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terça-feira, 13 de outubro de 2015




Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Água, Amazônia, Biodiversidade, Clima, Energia, Povos Indígenas
Ano 15
13/10/2015

 

Direto do ISA

 
  Grupo de indígenas participou de reunião com representantes do governo do lado de fora do Ministério do Meio Ambiente, em Brasília. Fogo já destruiu mais de 100 mil hectares de floresta, o equivalente a quase 25% da área, com 413 mil hectares, queimou casas dos índios Guajajara e ameaça um grupo de índios “isolados” Awá Guajá Direto do ISA, 13/10.
  Resultado de uma colaboração entre a Aliança pela Água e o Coletivo de Luta pela Água, redes que juntas reúnem mais de 150 ONGs, especialistas e movimentos sociais, o relatório apresenta evidências da violação a Direitos Humanos reconhecidos pela Organização das Nações Unidas - ONU Direto do ISA, 9/10.
  Com poucas metas quantitativas, documento do governo federal dá diretrizes gerais para que 11 setores se preparem para efeitos da mudanças climáticas; sociedade tem 45 dias para contribuir -Blog do ISA, 9/10.
  
 

Amazônia

 
  O Ibama embargou obras de recuperação da BR-319, a única estrada que liga Manaus a Estados ao sul do país. O órgão ambiental acusa o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) de crime ambiental pela prática de desmatamento em área de proteção, despejo de esgoto em rios, obstrução de cursos d'água e outras ilegalidades. Também foram encontrados trabalhadores em condição degradante, sem acesso a água potável. A estrada é motivo de polêmica entre ambientalistas e políticos do Amazonas. Representantes do Estado dizem que ela precisa ser reconstruída para tirar a capital do isolamento FSP, 10/10, Mercado, p.A18.
 
A Praia Vila do Conde, em Barcarena, nordeste do Pará, amanheceu ontem com mais de 200 bois mortos após um navio que transportava os animais naufragar no Rio Pará. O acidente foi na terça, dia 6, e a maré carregou os animais após uma barreira de contenção se romper. Moradores usam máscaras para suportar o mau cheiro OESP, 13/10, Metrópole, p.A14.
  O crescente encontro de vestígios na Amazõnia indicam como a História da floresta e de seus habitantes é muito rica. Um levantamento recente realizado pelo Laboratório de Arqueologia dos Trópicos identificou cerca de 2.700 sítios arqueológicos na Amazônia. Os pesquisadores acreditam que muitos mais podem ser descobertos. "A Amazônia não é uma coisa só. Os povos que nela viveram nos últimos milhares de anos se alternaram, coexistiram, guerrearam", conta a jornalista Solange Bastos, autora do recém-lançado livro Na rota dos arqueólogos da Amazônia. "Não é uma História linear. Hoje é possível ver sua mobilidade, as marcas de construções como reservatórios, as figuras feitas no chão e os objetos de culto aos ancestrais", diz O Globo, 13/10, Sociedade, p.20.
  
 

Biodiversidade

 
  O governo suspendeu por 120 dias, a partir de sexta-feira, o período de defeso, em que a pesca é proibida para garantir a reprodução dos peixes. Com a medida, o governo não precisará pagar o seguro defeso-benefício de um salário mínimo por mês concedido aos pescadores durante esse período. Por pressão da equipe econômica, o Ministério da Agricultura vai fazer nesse período - em que a pesca estará liberada - um recadastramento dos pescadores artesanais num pente-fino para conter as irregularidades do programa. Também haverá uma revisão dos períodos de defeso, que são diferentes, dependendo das espécies. A medida atinge 517 mil pessoas OESP, 10/10, Economia, p.B3,
  Empresas desenvolvem plantas que resistem à seca, a excesso de água, frio ou calor e produzem mais com menos recursos. Alexandre Lima Nepomuceno, da Embrapa, destaca, no entanto, que nunca haverá uma planta totalmente resistente à seca. Mas essa resistência pode prolongar a vida dela à espera da próxima chuva. O que as empresas buscam, complementa Mozart Fogaça, diretor de sementes da Dow AgroSciences, são sementes com melhor absorção de água e de nutrientes presentes no solo. Outras pesquisas apontam para soluções capazes de antever problemas no campo. São as plantas sentinelas, que antecipam doenças e pragas de uma lavoura FSP, 11/10, Mercado, p.A24.
  Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de São Paulo têm negado entrada a bichos apreendidos e feridos. Mantidos por ONGs, órgãos federais e estaduais, as unidades reclamam de falta de verbas e de espaço FSP, 11/10, Cotidiano, p.B14.
  
 

Clima

 
  As chuvas que atingem o Sul do País há pelo menos uma semana causaram estragos e deixaram desabrigados no Rio Grande do Sul, no Paraná e em Santa Catarina. No Estado gaúcho, há municípios com áreas alagadas e a elevação do nível de rios põe as cidades em alerta. De acordo com balanço da Defesa Civil de ontem, 7.665 pessoas tiveram de deixar suas casas e 24.443 foram atingidas de alguma forma. O número de cidades afetadas chegou a 53. Segundo o órgão, dos sete principais rios e lagos gaúchos, quatro estão com as águas acima do nível de alerta. No caso do Guaíba - que banha Porto Alegre e municípios da região metropolitana -, a água bateu os 2,86 metros OESP, 13/10, Metrópole, p.A14.
  Quatro anos depois de uma violenta tempestade devastar municípios da Região Serrana do Rio, deixando um rastro de destruição, centenas de mortos e desaparecidos, agricultores enfrentam uma das mais longas estiagens da história. Na zona rural de Nova Friburgo, a cidade mais castigada pela enxurrada de 2011, a situação é crítica. Um problema que tem atingido a produção agrícola de todo o estado, como revela um levantamento da Secretaria estadual de Agricultura e Pecuária. Segundo uma radiografia de técnicos do órgão, os prejuízos são, até agora, de cerca R$ 375 milhões, 15% de toda a produção agropecuária anual do estado, que fatura R$ 2,5 bilhões O Globo, 11/10, Rio, p.15.
  Com a experiência de mais de 30 anos velejando pelos mares do mundo, a família Schurmann começa a colecionar exemplos das mudanças que o planeta vem sofrendo. De impactos que parecem resultado do aquecimento global à proliferação da poluição e do lixo e à redução da oferta de peixes, o grupo liderado pelo capitão - e pai - Vilfredo Schurmann tem buscado ao longo de sua nova viagem, batizada de Expedição Oriente, alertar o Brasil e o mundo para a necessidade de proteger melhor os oceanos. Observações como a do glaciar Pio XI, além de relatos de moradores das regiões que experimentam mudanças, estão sendo registrados em vídeos divulgados no site do Observatório do Clima OESP, 12/10, Metrópole, p.A11.
  "O governo federal dá agora um necessário primeiro passo nessa direção ao lançar o Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA). O documento fica em consulta pública até novembro. Predominam, no texto, verbos como analisar, avaliar, mapear e coordenar. Ou seja, a iniciativa de preparar o barco Brasil para a tempestade que se forma esbarra na ausência de dados e mapas para definir o curso que evitará seu maior impacto. De algum ponto é preciso começar. O PNA pelo menos indica que a tripulação saiu do torpor e quer enxergar melhor o que tem pela frente. Logo, porém, terá de passar do diagnóstico para a ação", editorial FSP, 13/10, Opinião, p.A2.
  
 

Água

 
  Após as chuvas recentes terem provocado um leve alívio nos reservatórios de água da Grande São Paulo, o governo do Estado recorreu às agências reguladoras para manter a "torneira" do sistema Cantareira aberta em novembro. Atualmente, a Sabesp pode retirar 13,5 mil litros de água por segundo do manancial. Em novembro, porém, segundo uma determinação dos órgãos reguladores, terá de reduzir esse volume para 10 mil litros de água por segundo. Caso não seja revogada, essa redução significará um endurecimento no já forte racionamento de água em vigor na região metropolitana da capital paulista. Algumas famílias passam de 15 a 20 horas por dia com as torneiras secas FSP, 10/10, Cotidiano, p.B1.
  Projeções feitas pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do governo federal, mostram que o Sistema Cantareira pode recuperar o volume morto ainda neste ano. Caso chova dentro da média histórica nos próximos meses, aponta a simulação, o principal manancial paulista voltará a operar no azul (acima do nível zero) a partir de 22 de dezembro. Neste cenário, o Cantareira chegaria ao final da estação chuvosa, em 31 de março de 2016, com 42,2% de sua capacidade normal, excluindo as reservas profundas OESP, 13/10, Metrópole, p.A13.
  Em entrevista, Norman Gall, diretor executivo do Instituto Fernand Braudel, aponta semelhanças na crise hídrica de São Paulo com problemas de abastecimento em outras 'megacidades'. "A negligência é uma força histórica, que anda na contramão da evolução da humanidade e nos leva a passar por cima dos perigos que são iminentes. Infelizmente, é isso que acontece em São Paulo e nas outras cidades. Abastecimento de água é fundamental para a sobrevivência individual e coletiva. Os consumidores devem pagar o preço para sustentar o investimento que isso exige. É muito claro. Há muitos exemplos que, quando deixam de fazê-los, os sistemas vão se deteriorando, causando problemas de saúde e desorganização social" OESP, 11/10, Metrópole, p.A18.
  
 
Imagens Socioambientais

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