segunda-feira, 30 de março de 2015


Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Ano 15
30/03/2015

 

Direto do ISA

 
  De acordo com o brasileiro Bráulio Dias, secretário executivo da Convenção da Diversidade Biológica (CDB), aprovação de projeto em tramitação no Congresso pode trazer consequências negativas para o Brasil e restringir direitos de povos indígenas e tradicionais Direto do ISA, 30/3.
  Entre 13 e 16 de abril, estão previstas manifestações em todas as regiões do país e em Brasília, onde ocorrerá o Acampamento Terra Livre (ATL). A mobilização é apoiada por inúmeras organizações da sociedade civil e movimentos sociais Direto do ISA, 27/3.
  
 

Parques

 
 
O Ministério do Meio Ambiente decidiu cortar quase pela metade o número de brigadistas de incêndio em parques nacionais. Documentos internos do Instituto Chico Mendes (ICMBio) mostram que, se em 2014 existiam 1.589 brigadistas atuando em 91 unidades de conservação, em 2015 serão apenas 987 brigadistas em 62 unidades. Os cortes são tão severos que no Parque Cabo Orange (AP) vai haver um brigadista para cada 44 mil hectares. No Parque das Nascentes do Parnaíba, no Piauí, há um brigadista para cada 34 mil hectares. Não há uma medida ideal para esta proporção, porque é preciso levar em conta a vegetação, o clima e as ilhas de calor em um parque, mas uma relação razoável seria um brigadista para cada 110 hectares O Globo, 28/3, Sociedade, p.31.
  Há cerca de 50 dias, a Rádio Estadão apresentou uma série de reportagens sobre a condição das áreas verdes em todas as regiões da capital paulista. Funcionários reclamavam da falta de equipes de manejo e segurança nos locais, o que causava o acúmulo de lixo, a falta de poda e o aumento da violência. Na época, o secretário Municipal do Verde e Meio Ambiente, Wanderlei Meira do Nascimento, havia dado o prazo até o fim de fevereiro para a solução. Em visita aos parques, na semana passada, porém, a reportagem constatou que algumas áreas verdes ainda sofrem com a falta de apoio do poder público OESP, 30/3, Metrópole, p.A13.
  Onde deveria haver uma grade do futuro Parque Municipal Chácara do Jockey, há tapumes de madeira tomados por plantas trepadeiras. A parede foi derrubada por um trator pilotado pelo prefeito Fernando Haddad (PT), no dia 2 de outubro, quando a Prefeitura conseguiu a posse da área de 140 mil quadrados no Butantã, zona oeste de São Paulo. Quase seis meses depois, não há nada no local que lembre um parque, os portões estão fechados OESP, 30/3, Metrópole, p.A13.
  
 

Energia

 
  Os reservatórios das hidrelétricas do Sudeste devem chegar ao final do período chuvoso com água suficiente para afastar a possibilidade de racionamento em 2015, segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). O diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, disse que os reservatórios do Sudeste chegarão ao fim de abril entre 32% e 35% de sua capacidade total. Se confirmado, será o nível mais baixo para abril desde 2001, quando os reservatórios estavam em 32% e houve racionamento. Para Chipp, um percentual acima de 30% permite chegar ao fim de 2015 com a média dos reservatórios acima de 10% -percentual estipulado pelo ministro Eduardo Braga (Minas e Energia) como limite para que seja adotado o racionamento FSP, 28/3, Mercado, p.B6.
  
 

Água

 
  Ao menos duas disputas judiciais entre o governo paulista e municípios da região metropolitana atrasam o avanço do saneamento no Estado. No maior deles, Guarulhos, a discórdia entre desembargadores do Tribunal de Justiça arrasta a decisão há meses. O município não é operado pela Sabesp e a gestão Sebastião Almeida (PT) fez uma PPP (parceria público-privada) para tratamento de esgoto. O contrato de R$ 1,2 bilhão para a obra já foi assinado e a meta da prefeitura é tratar 80% do esgoto até 2017. Hoje, são apenas 50%. O restante é despejado no rio Tietê. O governo travou a parceria com uma ação no TJ. Argumenta que a gestão de recursos hídricos na região metropolitana deve ser compartilhada entre município e Estado FSP, 28/3, Cotidiano 2, p.3.
  Em uma tentativa de normalizar o fornecimento de água da área urbana de Vitória da Conquista, terceira maior cidade da Bahia, a estatal responsável pelo abastecimento no Estado fechou a fonte de captação de caminhões-pipa, deixando comunidades rurais sem água há cerca de uma semana. Cerca de 40 mil famílias de 130 comunidades rurais estão sendo prejudicadas. A Embasa alega que o abastecimento no município, com 336 mil habitantes, foi afetado por sucessivas falhas no fornecimento de energia elétrica. Afirma que vai manter fechada a fonte de captação dos caminhões-pipa para evitar um desabastecimento maior da zona urbana FSP, 28/3, Cotidiano 2, p.4.
  A ultrafiltração pode substituir as atuais estações de tratamento, que usam filtros de areia e produtos químicos. Essa tecnologia foi responsável por aumentar em 1.000 litros por segundo a capacidade de tratamento do Sistema Guarapiranga, que abastece a zona sul de São Paulo. Com o ganho, em fevereiro, o reservatório se tornou o maior produtor de água potável da metrópole. O governo paulista agora trabalha para instalar mais filtros e ampliar em mais 1.000 litros por segundo a capacidade de produção. Segundo especialistas, a maior vantagem da ultrafiltração é a segurança que se tem da água tratada no final do processo e a ausência de produtos químicos FSP, 28/3, Cotidiano 2, p.6.
  Obras emergenciais, descontos na tarifa, queda de consumo, campanhas publicitárias, tratamento de água, bombardeio de nuvens e até pagamento de horas extras a funcionários. Após mais de um ano de medidas para tentar evitar o colapso do abastecimento na região metropolitana, o impacto da crise hídrica nas contas da Sabesp já ultrapassa R$ 1 bilhão. O levantamento considera custos adicionais de serviços atribuídos à crise pela Sabesp em seu balanço financeiro divulgado na quinta-feira, como gasto com óleo diesel, e uma série de contratos para execução de obras emergenciais, como a captação inédita do volume morto do Sistema Cantareira OESP, 29/3, Metrópole, p.A23.
  Na tentativa de amenizar o impacto da crise hídrica em suas receitas, a Sabesp encerrou o programa de bônus que dá descontos na conta para quem economizar água em seis cidades onde opera na região de Campinas. São elas: Hortolândia, Itatiba, Jarinu, Monte Mor, Morungaba e Paulínia. Todas são abastecidas por rios que formam o Sistema Cantareira. O fim do bônus já passa a vigorar nas faturas do mês de abril. Nesses municípios, também não haverá mais a cobrança de multa de até 50% para quem aumentar o consumo, que passou a vigorar em janeiro deste ano OESP, 29/3, Metrópole, p.A23; FSP, 29/3, Cotidiano, p.C4.
  O saldo obtido pelo Cantareira no período tradicionalmente mais chuvoso do ano, que termina no final do mês, poderá se perder em 75 dias. O cálculo considera a variação média do volume de água no sistema nos meses secos e o volume que o governo prevê retirar dele neste ano. Em seis meses, o maior manancial da Grande São Paulo acumulou um "lucro" de 12 bilhões de litros. O volume representa a diferença entre a quantidade disponível nas represas no início de outubro e a registrada neste sábado (28). "O próximo período seco deverá ser sofrível", disse Carlos Tucci, especialista em hidrologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul FSP, 29/3, Cotidiano, p.C4; OESP, 28/3, Metrópóle, p.E4.
  Em meio à pior crise de abastecimento enfrentada pela Grande SP, o secretário estadual Benedito Braga (Recursos Hídricos) diz em entrevista que a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) teve de escolher: levar água para a população no período de seca ou respeitar o rito ambiental tradicional para dar andamento a obras emergenciais. Foi escolhida a primeira opção, de acordo com ele FSP, 30/3, Entrevista da 2a., p.A12.
  "Atividades econômicas são responsáveis por mais de dois terços do consumo no Estado do Rio de Janeiro, na seguinte proporção: indústria, 37,7%; agropecuária, mineração e outros setores, 36,6%. Esses números indicam a urgência de fazer do uso racional da água não só questão de conscientização. É claro que a adesão do consumidor doméstico é muito importante, mas a atividade econômica, por natureza, exige uma racionalidade na qual não podem faltar a definição clara dos processos a serem adotados e as metas - e punições - para poupar insumo tão vital. Ou seja, é preciso uma política", editorial O Globo, 29/3, Opinião, p.14.
  
 
Imagens Socioambientais

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