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Direto do ISA
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Parceria entre o Conselho Indígena de Roraima (CIR), o Instituto Socioambiental (ISA) e a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o projeto avalia continuamente o potencial para geração de energia eólica na região nordeste de Roraima, onde está a Terra Indígena Raposa Serra do Sol.O boletim traz as atividades realizadas nos quase dois anos de projeto e os primeiros resultados do estudo dos ventos - Blog do Rio Negro/ISA, 13/1. |
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Povos Indígenas
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A tensão entre índios e fazendeiros na disputa por terras tem se acirrado no país. Sete Estados têm focos de conflito iminente. Na Bahia, a demarcação não foi concluída. Em Minas Gerais, índios tentam ampliar as reservas atuais. No Mato Grosso do Sul, Maranhão e Rio Grande do Sul, fazendeiros resistem a desocupar terras demarcadas. No Pará e no Amazonas, a exploração de recursos naturais causa desentendimentos. Indigenistas culpam a permanência de fazendeiros em terras indígenas já homologadas e a paralisação no governo federal dos processos de demarcação. "Sem política efetiva rumo a uma solução, o conflito tende a se agravar. Não dá mais para não ter estratégia clara", diz Márcio Santilli, do Instituto Socioambiental. Para ruralistas, os processos de demarcação têm irregularidades e beneficiam os índios - FSP, 13/1, Poder, p.A6. |
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A combinação de garimpos, madeireiras e terras indígenas com a quase ausência do Estado transformam a região sul do Estado do Amazonas numa área de conflitos. Em 25 de dezembro, revoltada com o desaparecimento de três homens, uma multidão queimou veículos, barcos e instalações de atendimento ao índio. Madeireiros se armam no distrito de Santo Antônio do Matupi, vizinho da Terra Indígena Tenharim/Marmelos, depois que os índios anunciaram que vão reconstruir pedágios incendiados. O pedágio é pano de fundo de um explosivo conjunto de interesses. O distrito de Santo Antônio do Matupi, ao lado da reserva dos Tenharim, tem a maior concentração de serrarias do Estado. A terra indígena guarda imenso depósito natural de madeira nobre. Para o bispo de Humaitá, d. Francisco Merkel, os madeireiros estão no centro de uma campanha contra os índios porque querem a madeira da reserva. "Muitos aproveitaram a situação dos desaparecidos para colocar à frente interesses econômicos" - OESP, 12/1, Política, p.A12 e A13. |
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A Funai publicou no "Diário Oficial" da União de sexta-feira a exoneração do coordenador regional que postou no blog do órgão um texto apontado como incentivador da tensão entre moradores e índios da região de Humaitá (AM). Tirado do ar após os conflitos, o texto do então coordenador da Funai na região do Madeira, Ivã Bocchini, lamentava a morte do cacique Ivan Tenharim. No texto, publicado em dezembro, o ex-dirigente levantava dúvidas sobre a versão da polícia, que acredita num acidente de carro. Segundo moradores, o texto incitou os índios tenharim. A Funai do Madeira atende a região de Humaitá - FSP, 11/1, Poder, p.A9; OESP, 11/1, Política, p.A8. |
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A Justiça cravou uma terra indígena em um bairro nobre de Brasília. O local, agora reconhecido como área tradicional indígena, pode valer mais de R$ 146 milhões. Segundo a sentença publicada em novembro, pareceres que a Funai alega serem contrários à demarcação das terras eram, na verdade, a favor dos índios. "A Funai já se posicionou pela inexistência da tradicionalidade [na área], entendendo que dizia respeito a problemas de moradia. Os documentos comprovam o contrário, evidenciando a natureza da tradicionalidade da ocupação", escreveu o juiz federal Paulo Cruz. O pedido do Ministério Público Federal era apenas para que a Funai montasse um grupo de trabalho para examinar o tema. O juiz foi além e já estabeleceu a terra indígena, obrigando a Funai a demarcar os limites da área. Os índios da comunidade fulni-ô tapuya tiveram reconhecida uma área de quatro hectares - FSP, 12/1, Poder, p.A8. |
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O futebol brasileiro vai ganhar espaço nos livros de história hoje com a presença do primeiro time indígena do País no Estádio da Curuzu, em Belém, contra o tradicional Paysandu, às 17h. Com toras, tinta e dança, o Gavião Kyikatejê, da aldeia de mesmo nome, no Pará, ganhou o direito de disputar a segunda fase do Campeonato Paraense ao superar equipes mais tradicionais, como Águia de Marabá e Tuna Luso. Antes da partida de estreia na Primeira Divisão do estado, será cantado o hino brasileiro na língua Jê e haverá demonstração de corrida de toras para o público presente - OESP, 12/1, Esportes, p.A29. |
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"Há tempos a tensão entre indígenas e pequenos produtores na Amazônia é mobilizada visando a interesses específicos. Isso ocorria durante a ditadura militar, na qual os 'vazios demográficos' da Amazônia eram oferecidos a quem se interessasse em ocupar. E ocorre hoje, quando, por exemplo, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Maranhão emite nota fazendo crer que o verdadeiro problema para os agricultores retirados da Terra Indígena Awá são os indígenas, e não a concentração de terra, o latifúndio, a monocultura e a oligarquia que transformou o Maranhão no Estado mais pobre do Brasil. Nos anos recentes, nos deparamos com os nomes tenharim, jiahui, awá-guajá, guarani-caiouá e munduruku não pelos motivos que gostaríamos, mas por suas tragédias, acompanhadas quase em tempo real. E, enquanto para alguns povos as terras ainda são motivo de ataque, contra outros, que vivem fora da região amazônica, como os guaranis que nem a terra possuem, só sobrou a fúria", artigo de Uirá Garcia - OESP, 12/1, Aliás, p.E9. |
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"A política indígena é uma pedagogia de 'reetinização' que se nutre das carências sociais e fabrica o conflito. Dois índios nus, pintados de urucum, arcos retesados, apontam suas flechas para o avião que os fotografava. A força magnética daquela imagem deriva de suas ressonâncias culturais, que tocam nos nervos do binômio natureza/civilização, o núcleo pulsante da narrativa romântica ocidental. Eis a Amazônia, sussurra uma voz dentro de nós. A voz está errada. Aqueles índios isolados existem, mas a Amazônia é outra coisa: o fruto do encontro entre ondas migratórias recentes e indígenas deslocados por quatro séculos de colonização. O conflito étnico em Humaitá, ponta emersa de tensões explosivas e difusas, decorre da decisão política de rejeitar a história em nome do mito", artigo de Demétrio Magnoli - FSP, 11/1, Poder, p.A9. |
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Política Socioambiental
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"O legado de Chico Mendes pode dar ao Brasil capital político e moral para liderar a negociação de um novo acordo internacional sobre o clima, alavancar o desenvolvimento de mercados robustos de licenças para emissão de carbono, continuar a produzir mais comida usando cada vez menos terra e conferir valor real às florestas vivas. Aproveitar essa oportunidade requer políticas coerentes. Será improvável que o ritmo do desmatamento continue a cair se o governo não criar incentivos ou fizer vista grossa enquanto a bancada ruralista aprova emendas que solapam terras indígenas e áreas protegidas. Subsidiar usinas ineficientes e ecologicamente destrutivas como Belo Monte não é o tipo de investimento que fará do Brasil uma superpotência ecológica. A principal percepção de Chico foi a de que a boa governança é uma precondição para o desenvolvimento, e não algo que possa ser abandonado em troca dele. Essa ideia deveria apontar o caminho do futuro para o Brasil como líder mundial eco-econômico do século 21", artigo de Stephan Schwartzman - FSP, 12/1, Tendências/Debates, p.A3. |
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"Aristóteles dizia que a lei é a razão livre de paixões. Não foi o que praticou Marina Silva ao longo dos cinco desastrosos anos em que comandou o Ministério do Meio Ambiente. Nesse período, a agora candidata a presidente ou a vice dedicou-se a mover perseguição feroz e fundamentalista à agropecuária nacional. Hoje, já não surpreende os produtores rurais com seus ataques e o discurso batido do retrocesso ambiental. A grande marca de sua gestão foi rotular o agro de atrasado e destruidor do ambiente. Felizmente, o agro está sendo reconhecido e as mentiras tornam-se insustentáveis. São novos recordes de produção a cada dia, enquanto o desmatamento cai e a área plantada e de criação segue praticamente a mesma", artigo de Kátia Abreu - FSP, 11/1, Mercado, p.B9. |
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