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sexta-feira, 13 de março de 2015



Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Biodiversidade, Energia, Mudanças Climáticas
Ano 15
13/03/2015

 

Mudanças Climáticas

 
  A Agência Internacional de Energia detectou que em 2014 não houve aumento nas emissões anuais mundiais de CO2. Grandes mudanças no consumo de energia na China estiveram entre os principais motivos para a estabilização em 2014. Outro motivo para as emissões não terem aumentado é que países de alta renda da OCDE começaram a "dissociar" o crescimento do aumento de emissões ao instalar mais usinas de fontes renováveis e ao criar padrões mais rígidos para o consumo de energia de quase tudo, dos eletrodomésticos aos carros. Nos últimos cinco anos, as economias da OCDE cresceram quase 7%, enquanto as suas emissões caíram cerca de 4% Valor Econômico, 13/3, Internacional, p.A13.
  "De 2012 para 2013 as emissões totais brasileiras aumentaram 7,8%, em boa parte pelo repique de 29% no desmatamento. Mas geração de eletricidade e transportes também lançaram 7,3% mais gases do efeito estufa. Consideradas só emissões do setor energético, os brasileiros estão muito abaixo da média mundial, com 2,4 toneladas de CO2 por habitante/ano (contra 7,2 no panorama global). Quando se inclui na conta o carbono oriundo do desmatamento, contudo, chegamos a 7,8 toneladas, nível de um Reino Unido. Diminuir a devastação florestal será um desafio. Cumpre fazê-lo, decerto, pois destruir mata nunca foi garantia de desenvolvimento. Mas sem esquecer que o restante da economia nacional se carboniza", editorial FSP, 13/3, Editoriais, p.A2.
  
 

Geral

 
  O plano de investimentos da Neoenergia, grupo controlado pela espanhola Iberdrola (39%), a Previ (49,01%) e o Banco do Brasil (11,99%), prevê desembolsos de R$ 5,75 bilhões no biênio 2015/2016. Para isso, a companhia conta com crédito pré-aprovado pelo BNDES. Neste ano, quando estão previstos investimentos de R$ 3,1 bilhões, a maior parte dos desembolsos (R$ 1,7 bilhão) será para as obras das hidrelétricas em que a companhia tem participação, entre elas Belo Monte (PA), onde o grupo possui 10%. Com relação à Teles Pires (MT), as duas primeiras das cinco máquinas da hidrelétrica já estão em operação. A usina, no entanto, não fornece energia para o sistema porque a linha de transmissão não foi concluída. A Neoenergia tem 50,1% do empreendimento, de 1,82 mil MW. Os demais sócios são as estatais Furnas e Eletrosul, com 24,5% cada Valor Econômico, 13/3, Empresas, p.B1.
  "Biodiversidade em geral - presente em quase tudo no nosso cotidiano - é considerada tema de 'ambientalista exagerado'. Esquecendo que a remoção dessa biodiversidade pode implicar mudanças climáticas, acréscimo de custos econômicos, etc. Mas seguimos fazendo de conta que não sabemos disso, nem de outras graves questões da perda da biodiversidade. Não continuamos a derrubar a floresta para abrir pastagens? Não continuamos a avançar, além do desmatamento, com hidrelétricas como a de Belo Monte? Quando aceitaremos que tudo está relacionado com tudo? Sempre será tempo", artigo de Washington Novaes OESP, 13/3, Espaço Aberto, p.A2.
  "'Sumak Kawsay' - expressão quíchua, língua falada por cerca de 10 milhões de pessoas principalmente no Peru, na Bolívia e no Equador - significa algo como vida boa, ou vida plena, em comunidade e em harmonia com a natureza. Hoje é base de movimento social/político que se espalha pela América do Sul: o Buen Vivir. Conseguiu local de destaque nas novas constituições do Equador e da Bolívia. Eduardo Gudynas faz diagnóstico dessa situação contraditória comum a tantos governos de esquerda da região: o apego ao 'progressismo', que confunde crescimento com ideal de vida, investindo em extração de commodities ou aumento do consumo como salvação nacional, colocando considerações ambientais em segundo plano', coluna de Hermano Vianna O Globo, 13/3, 2o. Caderno, p.2.
  
 
Imagens Socioambientais

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