidos na Câmara Municipal de São Paulo pelo presidente da Casa, o vereador José Américo (PT). O intuito é pedir apoio ao vereador para que ele mobilize parlamentares pela aprovação de dois projetos de lei por uma alimentação mais saudável na cidade de São Paulo.
O primeiro projeto de lei, o PL 451/2013, foi formulado pelos vereadores Gilberto Natalini (PV), Ricardo Young (PPS) e Nabil Bonduki (PT) e tem como objetivo a obrigatoriedade de inclusão de alimentos orgânicos na alimentação escolar do Sistema Municipal de Ensino do Município de São Paulo. Já o PL 891/2013, de autoria dos vereadores Toninho Vespoli (PSOL) e Nabil Bonduki, proíbe o uso e comercialização de agrotóxicos no Município de São Paulo.
Desde 2008, o Brasil é líder no consumo mundial de agrotóxicos. De acordo com a ANVISA, 20% dos agrotóxicos produzidos no mundo vem parar no País, já que muitos deles são proibidos em seus países de origem.
É impossível ignorar os impactos dessas substâncias, como a abamectina, o acefato, o triclorfom, o carbofurano, entre outros. Esses pesticidas alteram o DNA e levam à carcinogênese, ou seja, a formação de câncer, atingindo desde os trabalhadores rurais e animais até os consumidores finais.
O presidente da Federação Interestadual dos Nutricionistas (Febran), Ernane Rosa, que solicitou o encontro com o vereador José Américo, destaca que essa luta é difícil em âmbito nacional: “O lobby das empresas conseguiu fazer com que a nossa legislação flexibilizasse e permitisse o uso dessas substâncias que já foram banidas em seus países de origem. Em nível nacional é mais difícil lutar contra os ruralistas por isso adotamos a estratégia de barrar localmente, com uma legislação municipal”.
O projeto de lei 891/2013 dispõe também sobre a promoção e valorização da agricultura familiar, que produz alimentos orgânicos e livres de substâncias tóxicas, garantindo preço competitivo e geração de trabalho, sempre com técnicas de produção sustentáveis. O presidente da Câmara Municipal de São Paulo acenou positivamente e sugeriu audiência pública para os próximos dias.
* Publicado originalmente no site Greenpeace.
(Greenpeace)

Resíduos sólidos – embalagens pós-consumo

por Diálogos Capitais
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Para discutir o cenário atual da Política Nacional de Resíduos Sólidos, bem como os avanços da lei e o que ainda precisa ser feito para garantir a destinação correta dos resíduos pós-consumo, com foco nas embalagens, o Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE), a revista CartaCapital e o Instituto Envolverde promoverão no dia 07 de maio o seminário Diálogos Capitais: Resíduos Sólidos – Embalagens pós-consumo” no Auditório do Grupo Pão de Açúcar, em São Paulo.
Em 2014, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) completa 4 anos. De lá para cá, o Brasil avançou em diversos aspectos no que diz respeito ao gerenciamento integrado dos resíduos urbanos, mas ainda há muitas coisas por fazer. Para isso acontecer, é preciso que todos os elos da cadeia – sociedade, empresas e poder público – exerçam a responsabilidade compartilhada dos resíduos pós-consumo no Brasil.
O evento contará com a participação da Ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, que analisará os esforços do setor público e privado na implantação da PNRS. Na sequência, os consultores técnicos Nicia Mafra e Filipe Brumatti de Souza apresentarão resultados preliminares do relatório “Investimentos do setor empresarial para o incremento da reciclagem de embalagens pós-consumo (fração seca do lixo urbano)”, realizado pela Coalizão Embalagens liderada pelo CEMPRE. Para debater o cenário atual das embalagens pós-consumo no Brasil, o seminário contará com os painéis: Avaliação de resultados e próximos passos e Responsabilidade Compartilhada, o setor privado.
Para compor as mesas de discussão estão confirmados: Victor Bicca, presidente do CEMPRE e diretor de Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil para a Copa da Fifa; André Vilhena, diretor executivo do CEMPRE; Roberto Laureano, representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis; Simão Pedro Chiovetti, secretário municipal de Serviços da Prefeitura de São Paulo; Paulo Pompilio, diretor do Grupo Pão de Açúcar; Fernando Von Zuben, diretor de Meio Ambiente da Tetra Pak, entre outros. 
Serviço:
Seminário “Resíduos Sólidos – Embalagens pós-consumo”
Dia: 7 de maio
Horário: das 8h00 às 17h30
Local: Auditório do Grupo Pão de Açúcar (Rua Capitão Pinto Ferreira, 225 – Jardim Paulista – São Paulo)
Informações e inscrições: www.dialogoscapitais.com.br
RSVP: (11) 2065-6577 ou rsvpcartaresiduos@eventosmg.com.br

Programação:
8h00 – Credenciamento e Welcome Coffee
9h00 – Boas vindas – Victor Bicca, presidente do CEMPRE e diretor de Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil para a Copa da Fifa
9h10 – Palestra de abertura – Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente
9h30 – Palestra técnica e resultados preliminares da Pesquisa Investimentos do setor empresarial para o incremento da reciclagem de embalagens pós-consumo (fração seca do lixo urbano) Nicia Mafra e Filipe Brumatti de Souza, consultores técnicos da Coalizão Embalagens
10h10 – Diálogos – Avaliação de resultados e próximos passos
Roberto Laureano – Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis
Simão Pedro Chiovetti – Secretário Municipal de Serviços da Prefeitura de São Paulo
Paulo Pompilio – Diretor do Grupo Pão de Açúcar
Fernando von Zuben – Diretor de Meio Ambiente da Tetra Pak
Victor Bicca – Diretor da Coca-Cola e presidente do Cempre – Compromisso Empresarial para Reciclagem
Mediação: Dal Marcondes – Presidente do Instituto Envolverde
12h40 – Intervalo para almoço
14h00 – Diálogos – Responsabilidade Compartilhada, o setor privado.
Auri Marçon – Presidente da ABIPET
Renault Castro – Diretor da ABRALATAS
Pedro Vilas Boas – Diretor da Área de Produtos e Reciclagem da BRACELPA
Representante da Abiplast
Mediação: André Vilhena – Diretor do CEMPRE
17h15 – Encerramento
 
Sobre o CEMPRE
O CEMPRE é uma associação sem fins lucrativos que trabalha para conscientizar a sociedade sobre a importância de reduzir, reutilizar e reciclar lixo por meio de programas de conscientização. A entidade utiliza-se de publicações, pesquisas técnicas, seminários e mantém para consulta pública um rico banco de dados sobre o assunto, em sede na capital paulista. Fundado em 1992, o CEMPRE vem sendo mantido por contribuições de empresas privadas de diversos setores. Entre elas estão: Ajinomoto, AmBev, ADM, Arcor, Batavo, Bauducco,  Beiersdorf/Nivea, Brasil Kirin, Braskem, Bunge, Cargill, Carrefour, Casas Bahia, Coca-Cola, Danone, Dell, Diageo, Femsa, Gerdau, Heineken Brasil, Hersheys, HP, Johnson & Johnson, Klabin, Mondelez, McDonalds, Nestlé Waters, Nestlé, Owens Illinois, Grupo Pão de Açucar, Pepsico do Brasil, Procter & Gamble, Philips, SC Johnson, SIG Combibloc, Suzano, Tetra Pak, Unilever Brasil, Vigor e Walmart Brasil.
(Diálogos Capitais)

Gisele Bündchen, Don Cheadle, Yaya Touré e Ian Somerhalder lançam desafio do Dia do Meio Ambiente

por Redação da ONU Brasil
mosaico desafio Gisele Bündchen, Don Cheadle, Yaya Touré e Ian Somerhalder lançam desafio do Dia do Meio Ambiente
A top model Gisele Bündchen, os atores Don Cheadle e Ian Somerhalder e o jogador de futebol Yaya Touré participam de um desafio para ver quem acumula o maior número de compromissos para o Dia Mundial do Meio Ambiente de 2014.
Por meio de uma mensagem engarrafada, os Embaixadores da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) desafiam indivíduos e organizações do mundo todo a escolher um time e participar do Dia Mundial do Meio Ambiente. Os compromissos podem ser registrados no site www.wedchallenge.com/po.
Um dos materiais da campanha é um vídeo estrelando Gisele, Don e Yaya, que está disponível em sete línguas no Youtube e será veiculado na CNN, nos telões da Times Square em Nova York (EUA) e no Piccadilly Circus em Londres (Reino Unido).


O vídeo mostra os embaixadores em atividades que fazem parte de suas rotinas: Gisele Bündchen praticando kung fu, Don Cheadle tocando trompete (em preparação para seu próximo papel, como Miles Davis, no cinema) e Yaya Touré treinando para jogar pela Costa do Marfim na Copa do Mundo de 2014.
“As celebridades estão mostrando aos fãs suas rotinas, atividades que fazem deles o que eles são”, declara o diretor Jeffrey Nachmanoff, conhecido por ser o roteirista do filme “O dia depois de amanhã”.
“No vídeo, suas atividades são interrompidas por uma mensagem engarrafada, que chama a atenção. A mensagem convoca cada um dos embaixadores a participar do desafio e a convocar os espectadores a se envolverem também”, adiciona.
O tema da campanha, Message in a Bottle (Mensagem Engarrafada, em tradução livre), da banda Police, contou com a colaboração do grande músico Sting, que doou os direitos de sua música para a campanha.
Como fazer parte:
Cada um dos Embaixadores da Boa Vontade te desafia para uma causa diferente, em apoio ao tema do Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano: Aumente sua voz, não o nível do mar.
Ao se comprometer a uma das causas e compartilhá-la por meio das suas redes sociais, você passa a fazer parte do time de um dos embaixadores. Acesse o site www.wedchallenge.com/po para participar!
O site está disponível em cinco idiomas. Para português, basta selecionar a opção “Português” no topo da página.
Times:
Gisele Bünchen, Twitter: @giseleofficial
Yaya Touré, Twitter: @Toure_yaya42
Don Cheadle, Twitter: @IamDonCheadle
Ian Somerhalder, Twitter: @iansomerhalder
Sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente
O Dia Mundial do Meio Ambiente (DMMA) é a principal veículo das Nações Unidas dedicado a estimular ação e conscientização global em prol do meio ambiente. A data cresceu e se tornou uma importante plataforma pública, celebrada amplamente em mais de 100 países. Também impulsiona pessoas a tomar uma atitude pelo meio ambiente, estimulando ações individuais ou coletivas que causem um impacto positivo para o planeta.
Em apoio à designação pela ONU de 2014 como o Ano Internacional dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, o Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano usará o mesmo tema, com um foco especial na questão da mudança do clima.
O nosso objetivo é levar o tema à boca do povo, e estimular um maior entendimento da importância dessas ilhas e da urgência de protegê-las, tendo em vista seus riscos e vulnerabilidades, particularmente em relação à mudança do clima.
De Trinidade & Tobago a Samoa, os maiores problemas sofridos por esses Estados são relacionados à mudança do clima, manejo de ecossistemas, consumo insustentável, degradação de recursos naturais, desastres naturais extremos e sobrepopulação. São problemas que todos nós enfrentamos.
A mudança do clima é um dos principais desafios porque o aquecimento global está causando o aumento do nível do mar.
De acordo com o Painel Internacional sobre a Mudança do Clima (IPCC), o nível dos mares está aumentando cada vez mais rápido e a projeção é que aumente ainda mais neste século. Quando a temperatura global aumenta, as moléculas da água se expandem e ocupam mais espaço. O nível do mar também aumenta quando o gelo derrete.
Comunidades costeiras em todos os países sofrem com enchentes e tempestades, às quais essas pequenas ilhas estão mais expostas. Muitas das áreas habitadas dessas ilhas estão sob ameaça constante de serem tomadas pelo mar.
O Dia Mundial do Meio Ambiente de 2014 mostra que todos nós enfrentamos desafios similares e que todos estamos conectados por um só objetivo: uma vida próspera e sustentável para todos. Cada ação ou compromisso conta. Quando multiplicados por uma comunidade global, o seu impacto é exponencial.
* Publicado originalmente no site ONU Brasil.
(ONU Brasil)

Brasil, 30 de Abril de 2014
Estamos bebendo cerveja feita com milho transgênico? Indústria finge-se de morta ou desconversa.Consumidores mobilizam-se para exigir transparência. Confira hoje nos destaques do caderno Sociedade da Envolverde.


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O Senado poderá instituir o Programa de Conscientização Ambiental para o Futuro, para promover a participação de estudantes do ensino médio em reuniões da Confer ência das Partes (COP) das Nações Unidas sobre mudança do clima. A iniciativa está prevista no Projeto de Resolução do Senado (PRS) 104/2013, aprovado nesta terça-feira (29) pela Comissão de Meio [ … ]
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Codrington, Antiga e Barbuda, 30/4/2014 – A mortalidade generalizada de estrelas do mar registrada nos últimos meses ao longo da costa oeste dos Estados Unidos também pode se repetir na região do Caribe por culpa da mudança climática, que ameaça o vital setor pesqueiro, alertou o biólogo John Mussington. Desde junho de 2013, [ … ]
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Por Diálogos Capitais
Para discutir o cenário atual da Política Nacional de Resíduos Sólidos, bem como os avanços da lei e o que ainda precisa ser feito para garantir a destinação correta dos resíduos pós-consumo, com foco nas embalagens, o Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE), a revista CartaCapital e o Instituto Envolverde promoverão no dia 07 de maio [ … ]
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A top model Gisele Bündchen, os atores Don Cheadle e Ian Somerhalder e o jogador de futebol Yaya Touré participam de um desafio para ver quem acumula o maior número de compromissos para o Dia Mundial do Meio Ambiente de 2014. Por meio de uma mensagem engarrafada, os Embaixadores da Boa Vontade do Programa das [ … ]

Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Água, Biodiversidade, Energia, Povos Indígenas, Zona Costeira
Ano 14
30/04/2014

 

Energia

 
  O governo federal estuda reduzir a vazão de água (que passa pelas turbinas) em algumas hidrelétricas do País para preservar o nível dos reservatórios até o fim do período seco, em novembro. A medida, tomada nas usinas de Sobradinho - que pode ter nova redução - e Três Marias, pode ser ampliada para outras bacias do sistema nacional, como Rio Grande. A decisão, no entanto, depende de autorização da Agência Nacional de Água (ANA) e do Ibama, já que interfere em outras áreas, como irrigação, navegação e até abastecimento humano - OESP, 30/4, Economia, p.B1.
  O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou ontem em nota que poderá propor "medidas adicionais" às autoridades do setor para garantir o fornecimento de energia elétrica no país, se no período de maio a novembro as condições hidrológicas se agravarem, ou seja, se chover menos do que o esperado. Segundo especialistas, uma das possíveis medidas seria a redução no consumo caso o cenário mais negativo se confirme. O ONS negou, no entanto, que esteja sugerindo ao governo cortes de energia agora, afirmando que a situação atual dos reservatórios não indica a necessidade de cortes de energia - O Globo, 30/4, Economia, p.23.
  O problema das distribuidoras de energia tem suas raízes no atraso de obras de térmicas cuja energia foi contratada em quatro leilões entre 2007 e 2008, com previsão de entrega entre 2010 e 2012. Um total de 3 mil megawatts (MW) médios contratados nesses leilões não foi entregue. Isto corresponde a 54% do total do insumo ofertado nesses leilões. A maior parte da energia que não saiu do papel seria gerada por usinas do grupo Bertin. Hoje, a necessidade de energia das distribuidoras é de cerca de 3.200 MW médios. Ou seja, se as usinas estivessem operando, as dificuldades por que passa o setor teriam sido, ao menos, minimizadas, e o leilão de hoje talvez não fosse necessário - O Globo, 30/4, Economia, p.23.
  Se os níveis atuais de chuvas e consumo de energia elétrica se mantiverem nos próximos meses, o racionamento será inevitável, diz estudo realizado pelo diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo, Ildo Luís Sauer. Segundo ele, o nível de chuvas, que no ano está cerca de 40% abaixo da média histórica, é insuficiente para garantir que os reservatórios não sequem antes do fim do período seco. Assim, as reservas devem acabar em novembro se nada for feito - FSP, 30/4, Mercado, p.B1.
  "A evolução da expansão da energia eólica nos últimos 15 anos é um bom indicador da revolução energética que se descortina. Entre 2000 e 2013 toda a capacidade instalada de geração elétrica eólica subiu de 17 mil MW para 318 GW, ou seja a capacidade foi aumentada em 18 vezes em 13 anos. Apenas em 2013 foram instalados 37 mil MW, cerca de cinco vezes o que foi instalado de novas hidrelétricas. O Brasil é o país que tem o maior crescimento de geração eólica na América Latina, mesmo que ainda tímido em relação ao potencial", artigo Tasso Azevedo - O Globo, 30/4, Opinião, p.17.
  "O governo sabe que medidas adicionais são necessárias para garantir a energia deste ano e do próximo. O próprio ONS havia estabelecido que era preciso chegar ao fim de abril com 43% de água nos reservatórios do Sudeste. E está em 38%. Acaba oficialmente hoje o período das chuvas, e a situação não está controlada. E não está principalmente porque a política eleitoral contaminou a tomada de decisões. Neste exato momento, no último dia de abril de 2014, o governo do Brasil deveria estar iniciando uma campanha para a redução do consumo de energia ou anunciando medidas de corte de carga", coluna de Míriam Leitão - O Globo, 30/4, Economia, p.20.
   
 

Geral

 
  Um grupo de índios kaingang matou dois agricultores em Faxinalzinho (RS), anteontem à noite, depois que as vítimas furaram um bloqueio de estrada mantido pelos indígenas desde domingo. Os indígenas estão acampados há 12 anos na região e reivindicam a demarcação de uma área de 2,7 mil hectares. A Terra Indígena Kandoia está em disputa há mais de uma década. Em março de 2002, 198 famílias kaningang acamparam no local reivindicando a terra. Desde então, bloqueios são frequentes. O procurador federal Ricardo Gralha Massia creditou as mortes à uma "omissão propositada" do Ministério da Justiça. "A portaria declaratória (da terra indígena) está há mais de um ano na mesa do ministro para ser assinada e até agora nada - O Globo, 30/4, País, p.8.
  A extração de petróleo, gás e águas subterrâneas está provocando o afundamento da zona costeira de diversas regiões do planeta. Em metrópoles como Bangcoc (Tailândia), Jacarta (Indonésia), Xangai (China) e Nova Orleans (EUA), o rebaixamento do terreno é até dez vezes maior do que o aumento do nível do mar .O pesquisador da Universidade de Utrecht, Gillen Erkens, destaca que Tóquio "desceu" dois metros nas últimas décadas, até interromper a extração de águas subterrâneas para consumo. Veneza adotou a mesma restrição e conseguiu atenuar o seu afundamento. Metrópoles brasileiras não foram estudadas, mas os pesquisadores estimam que as cidades próximas ao delta do Rio Amazonas, como Belém, possam ser afetadas. Recife também pode ser prejudicada, uma vez que lá também há extração de água na costa - O Globo, 30/4, Sociedade, p.27.
  A Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE) definem hoje a nova vazão média de água que a Sabesp poderá retirar do Sistema Cantareira no mês de maio, quando deve ter início a captação do chamado "volume morto" - reserva profunda - do manancial. A tendência é que os órgãos reduzam o volume de água para abastecimento da Grande São Paulo. No início de abril, o comitê anticrise que monitora o Cantareira já havia recomendado à Sabesp um planejamento para operar com vazão média inferior aos atuais 27,9 mil litros por segundo. Nesta terça, o nível do manancial chegou a 10,9% da capacidade. Esta é a primeira vez na história que o índice fica abaixo de 11% - OESP, 30/4, Metrópole, p.A19.
  O maior primata das Américas é brasileiro, mas é pouco conhecido por aqui. Para piorar, está criticamente ameaçado de extinção. Para mudar esse quadro, ambientalistas querem colocar o muriqui sob os holofotes e transformar o muriqui em uma "celebridade" internacional, a exemplo de seu companheiro de mata atlântica, o mico-leão-dourado. Uma das principais apostas dos ambientalistas para popularizar o muriqui é transformá-lo em mascote da Olimpíada de 2016, no Rio. Várias celebridades, incluindo o ator Harrison Ford, vestiram a camisa da campanha para a escolha do símbolo olímpico, que deve acontecer ainda neste ano - FSP, 30/4, Ciência, p.C11.
   
 
Imagens Socioambientais

Filme sobre gás de xisto leva petrolíferas a se preparar para ataque

    Por
  • DANIEL GILBERT, do The Wall Street Journal
[image] Focus Films
Em 'Promised Land', Matt Damon interpreta o papel de um vendedor que tenta alugar direitos de exploração de gás de xisto na zona rural dos EUA através do fraturamento hidráulico.
A estreia de um filme de Hollywood que aborda o fraturamento hidráulico está a meses de distância, mas a indústria do petróleo já está se preparando para a batalha.
Em "Promised Land" ("Terra Prometida", em tradução livre), Matt Damon interpreta o papel de um vendedor de uma produtora de gás natural que tenta alugar direitos de exploração na zona rural do Estado da Pensilvânia, onde o fraturamento hidráulico, ou "fracking", tornou-se uma técnica difundida, ainda que polêmica, para extrair gás natural de depósitos de xisto argiloso.
Receosas de que o filme mostrará o fraturamento sob um viés negativo, empresas do setor estão preparando respostas que poderiam incluir bombardear os críticos de cinema com estudos científicos, distribuir panfletos e montar um "esquadrão da verdade" no Twitter e no Facebook.
"Temos que responder às preocupações que são levantadas nesses tipos de filmes", disse Jeff Eshelman, porta-voz da Associação Independente de Petróleo da América, que representa as petrolíferas.
Os produtores do filme dizem que não têm uma posição sobre o fraturamento e observam que o filme só estreará nos EUA em 28 de dezembro (ainda não há data de estreia no Brasil).
"Nós ficamos surpresos com o surgimento do que parece ser uma campanha coordenada contra o filme antes mesmo de alguém assisti-lo", disse James Schamus, diretor-presidente da Focus Features, unidade da NBC Universal, da Comcast Corp., que produziu e vai distribuir "Promised Land" em colaboração com a Participant Media LLC. O filme foi escrito por Damon e o ator John Krasinski e é dirigido por Gus Van Sant.
A Image Nation, que tem uma participação do governo de Abu Dabi, financiou o filme através de um acordo envolvendo vários filmes da Participant. A Image Nation afirmou que investe em filmes da Participant "independentemente do gênero e do tema."
A Participant é especializada em filmes sobre assuntos de interesse público, como o documentário climático "Uma Verdade Inconveniente", do ex-vice-presidente americano Al Gore, e cria campanhas de "ação social" para seus filmes, com desde dicas para economizar energia até maneiras de ajudar os veteranos das forças armadas. O website da divisão digital do estúdio abriga dezenas de posts sobre o fraturamento, a maioria oposta à prática.
"O fraturamento é o catalisador para uma história maior sobre os complexos desafios diante das pequenas cidades" dos Estados Unidos, disse o diretor-presidente da Participant, Jim Berk, num comunicado preparado. O filme pretende "aumentar a compreensão da importância da transparência e de regulamentações para a saúde e a segurança do público", disse ele.
O fraturamento consiste em bombear milhões de litros de água misturada com areia e químicos dentro de um poço para quebrar o xisto e permitir que o petróleo e o gás fluam para fora. A técnica ajudou a gerar um boom de produção de petróleo e gás nos EUA, mas também provocou temores no público sobre o impacto sobre a água potável e a qualidade do ar.
O documentário da HBO "Gasland" ("Terra do Gás"), que aborda a questão do impacto ambiental do fraturamento, foi indicado para o Oscar de 2011. A indústria petrolífera inicialmente subestimou o efeito do filme, mas recentemente aumentou seus esforços para desacreditá-lo.
A associação de petrolíferas produziu seu próprio documentário, "Truthland" ("Terra da Verdade"), e começou a exibi-lo em junho em centros comunitários e hotéis em todos os EUA.
Josh Fox, que criou "Gasland" e está filmando uma continuação, disse que as iniciativas de relações públicas estão erradas. "O problema é que eles estão num estado de negação, e usando relações públicas para lidar com problemas técnicos e de engenharia reais", disse ele. Ele acrescentou que os problemas não podem ser resolvidos.
As companhias de petróleo discordam disso, mas vêm procurando cada vez mais rebater receios sobre a perfuração.
Exxon Mobil Corp., Chevron Corp. e ConocoPhillips todas fizeram campanhas publicitárias nos últimos dois anos que promovem os benefícios econômicos e ambientais do gás natural e defendem o fraturamento como sendo seguro.
(Colaborou Erica Orden.)

O MODO CORRETO DE EXPLORAR O GÁS DE XISTO - MICHAEL R. BLOOMBERG e FRED KRUPPAPRIL

Ao ouvir o polarizado debate sobre energia em curso nos EUA, pode-se achar que o gás natural seja ou uma espécie de panaceia econômica ou uma maldição ambiental para a economia americana. Pelo menos é o que se depreende do redemoinho de opiniões a favor e contra aquilo que pode fazer com que os EUA passe da condição de importador para a de exortador de energia.
            A grande maioria de executivos da indústria petrolífera se comporta como se este abundante recurso natural energético, proveniente dos imensos depósitos de xisto do subsolo pela combinação de perfuração horizontal e “fracting” hidráulico, é totalmente isento de prejuízos ambientais. Seus oponentes, com frequência, atuam como se o recurso natural fosse desprovido de qualquer benefício econômico e ambiental.
             Então aqui está um meio de verificar a realidade dos fatos. O que está produzindo a repentina expansão da exploração do gás de xisto é, de fato, a redução dos custos da energia, a criação de novos postos de trabalho, o aumento da produção doméstica de combustível fóssil e a produção também de alguns benefícios ambientais mensuráveis.
            Ao contrário do que ocorre com o carvão mineral, ou ulha, o gás natural produz quantidades minúsculas de poluentes tóxicos no ar, como o dióxido de enxofre e mercúrio, quando queimado – pelo que a transição do carvão para a geração de eletricidade natural pelo gás já está melhorando a qualidade do ar em geral nos grandes centros populacionais, o que melhora, sem dúvida, a qualidade da saúde pública.
            Há também um benefício climático potencial, uma vez que – movidas a gás natural – as plantas emitem cerca de metade da quantidade de CO2 em relação ao oxigênio que lançam na atmosfera; não que o gás carbônico possa ser considerado como “poluente” – como muitos ecologistas querem fazer crer –, mas, pelo contrário, quanto maior for o teor relativo de gás carbônico na atmosfera, maior será o fator de crescimento vegetal na superfície do planeta. 
            Concomitantemente, os que se opõem à exploração do gás de xisto alegam que tal atividade industrial está eivada de ocorrências muito reais de poluição do ar e da água subterrânea localizadas nas imediações dos sítios de produção. Devido à exploração intensiva do gás de xisto, a pequena cidade de Pinedale, no estado de Wyoming, experimentou concentrações de poluição atmosférica comparáveis ​​às de Los Angeles. A indústria afirma que o “fraturamento” hidráulico não contamina o abastecimento de água, quando os fluidos são arremessados em alta pressão sobre depósitos de xisto para liberar o gás. Mas os registros de inspeção em vários estados mostram que erros ou acidentes, em outras fases do processo – poços mal construídos ou vazamentos para a superfície, por exemplos – assim o fazem. 
            Caso, também, essa “poluição” seja representada em grande parte pelo aumento da concentração de CO2 na atmosfera das imediações dos pontos de “fracting”, isso não merece ser levado em consideração, pois esse gás não pode ser considerado poluente e nem tem – como qualquer outro gás – a capacidade de aumentar o “efeito estufa” promovido pelas nuvens (vapor d’água) e partículas sólidas em suspensão na atmosfera. Aliás, tal efeito estufa é fundamental para a vida, pois sem ele teríamos um clima semelhante ao verificado nos desertos, ou seja, extremamente quente e seco de dia e frio e seco de noite.  
            Tais preocupações ambientais geram um grande impacto na opinião pública, principalmente quando os fatos são mal esclarecidos pelos verdadeiros estudiosos do clima, os climatologistas, deixando a especulação política do tema a cargo dos “ecologistas”, que são muito mais políticos que cientistas. 
            Uma pesquisa do “Pew Research Center”, no ano passado, constatou que 49 por cento dos entrevistados se opunham ao aumento da utilização de “fraturamento” hidráulico, enquanto 44 por cento apoiavam a sua expansão. Estes pontos de vista são de líderes das comunidades e até mesmo de estados para impedir a expansão dessa indústria. Em 2010, o estado de Nova York, um dos quatro estados que possuem em seu subsolo jaziadas estimadas em mais de 141 trilhões de pés cúbicos de gás natural recuperáveis da formação Marcellus de Xisto, se tornou o primeiro estado a impor uma moratória sobre o ‘fraturamento’ hidráulico. No ano passado, no Colorado, quatro cidades votaram pela sua proibição. Se dependesse dos adversários dessa exploração industrial, uma medida estadual restringindo o processo seria exarada pelo Congresso do Colorado neste outono.
            Há também uma consciência crescente hoje em torno de outro problema sério com a exploração do gás natural: as emissões de metano, que podem desfazer o benefício climático potencial do gás natural. Apesar de ter uma queima mais limpa do que a do carvão, o gás natural não queimado é principalmente constituído de metano, um gás de efeito tóxico que leva cerca de 20 anos para sumir da atmosfera após o seu lançamento. Em todos os casos, a maior concentração de metano até hoje medidas na atmosfera é tão desprezível que não pode ser levada em consideração e a maior parte de seus teores é produzida pela queima do carvão e do petróleo, além dos incêndios florestais que ocorrem periodicamente. De qualquer modo, as estimativas variam amplamente sobre quanto metano está sendo lançado na atmosfera durante a produção e transporte de gás natural, mas não há dúvida de que as emissões de metano precisam ser medidas e reduzidas ao máximo pela nova indústria, pelo menos nos seus respectivos pontos de emissão.
            Medir esses lançamentos atmosféricos consiste essencialmente num problema de aquisição e gerenciamento de dados – o tipo que sabemos poder ser resolvido. Por exemplo, depois que o departamento de saúde da cidade de Nova York instalou 150 monitores de qualidade do ar em toda a cidade em 2008, um fato surpreendente surgiu: o sujo óleo de aquecimento causa mais poluição e fuligem do que todos os carros e caminhões na cidade juntos.
            O programa governamental produção de ‘calor limpo’ resultante ajudou a reduzir a poluição de dióxido de enxofre em quase 70 por cento e dos níveis de fuligem em quase 25 por cento, ajudando os piores edifícios poluentes a mudarem seus combustíveis para matrizes mais limpas, entre elas, o gás de xisto.
Tradução e grifos de FRANCISCO VIANNA