domingo, 30 de novembro de 2014

A LEI DA ÁGUA (NOVO CÓDIGO FLORESTAL)

O “A Lei da Água (Novo Código Florestal)” é um projeto audiovisual dedicado a esclarecer questões referentes às mudanças no Código Florestal Brasileiro. O filme conta com a colaboração de cientistas e parlamentares para integrar o Amicus curiae da Ação Direta de Inconstitucionalidade da lei N° 12651 no Supremo Tribunal Federal. A cima de tudo, o projeto “A Lei da Água” assume um compromisso com sociedade brasileira, mostrando como a lei ambiental afeta a vida de cada cidadão.
Afinal, todos necessitam de água limpa em quantidade; produtores rurais, consumidores urbanos, animais e até mesmo empresas de geração de energia hidroelétrica. A qualidade e a quantidade da água está diretamente relacionada a legislação ambiental: um conjunto de normas que definem quais áreas de uma propriedade rural devem ser mantidas com a vegetação nativa, cultivadas ou restauradas. A linguagem cinematográfica facilita o esclarecimento das questões técnicas relativas a legislação.
O documentário busca opiniões diversas e muitas vezes contrarias sobre o tema, que é complexo, pois nem sempre pode-se aferir com precisão os bens difusos da sociedade, como por exemplo: qualidade da água, ar e fertilidade do solo. As florestas são importantes não somente para a preservação da água e do solo, mas também são vitais para a produção de alimentos que necessitam da ação de polinizadores, tal como o café, o feijão, o milho e a soja.
Portanto, busca-se exemplos práticos; o filme da voz a agricultores; apresenta técnicas agrícolas sustentáveis bem sucedidas e casos onde a degradação ambiental exacerbada impede a continuidade de qualquer tipo de cultivo ou criação de animais. Ou seja, o termo: “área degradada”, quer dizer que a área em questão já não possui absolutamente mais nenhuma utilidade para a sociedade.
Conhecimento e informação são essenciais para o estimulo a uma produção rural sustentável. Bem como, políticas agrícolas coerentes com as necessidades e problemas enfrentados dia a dia pelos brasileiros. E porque não dizer; seres humanos.

O DIA EM QUE FALTOU ÁGUA NA TORNEIRA


por João Paulo Capobianco e Pedro Roberto Jacobi*
torneira agua ecod O dia em que faltou água na torneira
Foto: Pedro França/Agência Senado
Em um dia comum, previsto para ser como tantos outros, um cidadão acorda e, como de costume, vai escovar os dentes. Abre a torneira e cadê? Abre o chuveiro e cadê? Vai para a cozinha e nada de água na torneira. Será que não pagou a conta de água?, pensa ele. Não, não é possível, a conta de água está no débito automático, reage. Será alguma obra na rua?, indaga.
Nada disso, o inimaginável aconteceu: acabou a água na cidade de São Paulo e não houve nenhum alerta. Os cidadãos não foram informados.
Essa situação, que mais parece um desses recentes filmes de ficção que tratam dos riscos de um futuro apocalíptico que ronda a humanidade, aconteceu de verdade em São Paulo, uma das maiores metrópoles do mundo.
Mas, afinal, o que explica essa dramática situação a que chegamos, e que põe milhões de pessoas em situação de enorme vulnerabilidade?
A partir de fevereiro de 2013, notícias sobre uma provável crise sem precedentes no abastecimento de água em São Paulo passaram a ocupar espaço cada dia mais relevante nos veículos de imprensa, até se tornarem destaques nas manchetes, quando a questão assumiu contornos políticos, de mobilização social e repercussão internacional.
A maior parte das matérias, no entanto, não se aprofundou na análise dos fatos, repercutindo quase que executivamente a visão de representantes dos órgãos públicos que insistem em atribuir à estiagem a principal causa do problema.
Diante disso, para o público em geral, o que prevalece é associação do foco da crise hídrica com a falta de chuva, sem que se perceba que os fatores que contribuem para o desabastecimento são anteriores a essa fase de estiagem severa pela qual estamos passando.
Fatores como poluição dos rios e mananciais urbanos; desmatamento; falta de planejamento no uso dos reservatórios existentes e na construção de novos; falta de manutenção no sistema de abastecimento de água, gerando enormes perdas; desperdício; reduzida capacidade de planejamento e poder de coordenação institucional; e falta de investimentos em infraestrutura de água e saneamento não estão sendo apresentados como elementos que constituem as verdadeiras causas da crise hídrica.
O fato é que a forma exaustiva de se apropriar da água de nossos mananciais ultrapassou em muito a capacidade natural, levando ao uso do que equivocadamente passou a ser chamado de “volume morto” –o que deveria ser chamado de “volume vivo” dos reservatórios–, pois é nele que sobrevive a biota aquática essencial para a manutenção da qualidade da água quando as chuvas voltarem. Agindo desta forma, o poder público está deliberadamente esgotando nossos reservatórios e escondendo a crise da população.
Isso revela, além da inconsistência nas mais elementares práticas de governança de um recurso natural vital, o fato do governo estadual não ter transparência nem diálogo efetivo com a população. Ao invés de esconder a gravidade da situação, deveria estar apresentando propostas objetivas de gestão da crise, enfrentando os problemas acima elencados e promovendo a corresponsabilização dos cidadãos, no sentido de convocar e comprometer a todos em um real esforço redução do consumo, parte fundamental da solução.
Entendemos que a transparência na apresentação das informações e das ações que estão ao alcance do cidadão é o principal meio de sensibilizar a população e é a forma mais eficaz para esse momento emergencial. A transparência gera a conscientização, a sensibilização e estimula o esforço de todos no uso racional e sustentável da água.
O maior desafio é avançar em ações que promovam a cooperação, a solidariedade e, principalmente, a percepção de que a água será um bem cada vez mais escasso, o que exigirá mudanças radicais na forma de tratar os mananciais, reservatórios, e sistemas de distribuição, além dos hábitos e práticas de consumo.
Uma coisa é certa: a chuva não acabará com a crise.
João Paulo Capobianco, 57, é biólogo e presidente do Conselho Diretor do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS). Pedro Roberto Jacobi, 64, é professor titular do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP.
** Publicado originalmente no site Folha de S. Paulo.
(Folha de S. Paulo) 

FAUNA BRASILEIRA : Projeto Arara Azul estima nascimento de 50 filhotes até o fim do ano

30 de novembro de 2014 

Período de reprodução sofreu mudanças devido a condições climáticas no Pantanal – Luciano Candisani
Período de reprodução sofreu mudanças devido a condições climáticas no Pantanal – Luciano Candisani
Com aproximadamente um mês para o fim de 2014, o Projeto Arara Azul já contabiliza resultados positivos na reprodução da espécie considerada um dos ícones da fauna brasileira. De 455 ninhos cadastrados no Pantanal, o número saltou para 599. Nos últimos quatro meses – de agosto a novembro – foram contabilizados 55 ovos de araras-azuis em 94 ninhos monitorados. Desses, 30 já eclodiram e estão no estágio de filhotes. Entre eles está a pequena arara-azul do ninho apadrinhado pela Anhanguera-Uniderp.
De acordo com a coordenadora do curso de Ciências Biológicas e Pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade, Luciana Paes de Andrade, a instituição reforçou mais uma vez a parceria de 20 anos com o Instituto Arara Azul dando suporte às pesquisas que combateram o risco de extinção, evidente na década de 1980. “Além dos trabalhos no Projeto realizados desde 1994, a universidade adotou um ninho há alguns meses e já foram realizados cinco monitoramentos. Recentemente, recebemos a notícia do nascimento de uma arara-azul e estamos comemoramos os resultados positivos na preservação da espécie”, revela.
Geralmente o período reprodutivo da Arara Azul acontece entre julho e janeiro, mas este ano deve se estender até fevereiro ou março de 2015 por conta de um atraso de seis semanas -reflexo das condições climáticas no Pantanal. A bióloga responsável pelo Instituto Arara Azul, professora e pesquisadora da Anhanguera-Uniderp, Neiva Guedes, explica que”existe a perspectiva de observarmos posturas até o mês de dezembro. Só após esse período poderemos avaliar os resultados em relação aos anos anteriores, mas estamos bastante confiantes e animados. Esperamos o nascimento de mais 20 indivíduos até o fim deste ano”.
Atualmente, o Projeto Arara Azul acompanha cerca de três mil aves, que vivem em 599 ninhos cadastrados por 57 fazendas, situadas nas regiões de Miranda, Aquidauana e Bonito, no Mato Grosso do Sul, e nos arredores de Barão de Melgaço, no Mato Grosso.Boa parte dos ninhos está localizada em regiões de difícil acesso, por isso o instituto conta com a ajuda da Fundação Toyota do Brasil, que cedeu picapes Hilux para que as equipes de biólogos transportem suprimentos e equipamentos necessários à realização dos trabalhos de campo.
Já são 25 anos de trabalho em estudos de biologia básica, reprodução, comportamento, habitat, manejo e educação ambiental para a conservação da espécie, que no fim da década de 1980 somava apenas 1.500 indivíduos no Pantanal. Com o Projeto colocado em prática a realidade é outra. Acredita-se que exista mais de cinco mil indivíduos no Pantanal, na área que abrange os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, além da Bolívia. E, para se manter ativo, o Projeto Arara Azul ainda conta com o patrocínio e apoio da Universidade Anhanguera-Uniderp, Fundação Toyota do Brasil, Toyota, Refúgio Ecológico Caiman, Bradesco Capitalização, entre outros.
Adote um Ninho – No dia 19 de novembro, o Instituto Arara Azul iniciou uma nova fase com o lançamento da Campanha “Adote um Ninho”, ação que tem o objetivo de fortalecer o projeto em prol da preservação da espécie por meio das pesquisas e do monitoramento de ninhos naturais e artificiais. O apadrinhamento também proporciona o apoio à manutenção da biodiversidade do Pantanal: tanto as araras-azuis como várias outras espécies que ocupam as mesmas cavidades. A iniciativa comemora 25 anos e, desde 1994, conta com o apoio da Universidade Anhanguera-Uniderp.
A primeira edição do “Adote Um Ninho” funcionou como projeto piloto e, com grande sucesso, reunindo padrinhos famosos como Ziraldo, Carlos Saldanha, Luan Santana, Gabriel Sater, Michel Teló, Chitãozinho e Xororó e vários empresários.
“Estou bastante satisfeita e feliz por ver o quanto as pessoas se importam com nosso trabalho. O reconhecimento pela credibilidade ao projeto dá uma sensação de dever cumprido. Já colhemos muitos resultados positivos, mas ainda há muito a ser feito e, para isso, precisamos do engajamento da sociedade”, destaca Neiva Guedes, bióloga, coordenadora do Projeto Arara Azul e professora doutora do Programa de Pós Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Universidade Anhanguera-Uniderp.
Para adotar um ninho, o interessado deve ler o regulamento, preencher a ficha de inscrição e assinar o contrato de doação, bem como o termo de compromisso e responsabilidade. O padrinho, ou madrinha, também passará por um Curso de Preparação para Adoção onde aprenderá sobre o monitoramento dos ninhos e como serão enviadas as informações, além de explicar a importância deste trabalho e qual a diferença entre ninhos naturais e artificiais. O padrinho também poderá batizar o filhote com um nome. A ave será acompanhada até o momento de seu voo e receberá uma anilha com numeração exclusiva e um microchip. Todas as informações serão encaminhadas ao adotante, em seu relatório final,junto com um Certificado de Adoção.

JECEABA (MG) : Polícia ambiental apura mortandade de peixes no Rio Paraopeba

30 de novembro de 2014 

(Foto: reprodução)
(Foto: reprodução)
A Polícia Ambiental de Conselheiro Lafaiete ainda aguarda o resultado da análise das águas do Rio Paraopeba para determinar a causa da mortandade de peixes, registrada no dia 27 de outubro, na cidade de Jeceaba. A previsão é que as observações estejam completas no prazo de 20 dias.
De acordo com o sargento Carlos Eduardo, logo que os militares compareceram nas localidades denominadas Bananal e Cachoeira do Salto, a fim de verificar o caso, hou­ve uma fiscalização. Foi observado que a água encontrava-se turva, com grande quantidade de garrafas plásticas. Ele acrescentou que a morte de peixes ocorreu apenas no Rio Paraopeba e em nenhum dos afluentes houve o mesmo fenômeno.
O sargento explicou que ocorreu uma vistoria pelo Núcleo de Emergência Ambiental da Secretaria de Estado de Meio-Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). “Foi observado excesso de plantas aquáticas ao longo do Rio Paraopeba e ocorrência de chu­vas anterior ao evento. Os fatos podem ter influenciado as alterações repentinas na qualidade das águas que se encontram reduzidas devido ao período de estiagem. O registro da ocorrência pela Polícia Ambiental foi direcionado a Delegacia de Polícia Civil, ao Ministério Público e à Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam).

BOMBINHAS (SC) : Homem registra encontro com golfinho gigante

30 de novembro de 2014

Tripulantes de um iate registraram um encontro com uma falsa-orca em Bombinhas, nas proximidades da Ilha do Macuco. O animal, que nadava paralelo à embarcação, aparece nas imagens feitas pelo marinheiro Rubens Fernandes, o Binho. (Veja o vídeo)
O encontro ocorreu há cerca de 10 dias. Cuidadoso, ele desligou o iate para evitar que a falsa-orca se assustasse e ela retribuiu dando um show de simpatia.
Facilmente confundida com uma baleia, dado o tamanho, a falsa-orca é na verdade uma espécie de golfinho, explica o professor Jules Soto, curador do Museu Oceanogreáfico da Univali, que viu as imagens e identificou a espécie.
Segundo ele, o animal ocorre ao longo da costa brasileira e não chega a ser raro, mas não é comum de se avistar por aqui. Pode chegar aos seis metros de comprimento e pesar até 1,6 tonelada.
(Imagem: reprodução)
(Imagem: reprodução)
Fonte: Guarda-Sol


MATANÇA : Duzentos periquitos são encontrados mortos em avenida de Manaus e população faz protesto

0 de novembro de 2014 

(da Redação da ANDA)
Caso ocorreu na manhã de quinta-feira (27) (Foto: Patrick Mota/Amazonas FM)
Caso ocorreu na manhã de quinta-feira (27) (Foto: Patrick Mota/Amazonas FM)
Cerca de 200 periquitos foram encontrados mortos no meio-fio da avenida Efigênio Sales, situada na cidade de Manaus (AM), na quinta-feira (27). Quarenta aves foram recolhidas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) para serem submetidas a exame toxicológico, que apontaria se foram vítimas de envenenamento No entanto até o momento o órgão nao divulgou laudo e afirma não haver previsão para os resultados ficarem prontos. Uma das aves foi recolhida ainda com vida do local, mas morreu horas depois.
Uma testemunha, que não quis ser identificada, relatou ao G1 ter visto na noite da quarta-feira (26) um homem mexendo na árvore e no chão próximo ao local onde os animais foram posteriormente encontrados. Ela afirmou acreditar que se tratasse de veneno.
A técnica de enfermagem Janete Fernandes, 60, que mora na área há três anos, também  acredita ser um caso de envenenamento. Para ela, o canto dos pássaros, pela manhã, chega a incomodar alguns vizinhos.
Técnicos recolheram aves mortas para a realização de testes (Foto: Ipaam/Divulgação)
Técnicos recolheram aves mortas para a realização de testes (Foto: Ipaam/Divulgação)
Para o aposentado Omar Encarnação, 61, que também acredita na possibilidade de envenenamento, uma multa deveria ser aplicada aos responsáveis. “Em Belém, onde moro, durante o Círio de Nazaré, por causa dos fogos, o órgão de proteção ao meio ambiente aplica uma multa de cinco reais por pássaro encontrado morto. Aqui, deveriam fazer a mesma coisa, esses pássaros estão aqui muito antes de nós”, disse o turista.
Pássaros mortos estavam na via e no meio-fio da avenida (Foto: Diego Toledano/G1 AM)
Pássaros mortos estavam na via e no meio-fio da avenida (Foto: Diego Toledano/G1 AM)
Árvores com telas contra pássaros
Os animais mortos foram encontrados nas proximidades do Condomínio Residencial Ephygênio Salles, onde, em janeiro de 2012, telas de proteção foram instaladas nas copas de palmeiras situadas em frente ao local.
Em 2012, tela foram colocadas nas palmeiras (Foto: Tiago Melo)
Em 2012, telas foram colocadas nas palmeiras
(Foto: Tiago Melo)
Na época, o chefe da fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Wellington Alzier, havia informado que a tela de proteção impedia que aves, que todos os dias pousam no local, destruíssem as copas das palmeiras.
A ação foi repudiada por representantes de ONGs de proteção dos animais. Na ocasião, a Semmas informou ainda que, após um mês, seria realizada a retirada das telas para verificar se as aves retornariam ao local ou se já estariam utilizando outras áreas como dormitório. Após dois anos, as telas permanecem nas palmeiras.
O biólogo e ornitólogo Mario Cohn-Haft afirmou que as palmeiras são procuradas pelos periquitos de asa branca porque elas oferecem proteção. “É mais seguro de predadores, de cobras, porque não existem conexões entre as copas. Os pássaros fazem esforço para achar um lugar seguro para dormir e alguns ficam em grupo porque as chances de se defender são maiores”, comentou.
Em 2012, o analista ambiental do Núcleo de Fauna do Ibama, Robson Esteves, disse que o órgão foi “apenas consultado” pelos moradores do condomínio, que pediram medidas para afugentar os periquitos. Esta solicitação foi negada pelo órgão.
Protesto exige responsabilização das autoridades
Neste sábado, 29, centenas de pessoas se reuniram no local onde as aves foram encontradas mortas para uma manifestação que buscou, a princípio, chamar atenção das autoridades. Mas, ao final da tarde, os ativistas conseguiram acionar o Corpo de Bombeiros que, após verificarem que algumas aves estavam pressas nas redes de proteção das palmeiras, desfizeram os nós dessas redes e as libertaram. Havia vários animais presos dentro dessas redes e muitos já estavam mortos. Os que estavam vivos aparentavam estar debilitados.
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Ativistas exigem justiça pela morte de 200 periquitos em Manaus (Foto: Diego Alencar)
A bióloga Raimunda Ferreira, de 40 anos, disse que o local onde as aves costumam ficar é originalmente uma Área de Proteção. “O caso repercutiu de forma muito rápida. É revoltante. Depois que soubemos, queremos uma punição. Poderíamos estar em casa, mas isso não pode passar em branco”, afirmou a bióloga que veio em um grupo de 10 pessoas.
Pássaros continuam sendo encontrados mortos. Ativistas exigem providências das autoridades (Foto: Diego Alencar)
Pássaros continuam sendo encontrados mortos. Ativistas exigem providências das autoridades (Foto: Diego Alencar)
Segundo Diego Alencar , presidente da organização não governamental UPA – União de Política Animal, a justificativa para as mortes seria o “barulho” que as aves supostamente faziam todos os dias. A ONG exige que as autoridades ambientais competentes se manifestem oficialmente sobre a morte desses animais. Além disso, também cobra que a Prefeitura assuma sua responsabilidade quanto à fauna como um todo, pois tem se mostrado muito omissa quanto aos atos de violência envolvendo animais.
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Ativistas exigem investigação e providências para o crime (Foto: Diego Alencar)
Diego ainda reitera que a UPA e demais ativistas de Manaus exigem a criação do Instituto Municipal de Proteção à Fauna, órgão que deverá cuidar exclusivamente das demandas relacionadas aos animais, sejam eles domésticos ou silvestres.
Foi criada uma petição on-line exigindo que Prefeitura de AMnaus e órgao responsáveis apurem e façam justiça neste caso.
Com informações de G1 e A Crítica.

O GRITO DO BICHO - 30/11/2014 - Sheila Moura

sábado, 29 de novembro de 2014

Jovens brasileiros participam da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas em Lima

por Agência Jovem de Notícias
jovens Jovens brasileiros participam da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas em Lima
Os brasileiros vão atuar em conjunto com outros 20 adolescentes e jovens do Peru,  Argentina, Colômbia, Itália, Grécia e Sri Lanka.

Uma delegação de 20 adolescentes e jovens brasileiros vai marcar presença na 20ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP20), que acontece de 1 a 12 de dezembro de 2014 em Lima, no Peru. Por meio de produção e divulgação de textos, fotos, vídeos, intervenções urbanas, eles vão participar da cobertura educomunicativa promovida pela Agência Jovem de Notícias, projeto encabeçado pela ONG Viração Educomunicação. Já a ONG liderada por jovens, Engajamundo, foca sua participação no trabalho de incidência política e advocacy, com o objetivo de influenciar o posicionamento do Brasil e resultados mais ambiciosos para a conferência.
De carácter internacional e em sua quarta edição, o projeto conta com a parceria da Fundação Friedrich Ebert, Rede de Adolescentes e Jovens Comunicadoras e Comunicadores, Rede Mas Vos, Engajamundo, Coletivo Clímax Brasil, Fundación TierraVida,  Província Autônoma de Trento, Associazione Jangada, Universidade de Trento e Centro Europeu Jean Monnet.
Os brasileiros vão atuar em conjunto com outros 20 adolescentes e jovens do Peru,  Argentina, Colômbia, Itália, Grécia e Sri Lanka.
A delegação jovem do Brasil na COP20 também terá o objetivo de incidir na YOUNGO, que é o grupo oficial de jovens dentro da Convenção Quadro de Mudanças Climáticas da ONU, que tradicionalmente não tem representação forte dos países da América Latina e África.
O evento de Lima traz em si um desafio de extrema importância para o mundo: aprovar o rascunho de um novo Acordo Climático Global vinculante – a ser aprovado na COP de Paris, em 2015 -, que redefina os compromissos dos Estados e da comunidade internacional, para reduzir os gases de efeito estufa e implementar políticas de adaptação e mitigação para enfrentar o maior problema global que a humanidade enfrenta: a mudança climática.
Além das delegações oficiais, a COP20 também conta com a participação de representantes de movimentos sociais e organizações não governamentais – ONGs que assumem o papel de pressionarem as tomadas de decisões e garantir que os tratados contemplem as expectativas das pessoas. A Conferência também contará com uma série de eventos paralelos de apresentação de relatórios e pesquisas e de discussão dos mais variados temas que envolvem as Mudanças Climáticas, como agricultura, mobilidade, cidades sustentáveis entre outros.
Pela primeira vez na história das COPs, a sociedade civil está organizando um mega evento paralelo, a Cúpula dos Povos contra a Mudança Climática, que acontece de 8 a 11 de dezembro em um importante parque da capital peruana.
Movimentos e organizações sociais e ambientalistas do Peru e diversos países vão promover atividades autogestionadas, conferências e apresentação de propostas para um modelo de vida que “vá além da ‘economia verde’, que, baseada na lógica capitalista, precifica a Natureza e a mercantiliza com o disfarce de responsabilidade social e ambiental”, diz o comunicado da Comissão Política  Organizadora da Cúpula dos Povos contra a Mudança Climática.
Antes mesmo da COP começar, os jovens já terão uma integração durante a COY10, Conferência da Juventude preparatória para a COP20, organizada pela YOUNGO de 28 a 30 de novembro. Nesse encontro os representantes da Agência Jovem de Notícias vão se unir a outros adolescentes e jovens comunicadores de todo o mundo para juntos planejarem uma cobertura colaborativa e integrada.
Para acompanhar a cobertura jovem da COP20 acesse:  www.agenciajovem.org e www.redmasvos.org. Os conteúdos serão produzidos em português, espanhol, italiano e inglês.
(Agência Jovem de Notícias) 

Envolverde é indicada ao 2º Prêmio Chico Mendes

por Redação da Envolverde
LogoPremioJornalismo pp Envolverde é indicada ao 2º Prêmio Chico MendesA Envolverde é indicada pelo segundo ano consecutivo como melhor site com temática socioambiental, cidadania e sustentabilidade Rio e SP ao Prêmio Chico Mendes de Jornalismo Socioambiental.
A premiação é um reconhecimento à importância da imprensa brasileira na disseminação de conteúdos que promovam a conservação e a proteção ambiental, a promoção humana e a inclusão social.
Os veículos e os jornalistas indicados, dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, concorrem em cinco categorias: melhor Programa de TV nacional, melhor revista, melhor Programa de Rádio, melhor site com temática socioambiental, cidadania e sustentabilidade e melhor Personalidade Comunicação sociambiental do ano. Os nomes estarão disponíveis para votação no site do Instituto Chico Mendes até o dia 2 de dezembro de 2014 pelo link: http://goo.gl/watjgS.
A entrega dos troféus aos melhores em cada categoria, segundo votação do público pela internet, acontecerá em cerimônia de premiação com a presença de todos os indicados. O evento está marcado para dia 3 de dezembro, quarta-feira, às 20h, no Clube Sírio, na Avenida Indianópolis, 1.192 – Planalto Paulista, em São Paulo.
Acesse e vote na Envolverde!
(Envolverde) 

TRÁFICO DE ANIMAIS : Ibama encontra 138 pássaros silvestres dentro de gaiolas em São Francisco do Sul (SC)


29 de novembro de 2014 Pássaros silvestres estavam dentro de gaiolas em rancho no Norte de SC (Foto: Chico Buzzi/RBS TV)

Pássaros silvestres estavam dentro de gaiolas em rancho no Norte de SC (Foto: Chico Buzzi/RBS TV)
Mais de 130 pássaros silvestres foram encontrados dentro de um rancho em São Francisco do Sul, no Norte de Santa Catarina. Os animais foram encontrados na manhã desta quinta-feira (27) em uma propriedade particular na localidade de Peroba, próximo a Rodovia Duque De Caxias. O dono do imóvel, de 58 anos, foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil do município
Animais serão enviados ao Zoo Pomerode (Foto: Chico Buzzi/RBS TV)
Animais serão enviados ao Zoo Pomerode
(Foto: Chico Buzzi/RBS TV)
A operação liderada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) foi deflagrada por volta das 10h30 na propriedade dos donos de um comércio da região. Conforme o órgão, no local foram encontrados 138 pássaros dispersos em gaiolas e dentro de um rancho sem janelas e ventilação. Entre os animais apreendidos estão cerca de 90 tiés-sangue, um papagaio, além de arapongas, tangarás e sabiás pretas.
Para representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o homem afirmou que mantém os pássaros na residência como um “hobby”. O caso foi caracterizado como tráfico de animais pelo instituto. De acordo com o Ibama, após serem recolhidos, os bichos passaram por avaliação veterinária.
Fonte: G1

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

WWF-Brasil coordena a criação de um “Observatório das Águas”

por Redação do WWF Brasil
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Assim como todos os outros recursos naturais, a água deve ser bem gerida para que possa ser utilizada de forma adequada. Foto: © WWF-Brasil/ Zig Koch
A participação da sociedade nas políticas públicas é essencial para que a gestão das águas alcance resultados positivos. Nesse sentido, o WWF-Brasil coordena, com diversos parceiros, a criação de um observatório independente para fiscalizar a capacidade dos governos de administrar os recursos hídricos do país e também para sugerir ações que permitam melhorar continuamente os resultados.
A futura iniciativa ainda está em fase de discussão, mas quando em funcionamento será responsável por monitorar a aplicação da Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei 9.443/97) e contribuir para o fortalecimento do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH). “Passados 17 anos da implementação da Lei 9.443 o desafio de fortalecer e aperfeiçoar o SINGREH ainda é urgente e necessário, basta vermos o problema que atinge São Paulo. A crise da água é uma crise de governança, de gestão. Por isso é muito importante a constituição do observatório porque ele nos permitirá verificar se o Sistema está cumprindo o seu papel”, diz Glauco Kimura de Freitas, coordenador do programa Água para Vida do WWF-Brasil.
Governança e Transparência 
O observatório das águas foi proposto como uma ferramenta de boa governança e discutido por mais de 50 representantes dos Comitês de Bacia numa oficina coordenada pelo WWF-Brasil e pelo Fórum Nacional de Bacias (ENCOB) durante o XVI Encontro Nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas, que aconteceu de de 23 a 28 de novembro em Maceió (AL).
“Nós dos Comitês devemos continuar lutando pela participação da sociedade na gestão das nossas águas e também lutar pela descentralização da administração, que está muito concentrada na esfera federal. É preciso mais participação dos estados e municípios”, diz Gunther Danquimaia, secretário do Comitê de Bacia Hidrográfica do Medio Paraíba do Sul.
“A oficina foi muito produtiva porque tivemos a oportunidade de ouvir e conhecer as necessidades de todos os Comitês de Bacia. Todos ganhamos mais conhecimento e o SINGREH também ganha”, afirmou Rutnei Morato Erica, do Comitê Paraíba do Sul – parte paulista.
* Publicado originalmente no site WWF Brasil.
(WWF Brasil) 

COP 20 : "É HORA DE AGIR"

por Washington Novaes*
COP20 COP 20: É hora de agir
Foto: Observatório do Clima

Que se pode esperar da reunião a ser promovida pela ONU em Lima, no Peru, de representantes de quase 200 países, do próximo dia 10 ao dia 12, para discutir um acordo “vinculante”, no âmbito da Convenção do Clima, em que todos se comprometam a reduzir emissões de poluentes que aumentam a temperatura do planeta? Até aqui, dizem os promotores que pretendem chegar a um “rascunho” do acordo com metas obrigatórias, a ser assinado até o final do ano que vem, em Paris, e que vigore a partir de 2020. Mas, apesar das datas distantes, há certo ceticismo quanto à possibilidade de acordo mesmo para um rascunho, tantas são as divergências entre países industrializados, de um lado, e “emergentes” e “subdesenvolvidos”, do outro, quanto à definição das responsabilidades de cada um na redução (hoje, 1 bilhão de pessoas mais prósperas emitem metade dos poluentes no mundo; 3 bilhões na faixa intermediária, 45%; e 3 bilhões – metade sem energia elétrica – emitem 5%).
Os relatórios do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) são categóricos: é preciso reduzir até 2050 as emissões em 40% a 70% do que são hoje para impedir que a temperatura do planeta suba mais que 2 graus Celsius (já subiu 0,85% em relação ao século 19); e chegar a zero nas emissões até o fim deste século. O último relatório, de 5 mil páginas, foi escrito por 800 cientistas, que reviram os estudos de mais de 30 mil no mundo todo. Por isso o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, é categórico. “A ciência já falou. Não há ambiguidade. É hora de agir”, disse ele na última reunião do IPCC, em Copenhague.
E as tarefas não são fáceis. Em 2030 é preciso emitir 15% menos do que em 2010. É preciso trabalhar imediatamente no reflorestamento para que as áreas recuperadas ajudem na redução de temperaturas; avançar com a eficiência energética, que pode ajudar a reduzir a quantidade de poluentes emitidos na queima de combustíveis fósseis (carvão, óleo, gás) entre 3 bilhões e 7 bilhões de toneladas anuais de dióxido de carbono equivalente. Mas um dos avanços que também se conseguiria com isso seria reduzir os 7 milhões de mortes anuais por causa da poluição do ar (estudo da Organização Mundial de Saúde) na Índia, no Brasil, na China, no México e nos Estados Unidos – além da geração de 7 milhões de empregos nas áreas de energias renováveis. Tudo isso feito, as emissões anuais, que estarão em 47 gigatoneladas de CO2 em 2025, chegariam a 2050 com 22 gigatoneladas (55% menos que em 2012). Se nada for feito, poderemos chegar a 87 gigatoneladas em 2050.
Mas para avançar, calcula sir Nicholas Stern, estudioso respeitado, é preciso investir nos próximas anos nada menos que US$ 90 trilhões (quase 40 vezes o PIB brasileiro). E, pensam os cientistas, eliminar os subsídios ao consumo de combustíveis fósseis, hoje na casa dos US$ 600 bilhões por ano. E seguir nos caminhos de 2012, quando foram investidos cerca de US$ 360 bilhões em programas de eficiência energética, além de US$ 244 bilhões em energias renováveis.
Há quem veja como sinal para otimismo o fato de Estados Unidos e China (que, juntos, emitem 45% do total de poluentes, hoje) haverem firmado acordo pelo qual os norte-americanos se comprometem a reduzir suas emissões entre 26% e 28% até 2025, enquanto os chineses só diminuirão em 20% seu consumo de combustíveis fósseis a partir de 2030. Os mais céticos ironizam as datas. E François Hollande, presidente da França, pede mais pressa, porque um fracasso no acordo global “pode levar à guerra” e à “catástrofe” (Business and Financial News, 7/11). Angela Merkel, a chanceler alemã, pede à Austrália que reveja sua posição contra o acordo: os desastres do clima “não se limitarão a algumas ilhas do Pacífico, atingirão todos os países” (17/11).
Por essas e outras, diz um dos relatórios da ONU (AP, 19/11) que o mundo ainda não está no caminho de evitar os perigos gerados pelas ações humanas; seria preciso baixar as emissões para 42 bilhões de toneladas métricas de CO2 em 2030 – quando as projeções de hoje são para 15 bilhões a 19 bilhões de toneladas acima disso.
Há países já francamente assustados. O Nepal, por exemplo, mostra que a cobertura de gelo em suas montanhas se reduziu em 1.266 quilômetros quadrados em duas décadas – e o abastecimento de água de milhões de pessoas depende dela. Botswana demonstra que secas e inundações estão arrasando o país . O Banco Mundial manifesta preocupação com o que está acontecendo na Groenlândia e na Antártida. Se as temperaturas continuarem a subir, afirma (23/11), o nível dos oceanos poderá elevar-se em até 2,3 metros nos próximos séculos. Colheitas de soja no Brasil poderão baixar 70%; de trigo, 50%. O oeste dos Estados Unidos enfrenta uma sucessão de nevascas (dez pessoas morreram na última). A área dos vinhos na França está sofrendo com calor inédito e tempestades de granizo (Estado, 16/11). Lembra o Peru que em 30 anos os Andes perderam pelo menos 30% da cobertura de gelo.
Não estranha. De janeiro a outubro deste ano a temperatura média global esteve em 14,78 graus Celsius, a mais alta desde 1880, segundo a Agência de Administração Oceânica e da Atmosfera (NOAA), dos EUA. Ou 0,68 grau acima da média do século 20; recorde em cinco dos últimos seis meses.
Dinheiro resolveria, como o do Green Climate Fund, com o qual se espera reunir US$ 100 bilhões anuais para ajudar os países mais pobres e vulneráveis? Mesmo que seja, até agora só reuniu US$ 5 bilhões.
No Brasil, continuamos mergulhados em polêmica. Diz o Observatório do Clima (Estado, 25/11) que em 2013 aumentaram nossas emissões (1,57 bilhão de toneladas de CO2, mais 7,8%); diz o Ministério do Meio Ambiente que a metodologia oficial difere da que é usada nessa medição. Mas é tudo muito preocupante com os números sobre a perda de florestas – que está influenciando no clima, nas chuvas, no abastecimento.
Washington Novaes é jornalista.
** Publicado originalmente no site O Estado de S. Paulo.