quarta-feira, 12 de abril de 2017

Articulação Antinuclear Brasileira lança série de vídeos sobre os impactos locais do nuclear no Brasil


ameaça nuclear - onde está o perigo?

Você sabia que a mineração de urânio tem gerado contaminação de água por radiação no interior da Bahia? E que existem toneladas de lixo radioativo em local de grande circulação de pessoas na capital paulistana? O Brasil tem duas usinas nucleares em funcionamento, uma terceira em construção e lobby constante da indústria nuclear para a construção de outras. Além disso, a fiscalização das demais atividades nucleares é ineficiente. Os impactos que o nuclear teve ou tem em territórios locais estão retratados em uma série de vídeos curtos produzidos pela Articulação Antinuclear Brasileira e Sociedade Angrense de Proteção Ecológica (Sapê), todos estão disponíveis online.
São seis vídeos, com duração de 3 a 7 minutos, sobre os impactos locais do nuclear em Santa Quitéria (CE), Itacuruba (PE), Caetité (BA), Angra dos Reis (RJ), Goiânia (GO) e São Paulo (SP) e um sétimo com uma visão geral dos argumentos para a luta antinuclear no Brasil. Os impactos retratados acontecem por conta da mineração de urânio, seja de minas já instaladas (Caetité), seja de projeto de instalação de mineração (Santa Quitéria); das usinas nucleares instaladas em Angra dos Reis (RJ) ou dos planos de se construir uma nova (Itacuruba). A falta de regulação de outras atividades nucleares e da reparação aos danos à saúde e ao meio ambiente aparecem nos vídeos que tratam da tragédia do Césio 137, em Goiânia, e da contaminação dos trabalhadores e terrenos da Nuclemon, em São Paulo.
Os vídeos foram produzidos a partir de entrevistas com atores importantes da luta antinuclear: ativistas, pesquisadores e estudiosos da área de energia com atuação nacional e também lideranças locais que combatem os efeitos perversos do nuclear em suas comunidades.
Com esse material, a AAB espera dar mais projeção a um problema que tem pouca projeção no país. Pouco se fala sobre o perigo de nossas duas usinas nucleares, menos ainda sobre os impactos de atividades associadas, como a mineração de urânio, seu transporte e enriquecimento. Ajude a jogar luz nessa questão importante, assista e compartilhe em suas redes através do link:
Os vídeos contem entrevistas com:
Chico Whitaker – Um dos fundadores do Fórum Social Mundial e ganhador do Prêmio Right Livelihood (considerado o Nobel Alternativo) e fundador da Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares.
Célio Bermann – Um dos mais respeitados especialistas em energia do país, professor livre docente do Instituto de Energia em Ambiente, da USP.
Heitor Scalambrini – Especialista em energia, professor aposentado da UFPE e estudioso das energias renováveis
Dawid Bartelt – Ex-diretor da Fundação Heinrich Boll no Brasil, fundação ligada ao movimento ambientalista alemão. Dawid é historiador e já trabalhou como jornalista, editor e livre-docente acadêmico.
Renato Cunha – Um dos fundadores do Gambá, entidade ambientalista baiana que atua no estado e em articulação com o movimento socioambientalista a nível nacional há mais de 30 anos.
Sylvia Chada – Coordenadora geral da Sociedade Angrense de Proteção Ecológica, a Sapê, entidade antinuclear com atuação em Angra dos Reis. Sylvia é pedagoga social e servidora pública federal da área ambiental.
Thiago Almeida – Militante da Campanha Clima e Energia do Greenpeace
Rafael Ribeiro – Geógrafo e militante da Sapê em Angra dos Reis.
Inês Chada – Curadora da Exposição Hiroshima 70, integrante da Sapê e bacharel em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF)
Gilmar Santos – É professor e atua em Caetité e Lagoa Real contra a mineração de urânio através da Comissão Paroquial de Meio Ambiente.
João Victor Silva Rosa – Estudante de Caetité e militante antinuclear de Caetité.
Jorge Pankará – Liderança indígena do povo Pankará, que vem resistindo aos planos de instalação de uma usina nuclear no município de Itacuruba.
Angelo Bueno – Missionário do Conselho Indigenista Missionário, o CIMI, que tem atuado junto a povos indígenas e apoiado a luta contra os planos de construção de usinas nucleares em Itacuruba (PE).
Dorinha Pankará – Liderança indígena do Povo Pankará, atuante na resistência à construção das usinas nucleares em Itacuruba.
Sueli Moraes Silva – Presidente da Associação das Vítimas do Césio 137, que pede reparação pelos danos à saúde causados pela tragédia do Césio em Goiânia.
Maria do Socorro Barbosa Carlos – Liderança local do Saco do Belém, comunidade rural no município de Santa Quitéria (CE), que resiste ao projeto de instalação de mineração de Urânio.
Erivan Camelo Silva – Atua pela Cáritas no Ceará e é um dos articuladores da Articulação Antinuclear do Ceará que tem resistido ao Projeto Santa Quitéria de mineração de fosfato e urânio em interação com o Núcleo Tramas, da UFCE e Movimento pela Soberania Popular na Mineração.
José Venâncio Alves – Presidente da Associação Nacional dos Trabalhadores da Produção de Energia Nuclear (Antpen), que buscam a reparação dos males à saúde causados aos trabalhadores da Nuclemon.
André Loula – Mestrando em História pela PUC-SP, diretor da Associação Hibakusha Brasil pela Paz que reúne as vítimas das bombas de Hiroshima e Nagasaki no Brasil. André também atua junto à Antpen.
Ficha Técnica
Produção: Articulação Antinuclear Brasileira e Sociedade Angrense de Proteção Ecológica
Captação: Rafael Ribeiro, Felipe Xavier Neto, Joelma do Couto, Gitana Nebel e Juliana Ferreira
Montagem: Juliana Ferreira
Edição, arte e finalização: Luciano Carcará

Colaboração de Juliana Ferreira, da Articulação Antinuclear Brasileira, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 12/04/2017

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