sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014




Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Água, Agrotóxicos, Amazônia, Energia, Hidrovias, Povos Indígenas
Ano 14
28/02/2014

 

Povos Indígenas

 
  Novo vídeo mostra deputado desqualificando mais uma vez índios e gays. Representação também assinada pelo ISA e quilombolas pede investigação contra parlamentares Direto do ISA, 28/2.
  Em 21 de fevereiro último, a Comissão Nacional da Verdade (CNV), que apura violação de direitos humanos no período de 1946 a 1988, realizou audiência em Dourados (MS), na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) Blog do ISA, 27/2.
  
 

Amazônia

 
  As hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio culpam uma à outra por parte dos estragos provocados pelas enchentes em Rondônia. A ESBR, que detém a concessão de Jirau, atribui parte dos estragos na região à operação da Santo Antônio Energia (SAE). Segundo a ESBR, se a SAE seguisse a regra proposta à ANA, em março de 2012, os impactos em Jaci-Paraná e Porto Velho seriam inferiores ao verificado atualmente. Pela proposta, a SAE teria de iniciar a redução do nível do reservatório para a cota de 68,5 metros quando a vazão do rio chegasse a 34 mil m³/s. Com a pior cheia nos últimos 100 anos, várias cidades de Rondônia estão alagadas, milhares de pessoas desabrigadas e o acesso para o Acre foi interrompido por causa das rodovias inundadas OESP, 28/2, Economia, p.B9; Valor Econômico 28/2, Agronegócios, p.B16.
  As hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau têm contribuído pouco para o Sistema Interligado Nacional, justamente em período crítico de abastecimento elétrico. Justamente por causa da cheia histórica do rio Madeira, o consórcio Santo Antônio Energia (SAE), responsável pela hidrelétrica, teve de desligar a usina, cortando a operação de cerca de 1.200 MW de potência instalada. De acordo com o consórcio, o desligamento foi provocado pelo rebaixamento do reservatório da usina, por determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), para evitar danos a estruturas provisórias da hidrelétrica de Jirau, localizada acima de Santo Antônio -Valor Econômico, 28/2, Brasil, p.A5.
  A Vale pretende ampliar em 1 bilhão de toneladas a possibilidade de extração nas reservas de minério de ferro existentes na Serra Norte de Carajás, no Pará. O licenciamento ambiental de expansões planejadas pela empresa nas minas N4 e N5 deve garantir essa ampliação. Esse 1 bilhão de toneladas praticamente triplica o volume de reservas hoje liberado para exploração nos "corpos" N4 e N5. Com a nova licença ambiental, chamada de EIA Global, do total de 2,78 bilhões de toneladas, a mineradora estará liberada para explorar 1,6 bilhão de toneladas ou quase 60% das reservas na região. O EIA Global está em análise pelo Ibama e a expectativa da Vale é que seja concedido no segundo semestre deste ano Valor Econômico, 28/2, Empresas, p.B4.
  
 

Água

 
  A ANA (Agência Nacional de Águas) e o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), do governo estadual, ordenaram a redução do volume de água do Sistema Cantareira usado pela Sabesp para abastecer 8,8 milhões de pessoas na Grande São Paulo. Na prática, a decisão tornará inevitável um racionamento. O sistema Cantareira está operando no pior nível de sua história. Ontem, a capacidade da represa atingiu 16,6%. reservatórios do Cantareira. O temor é que haja colapso no sistema - com prejuízo inclusive ao abastecimento no interior paulista, como em Campinas e Piracicaba FSP, 28/2, Cotidiano, p.C1.
  Em meio a uma campanha pela redução do consumo de água, a Sabesp levou seis dias para consertar um vazamento na região central de São Paulo, segundo moradores. O caso ocorreu na rua Batista Caetano, na Aclimação. O bairro é um dos abastecidos pelo sistema Cantareira. Moradores relatam que vinham reclamando do vazamento de água desde o dia 22. A Sabesp, que tem um prazo de 48 horas a partir do registro da reclamação para solucionar o problema, afirma que ele foi resolvido ontem, mas não disse quando recebeu a primeira queixa FSP, 28/2, Cotidiano, p.C1.
  "Ainda que 100% do esgoto doméstico da Grande São Paulo fosse tratado devidamente, o descarte clandestino de efluente industrial traria à região poluição equivalente àquela que toda a população da Região Metropolitana de Paris (12 milhões de habitantes) gera com o seu esgoto doméstico. Recente estudo elaborado pelo Grupo de Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais da Fundação Getúlio Vargas indica que o total de efluentes líquidos industriais descartados na Região Metropolitana de São Paulo é de 2,7m3/s ou 9,7 milhões de litros a cada hora. É volume suficiente para encher em um dia aproximadamente dois lagos do parque Ibirapuera", artigo de Gesner Oliveira e Fernando Marcato FSP, 28/2, Tendências/Debates, p.A3.
  
 

Geral

 
  O nível de armazenamento dos reservatórios das Regiões Sudeste e Centro-Oeste terminou a última quarta-feira abaixo de 35% pela primeira vez desde 2001. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o nível estava em 34,9% na quarta-feira. O nível dos reservatórios do Sudeste ainda não está no patamar do fim de fevereiro de 2001, ano de racionamento, quando terminou em 33,45%, mas especialistas do setor já afirmam que é preciso ações de incentivo à economia voluntária de energia FSP, 28/2, Mercado, p.B18; OESP, 28/2, Economia, p.B9.
  A queda no nível do Rio Tietê em razão da falta de chuvas já reduziu em um terço a capacidade dos comboios que transportam cargas pela Hidrovia Tietê-Paraná, no Estado de São Paulo. O "apagão" ocorre num momento em que a safra de grãos no Centro-Oeste do País atinge o ponto máximo. Um grande volume de soja e milho foi transferido para a rodovia e representa mais 133 caminhões por dia chegando ao Porto de Santos. Além da falta de chuvas, concorre para o agravamento nas condições da hidrovia o uso da água para geração de energia elétrica nas usinas de Três Irmãos e Ilha Solteira. Para atender a um aumento recorde no consumo de energia, o Operador Nacional do Sistema (ONS) usa mais água na geração OESP, 28/2, Economia, p.B9.
  "Em nosso país temos o exemplo estarrecedor da desinformação sobre agrotóxicos. Há estimativas de que cada brasileiro consome, em média, 5,3 litros de substâncias que podem contaminar o leite materno, causar distúrbios hormonais, câncer de mama e de próstata, entre outros males. É evidente que há controle econômico das informações. Afinal, a venda de agrotóxicos alcançou, em 2010, US$ 7,3 bilhões. O Brasil é campeão, consome 20% do agrotóxico produzido no mundo. É o paraíso dos grandes laboratórios, que aqui vendem vários produtos proibidos na Europa e EUA", artigo de Marina Silva FSP, 28/2, Opinião, p.A2.
  
 
Imagens Socioambientais

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