segunda-feira, 17 de agosto de 2009

CRICIUMA : cada lixo no seu lugar


Na foto , Geison dos Santos (dir) e Joaci José dos Santos (esq) trabalharam na coleta
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Resíduos tecnológicos coletados passarão por uma triagem

Diariamente produzimos quilos de resíduos e sabemos – ou deveríamos saber – como dar destino a cada tipo. Mas se tornou comum termos em casa ou escritório um tipo de parafernália tecnológica que deve ser descartada e não fazemos ideia do que fazer com ela. Hoje, o Hospital São José, de Criciúma, dará o destino correto a mais de 40 monitores de computador, CPUs, teclados, impressoras, scanners e outras peças e aparelhos eletrônicos.

Uma empresa de Porto Alegre (RS) é quem receberá o lixo. O material foi arrecadado entre os funcionários e fornecedores de material de informática que servem a instituição em alusão ao Dia Mundial de Combate à Poluição, lembrado na última sexta-feira.

A ideia foi proposta pelo Programa de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS). Durante cinco dias o grupo de funcionários incentivou as pessoas a arrecadarem seus resíduos eletrônicos e levá-los para os postos de coleta espalhados estrategicamente nas dependências do hospital.

Conforme a coordenadora do programa e engenheira química Márcia Campos, o lixo eletrônico será armazenado e enviado a uma central de triagem de uma empresa especializada em Porto Alegre. No local, os equipamentos serão desmontados e separados por categoria – plástico, metal, fios, cabos, placas e circuitos – para, posteriormente, passar pelo processo de reciclagem em empresas qualificadas.

– É uma classe de resíduos que acaba em aterros sanitários comuns. Mas 94% das peças de um computador são reutilizáveis, além disso, os equipamentos têm componentes tóxicos – alerta Márcia.

Saiba mais
São considerados lixos eletrônicos: todas as partes do computador, CDs, DVDs, telefones convencionais e celulares, câmeras fotográficas, calculadoras, televisores, impressoras, eletrodomésticos, rádios, joy stick, videogames, máquinas de escrever, entre outros
Pilhas e baterias não entram na lista de lixos eletrônicos
Na composição de muitos equipamentos são utilizados metais de alto valor como o ouro, prata, cobre, lítio e estanho, além de mercúrio, chumbo, paládio, platina
Conforme levantamento da organização não governamental Greenpeace, por ano são produzidos 50 milhões de toneladas de lixo eletroeletrônico no mundo e já representam 5% de todo o lixo gerado.

Iniciativa pode chegar à comunidade

Apesar de a ação ambiental não ter sido aberta à comunidade, uma empresa soube da campanha e levou 11 caixas com monitores de computador, teclados e CPUs.

De acordo com o gerente de almoxarifado Geison dos Santos Ribeiro, 24 anos, o lixo que entregou estava guardado há mais de seis anos.

– A tecnologia avança muito rápido e as trocas de máquinas acontecem no mesmo ritmo. A expectativa é que nos próximos quatro anos a empresa renove a informatização. E novo lixo vai se amontoar – afirma.

O eletricista Joaci José dos Santos, 52 anos, ajudou a entregar o material e quando viu a quantidade de equipamentos doados despertou para o volume de lixo tem em casa.

– Tenho dois computadores parados, vou procurar um lugar para entregar. Se já temos problemas para descartar lâmpadas, pilhas e baterias, imagina para esse tipo de lixo – observa Joaci, preocupado.

A campanha foi feita pelo hospital, entre os colaboradores. Entretanto, a instituição está aberta a parcerias com empresas e o poder público para orientar e incentivar a população a desfazer-se do lixo eletrônico.
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FONTE : ANA PAULA CARDOSO, DC, Criciúma

Um comentário:

Mimirabolante disse...

Muito legal!!!!Gostaria muito de fazer o mesmo....