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quinta-feira, 15 de outubro de 2015




Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Água, Amazônia, Belo Monte, Florestas, Mudanças Climáticas, Pesca, Povos Indígenas, Unidades de Conservação
Ano 15
15/10/2015

 

Mudanças Climáticas

 
  Dos US$ 100 bilhões prometidos pelos países ricos aos países em desenvolvimento, até agora haveria sinalização de US$ 75 bilhões, numa perspectiva considerada otimista. Reunião do Banco Mundial e FMI em Lima, Peru, aponta a necessidade de lutar contra a evasão fiscal e parar de subsidiar atividades que contribuem para o aquecimento global Direto do ISA, 14/10.
  
 

Florestas

 
  Com R$ 20 bilhões investidos em pagamentos por serviços ambientais seria possível reduzir o desmatamento legal no Brasil pela metade até 2030 e ainda evitar a emissão de 3,8 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera. Esse é o cálculo feito por uma equipe de pesquisadores da UFMG em estudo que tinha por objetivo avaliar as possibilidades do País de recuperar o que já foi desmatado e reduzir, em propriedades particulares, a supressão de vegetação que é autorizada por lei. O cálculo considera um mecanismo chamado cota de reserva ambiental, previsto no Código Florestal. Pela lei, proprietários que têm excedente de área protegida em suas terras (em formato de Reserva Legal) podem negociá-lo com quem está devendo Estadão online, 14/10.
  
 

Belo Monte

 
 
Teve início ontem megaoperação de transporte de rotor que será usado na Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. O equipamento, que pesa 320 toneladas e mede 8,75 metros de diâmetro por 5 metros de altura, saiu de Araraquara, onde foi fabricado, e segue para o Porto de Santos, de onde será embarcado para a Bacia do Rio Xingu OESP, 15/10, Economia, p.B3.
  
 

Unidades de Conservação

 
  Um grupo de seis funcionários da Fundação Florestal, ligada ao governo Geraldo Alckmin (PSDB), virou alvo de sindicância depois de criticarem o ex-secretário de Meio Ambiente Bruno Covas e outros dirigentes da área no Estado de São Paulo. Durante o Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, realizado em setembro, os técnicos ambientais propuseram uma moção pública, oficialmente registrada pelo evento. Na proposta, os funcionários da fundação consideraram "os senhores Bruno Covas, Rubens Naman Rizek Junior e Olavo Reino Francisco personae non gratae às Unidades de Conservação". O comunicado sobre a sindicância é assinado pelo atual diretor-executivo da instituição, Luis Fernando Rocha FSP, 15/10, Cotidiano, p.B6.
  
 

Água

 
  Responsável pelo abastecimento de água de 9,5 milhões de pessoas na Região Metropolitana do Rio, a bacia do Rio Guandu está no centro de um projeto que pretende recuperar três mil hectares de terras degradadas até 2035, com o plantio de seis milhões de mudas de espécies da Mata Atlântica. O pontapé foi dado pela ONG Conservação Internacional, durante o último Rock in Rio. Músicos de bandas como Queen, Metallica, OneRepublic e System of a Down doaram guitarras e outros instrumentos para a campanha, que arrecadou quase R$ 1 milhão e garantiu recursos suficientes para recuperar 50 hectares O Globo, 15/10, Rio, p.11.
  Duas semanas após ter sido inaugurada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), a transposição de água da Represa Billings para o Sistema Alto Tietê teve de ser paralisada para passar por obras. A transferência de até 4 mil litros por segundo feita pela Sabesp para evitar o rodízio na região metropolitana acabou provocando o assoreamento de um rio em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo. O governo nega que o bombeamento tenha sido suspenso e afirma que a obra está em "operação assistida" OESP, 15/10, Metrópole, p.A21.
  Com o objetivo de manter a atual exploração do Sistema Cantareira, a Sabesp afirmou aos gestores federal e estadual de recursos hídricos que a transposição de água da Billings para o Sistema Alto Tietê não poderá socorrer o principal manancial paulista, conforme a empresa havia anunciado. A empresa nega que haja contradição. Em ofício enviado à ANA e ao DAEE, a Sabesp pede que a captação de água do Cantareira não seja reduzida de 13,5 mil litros por segundo para 10 mil l/s em novembro, conforme havia sido determinado pelos dois órgãos, porque usar a transposição da Billings para ampliar a produção de água do Alto Tietê e socorrer o Cantareira "não é viável". O pedido foi aceito pelo DAEE e está em análise na ANA OESP, 15/10, Metrópole, p.A21.
  O Ministério Público vai investigar a decisão do governo do Estado de colocar em sigilo dados da Sabesp sobre abastecimento de água. A companhia tornou sigilosos dados técnicos e operacionais sobre o abastecimento de água no Estado no dia 30 de maio, alegando risco de sabotagem e possíveis "usos inadequados, manipulação e danos nos sistemas de abastecimento". A medida deixa informações sobre a empresa em segredo por 15 anos. O presidente da Sabesp, Jerson Kelman, afirmou que o período de sigilo de alguns dados operacionais da empresa será reavaliado -FSP, 15/10, cotidiano, p.B7.
  "Consta que a 'gota d'água' que levou a Sabesp a ingressar no negócio de filtragem de informação foi a insistência de repórteres - obcecados por 'usos inadequados' dos dados - em conhecer os 626 'pontos prioritários' da Grande São Paulo nos quais não poderia faltar água em caso de um rodízio mais severo, como hospitais, clínicas de hemodiálise, presídios, etc. Paira no céu poluído de São Paulo a hipótese de que as 'ações terroristas' que as sabéspicas autoridades mais temem é o debate público nas eleições de 2018. Antes que me acusem de causar "danos ao sistema de abastecimento" de informação filtrada, registro a minha árida impressão: transparência, na água, é saudável; transparência na Sabesp é vital", artigo de Eugênio Bucci OESP, 15/10, Espaço Aberto, p.A2.
  "A alegação da Sabesp é que o sigilo serviria para evitar eventuais atos de sabotagem que colocariam em risco a vida ou a saúde da população. Falou-se até em terrorismo. A justificativa tem algo de pueril, se não for insincera. Entre os 492 locais que ficariam isentos de um rodízio figuram hospitais, presídios e clínicas de hemodiálise, que não são bem instalações estratégicas secretas. O sigilo de dados sobre ações governamentais deve ser exceção, não a regra. Ou o governo Alckmin não entendeu o princípio básico da Lei de Acesso à Informação, ou o captou muito bem e trabalha para burlá-la de modo sorrateiro", editorial FSP, 15/10, Editoriais, p.A2.
  
 
Imagens Socioambientais

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