quarta-feira, 9 de maio de 2012

Para Izabella Teixeira o veto ao Código Florestal deve ser ‘realista’

Izabella Teixeira: veto ao Código Florestal deve ser 'realista'
“Não tenho nenhum problema em pedir o veto ao Código Florestal, tenho problema é de lidar com a realidade depois disso, de garantir condições para quem produz alimentos e protege o meio ambiente, com inclusão social”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. A manifestação foi feita na abertura do Colóquio Internacional sobre a Carta da Terra, realizado no Senado nesta segunda-feira (7).
Segundo a ministra, a área ambiental do governo deve dialogar com toda a sociedade, para buscar o caminho da justiça socioambiental, com a adoção de regras claras e leis aplicáveis.
– Não adianta fazer uma legislação “puxadinho” – observou.
Izabella Teixeira discorda das mudanças que a Câmara fez no projeto de reforma do Código Florestal enviado pelo Senado. Ela disse que o governo fará uma análise detalhada no texto e defendeu a busca de saídas para que não haja instabilidade jurídica no país.
– Tenho a posição de respeitar o trabalho feito pelo Senado. Mas ao vetar, é preciso pensar no que fica depois, os problemas socioambientais não podem ser empurrados com a barriga – afirmou.
Desenvolvimento sustentável
Ao se referir à Rio+20, Izabella Teixeira manifestou sua convicção de que a conferência reafirmará o desenvolvimento sustentável como paradigma único para o planeta Terra.
– O desafio será colocá-lo em prática – frisou, ao defender negociações multilaterais para a construção de uma nova governança para o desenvolvimento sustentável.
A ministra também destacou que o pilar econômico e as estratégias para redução da pobreza devem estar presentes na conferência, mas na perspectiva de um novo modelo de consumo.
– Podemos consumir melhor, com menor impacto e maior eficiência energética – disse.
O Colóquio Internacional sobre a Carta da Terra é uma parceria da Comissão de Meio Ambiente (CMA), União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) e Earth Charter International (Carta da Terra Internacional).

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FONTE : Matéria da Agência Senado, publicada pelo EcoDebate, 09/05/2012

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