quinta-feira, 23 de outubro de 2014


Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Água, Áreas Protegidas, Energia, Povos Indígenas
Ano 14
23/10/2014

 

Povos Indígenas

 
  Foram três anos, 150 dias e mais de 700 horas de aula. O último dos seis módulos da I Formação em Gestão Territorial do Xingu terminou nesta terça-feira (21) no Diauarum, Polo base do Parque Indígena do Xingu (PIX), em Mato Grosso, com a apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) dos alunos Blog do Xingu/ISA, 23/10.
  
 

Áreas Protegidas

 
  O chefe da Área de Proteção Ambiental (APA) de Petrópolis (RJ), Sérgio Bertoche, disse ontem que cerca de 1.500 hectares de mata destruídos por incêndios não poderão dar lugar a pastos, plantações ou qualquer tipo de construção. Segundo ele, a área será embargada para evitar que proprietários usem terrenos dentro da APA para outros fins. O fogo que atingiu a Região Serrana nas últimas duas semanas consumiu 5.500 hectares de florestas. Quase metade desse total fica na APA de Petrópolis O Globo, 23/10, Rio, p.26.
  
 

Água

 
  O Tribunal de Contas da União (TCU) vai investigar a responsabilidade de órgãos do governo federal pela crise da falta de água. O órgão quer saber se o Ministério do Meio Ambiente e a Agência Nacional de Águas (ANA) adotaram medidas preventivas e planos de contingência necessários para evitar ou, ao menos, diminuir as consequências da seca no País. Caso seja encontrada alguma irregularidade, o tribunal pode impor aos gestores o pagamento de multa e ressarcimento de valores OESP, 23/10, Metrópole, p.A22; FSP, 23/10, Cotidiano, p.C6.; O Globo, 23/10, País, p.6.
  Dois meses após o acordo entre os governos federal e paulista para aumentar a liberação de água da Represa Jaguari para o Rio Paraíba do Sul, o nível do reservatório que pode ser usado para socorrer o Sistema Cantareira caiu 60%. Desde 20 de agosto, quando a Cesp elevou de 10 mil para 43 mil litros por segundo a descarga de água na Usina Jaguari, em São José dos Campos, a represa perdeu 179 bilhões de litros, volume superior ao da Represa do Guarapiranga (na capital) cheia, chegando ontem a 14,9% da capacidade OESP, 23/10, Metrópole, p.A24.
 
Com 163 municípios de Minas Gerais em situação de emergência por causa da seca, a Copasa - companhia de saneamento do estado - veiculou na televisão, em horário nobre, propaganda sobre a necessidade de a população economizar água, que encerrava com o alerta: "Água. Se não economizar, vai faltar". O governo de Minas busca se antecipar à gravidade maior do problema para evitar que falte água aos moradores do estado O Globo, 23/10, País, p.6.
  Três promotores de Justiça de Itu pediram ao procurador-geral de Justiça, Márcio Elias Rosa, intervenção estadual na cidade e uma ação contra o prefeito Antonio Luiz Carvalho Gomes (PSD), o Tuíze, por crime de responsabilidade diante da crise de falta de água. O Ministério Público Estadual quer responsabilizá-lo, civil e criminalmente, pelo desabastecimento, que completará um ano em novembro e tem causado protestos em Itu. A Justiça de São Paulo aumentou de R$ 200 para R$ 500 o valor da multa que a Prefeitura de Itu, a concessionária Águas de Itu e a Agência Reguladora de Águas do município terão de pagar por cada ponto residencial ou comercial que ficar por mais de 48 horas sem receber abastecimento de água OESP, 23/10, Metrópole, p.A23.
  A relatora da ONU que criticou o governo paulista pela crise de abastecimento de água disse ter sido surpreendida pelo ofício enviado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, cobrando retratações da entidade. Em agosto, a portuguesa Catarina Albuquerque declarou acreditar que o governo paulista não tinha feito os investimentos necessários para evitar a atual crise. "Minhas preocupações não são os governos, são as pessoas. Isso faz parte do cargo que ocupo. Eu não retiro nada daquilo que eu disse. O que eu disse, poderia dizer sobre qualquer país do mundo [que passe por um contexto de seca]", afirmou ontem FSP, 23/10, Cotidiano, p.C6; O Globo, 23/10, País, p.6.
  
 

Energia

 
  Os reservatórios das hidrelétricas da Região Sudeste/Centro-Oeste devem fechar o mês de outubro com o menor nível dos últimos 14 anos, em 19%. Nesse ritmo, até meados de novembro, o volume médio de água armazenado nas represas alcançará 16% - número considerado bastante baixo na avaliação de especialistas e técnicos do setor. Quanto menor o nível dos reservatórios, menor o rendimento da usina, que gasta mais água para produzir a mesma quantidade de energia elétrica -OESP, 23/10, Economia, p.B8.
  acionamento constante das termelétricas para garantir a oferta de energia e preservar minimamente os reservatórios das hidrelétricas está levando essas usinas à exaustão operacional. Para evitar panes, processos de manutenção e de troca de peças, até então planejados para ocorrer apenas daqui a sete ou oito anos, passaram a ser feitos a toque de caixa, sob pena de uma súbita parada dessas usinas térmicas OESP, 23/10, Economia, p.B9.
  A Petrobras ameaça suspender o fornecimento de gás natural para o Amazonas, o que pode deixar Manaus e outros municípios do Estado sem energia elétrica. Em carta datada de segunda-feira (20), a BR Distribuidora, braço da petroleira, informa que caso não haja "solução amigável" para a quitação da dívida pela Amazonas Energia e Eletrobras até amanhã (24), a Petrobras suspenderá o fornecimento de gás à distribuidora Cigás. Por meio de uma nota, a petroleira afirma que "o suprimento de gás natural está garantido, visto que o fornecimento se dará pelo pré pagamento do gás, até que sejam concluídas as negociações" FSP, 23/10, Mercado Aberto, p.B2.
  "Não é só a obra da hidrelétrica de Belo Monte (PA) que se acha em atraso. Ao menos outras quatro usinas menores seguem pelo mesmo caminho acidentado. O exemplo mais gritante é o da hidrelétrica Baixo Iguaçu, no rio de mesmo nome no Paraná. As obras da usina de 350 MW foram sustadas há mais de quatro meses, por força de uma liminar da Justiça federal que cassou a licença ambiental de instalação do projeto. Os outros três casos são os das usinas Colíder (MT), Salto Apiacás (MT) e São Roque (SC). Na Amazônia, também está atrasado o cronograma das hidrelétricas Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, respectivamente 63 e 239 dias. O padrão, portanto, se repete em toda parte", editorial FSP, 23/10, Editoriais, p.A2.
  
 

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