quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016


Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Água, Amazônia, Biodiversidade, Cerrado, Chaco, Licenciamento Ambiental, Mineração, Mudanças Climáticas, ONGs, Poluição do Ar, Povos Indígenas, Política Socioambiental
Ano 15
10/02/2016


 

Direto do ISA

 
  Dos 15 municípios do estado, 13 decretaram situação de emergência por conta da estiagem. 70 mil pessoas já foram afetadas diretamente - Direto do ISA, 5/2.
  Criado em 1965, o Projeto iniciou suas atividades no Parque Indígena do Xingu (PIX) e se tornou exemplo na imunização e atendimento médico dos povos indígenas - Blog do ISA, 5/2.
   
 

Mudanças Climáticas

 
  Os efeitos do aquecimento global até 2100 já foram alvo de diversos estudos, mas a comunidade internacional pouco discute o que pode acontecer a partir de então. Uma nova pesquisa publicada na revista "Nature Climate Change", porém, faz um diagnóstico catastrófico sobre os impactos das mudanças climáticas para os próximos séculos. A permanência do carbono já existente na atmosfera, além do impacto de novas emissões, pode elevar o nível dos oceanos em 25 metros nos próximos mil anos. As consequências seriam sentidas no mundo inteiro. Moradores de metrópoles como Nova York, Londres e Rio de Janeiro seriam obrigados a deixar suas casas - O Globo, 9/2, Sociedade, p.21.
  A indústria da aviação internacional concordou, pela primeira vez, com um pacote de regras para frear as emissões de dióxido de carbono das aeronaves. A proposta tem por objetivo limitar esta que é uma crescente fonte de gases do efeito estufa. Hoje, o transporte aéreo responde por mais de 3% das emissões globais de dióxido de carbono, mas analistas acham que o volume de gases emitidos por aeronaves pode triplicar até meados deste século, devido a um esperado aumento na quantidade de viagens nas próximas décadas. O acordo foi anunciado segunda-feira, em Montreal, no Canadá, onde 170 especialistas participaram de um encontro da Organização Internacional de Aviação Civil - O Globo, 10/2, Sociedade, p.20.
  Diretor-executivo da ActionAid, Adriano Campolina defende, em entrevista, que o aquecimento global e a situação nas favelas estão interligados e destaca as crescentes "tragédias silenciosas", que dizimam as populações pobres e forçam sua migração para locais onde não têm direitos reconhecidos. "Os pobres serão as primeiras vítimas das mudanças climáticas porque são eles que ocupam os territórios mais vulneráveis aos eventos extremos, como a beira de rios, a encosta de morros, as áreas do semiárido com menor disponibilidade de água. Em todos os países do mundo, as melhores áreas para a agricultura e os terrenos mais seguros da cidade são ocupados por pessoas de maior poder aquisitivo", disse - O Globo, 6/2, Sociedade, p.25.
   
 

Mineração

 
  A população de Pindamonhangaba (SP) ficou sem água por causa do acidente na barragem de rejeitos de mineração próxima ao rio Paraíba do Sul, ocorrido na sexta-feira, 5. A mancha formada pela lama com areia, alumínio e ferro impede o abastecimento de aproximadamente 160 mil moradores. Segundo a Sabesp, não há previsão para a retomada do tratamento de água na cidade. Desde o acidente, foram coletadas amostras de água em São José dos Campos, que também interrompeu o abastecimento e deixou a população sem água por dois dias - OESP, 10/2, Metrópole, p.A14; OESP, 7/2, Metrópole, p.A13; O Globo, 7/2, País, p.7.
  A Polícia Civil de Minas Gerais vai indiciar por homicídio a direção da mineradora Samarco por 19 mortes ocorridas no rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, no dia 5 de novembro do ano passado. Até o momento foram confirmadas as mortes de 17 pessoas. Porém, o delegado Rodrigo Bustamante afirmou que as duas pessoas que estão desaparecidas, pelo tempo decorrido, também serão incluídas no indiciamento. Conforme o delegado, falta apenas decidir se o indiciamento será por dolo, quando há intenção de matar, ou culposo, quando não há a intenção, mas assume-se o risco de que isso ocorra - OESP, 6/2, Metrópole, p.A18; O Globo, 6/2, País, p.8; FSP, 6/2, Cotidiano, p.B4.
   
 

Geral

 
  Sem conseguir entregar a pavimentação da BR-163, o governo decidiu agora assumir um compromisso bem mais complicado: construir uma ferrovia de 1.140 quilômetros, estimada em R$ 10 bilhões, bem ao lado do traçado da estrada. O plano prevê que os trilhos comecem a ser lançados em Lucas do Rio Verde, no coração da soja do Mato Grosso, e avancem rumo ao norte do País, até chegarem em Itaituba, no Pará, onde está em construção um polo logístico, nas margens do Rio Tapajós - OESP, 10/2, Economia, p.B1.
  Em Mariana (MG), a poucos quilômetros da área arrasada pelo maior desastre ambiental da história do Brasil, cientistas identificaram uma espécie de anfíbio até então desconhecida pela ciência. Para sorte da Sphaenorhynchus canga, uma perereca de pele verde-translúcida e apenas 3 cm de comprimento, o "mar de lama" que vazou das barragens de mineração da empresa Samarco no ano passado inundou áreas de vales, enquanto o habitat natural do bicho é mais alto, em torno de 900 m acima do nível do mar. Isso não significa, porém, que a espécie esteja totalmente imune aos impactos da mineração - FSP, 7/2, Ciência, p.B11.
  "Quando se fala em desmatamento, como a mata atlântica já foi para o saco, a Amazônia ocupa o foco das atenções. Mas está na hora de voltar os olhos para o Chaco. Com cerca de 1,3 milhão de quilômetros quadrados, é uma das principais regiões ecológicas da América do Sul. Em tamanho, fica entre a mata atlântica (1,1 milhão de km²) e o cerrado (2 milhões de km²). Argentina, Paraguai e Bolívia dividem esse domínio localizado entre o Pantanal, a leste, e os Andes, a oeste. É um mosaico de ecossistemas, com áreas de savana similares ao cerrado e também florestas, hoje muito ameaçadas. E o vetor de desmatamento por lá, como no cerrado brasileiro, é a soja", artigo de Marcelo Leite - FSP, 7/2, Ciência, p.B11.
  Um amplo estudo financiado pela Fundação Europeia do Pulmão faz um alerta para mulheres grávidas que moram perto de rodovias ou de outras áreas onde há intensa poluição do ar causada pelo trânsito de carros. Segundo a pesquisa, essa proximidade aumenta em 25% o risco de a criança desenvolver asma antes dos 5 anos de idade - O Globo, 9/2, Sociedade, p.21.
  O governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão quer usar os recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam) para socorrer as aposentadorias da previdência fluminense, que tem um déficit de R$ 12 bilhões previsto para este ano. Ele garante que o dinheiro será reposto pelo Tesouro estadual, contudo, a proposta, já enviada à Assembleia Legislativa é alvo de críticas de deputados. Eles afirmam que a destinação dos recursos será desvirtuada e que o Palácio Guanabara não terá caixa para garantir os investimentos em meio ambiente. Prejudicado pela queda na arrecadação de royalties, o Fecam perdeu 30% dos recursos em 2015, se comparado com o ano anterior - O Globo, 9/2, Rio, p.7.
  "Antes da crise econômica, as ONGs em larga medida dependiam de financiamento público. Mas, em vista do impacto internacional sobre as economias, as ONGs buscaram outros meios de financiamento para seus projetos, por exemplo, indo às empresas. No entanto, as empresas também fizeram cortes. As ONGs começaram a buscar financiamento de pessoas físicas. É imperativa a redefinição dos modelos de negócio das ONGs. Com a crise, nasceu a concorrência. Cada ONG precisa aprimorar-se naquilo que a torna diferente, no que a torna digna de sobreviver. E, naturalmente, aprender a agruparem-se, formando alianças de colaboração e redes entre si para aumentar suas chances", artigo de Joan Fontrodona - Valor Econômico, 10/2, Opinião, p.A9.
  "Em artigo publicado na Folha, o dr. Vicente Andreu, diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), refere-se ao Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica) como uma instituição que, desde 2014, vem passando por um contínuo esvaziamento do poder regulatório, submetendo-se aos interesses da Sabesp. O fato de o Daee ter concordado com a contraproposta da ANA, de retiradas inferiores às solicitadas pela concessionária, demonstra a autonomia dos órgãos gestores, ANA e Daee, e não a submissão aos interesses da Sabesp", artigo de Ricardo Borsari - FSP, 10/2, Tendências/Debates, p.A3.
   
 
Imagens Socioambientais
    

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