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Energia
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O ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Valdir Simão, informou que o órgão está investigando o BNDES por não fornecer relatório com os dados ambientais sobre a construção da usina de Belo Monte, pedido por uma ONG, o Instituto Socioambiental (ISA). A consulta a esses dados é garantida pela lei de Acesso à Informação, que completa três anos essa semana. O BNDES informou que já prestou as informações solicitadas pelo ISA. A CGU esclareceu que enviou o caso para a Corregedoria porque nem todos o documentos foram entregues à ONG, como determinado. Um relatório de impacto ambiental não foi entregue, e segundo a CGU, o documento não está protegido por sigilo. O banco foi notificado disso - O Globo, 11/5, País, p.1 e 3. |
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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) entende que a única saída para contornar a situação de atraso nos megaprojetos de geração na Amazônia é um acordo com os empreendedores do setor. A possibilidade de assinatura de termos de compromissos com as hidrelétricas de Belo Monte, no rio Xingu (PA), Jirau e Santo Antônio, ambas no rio Madeira (RO), já era considerada pela diretoria quando rejeitou, há duas semanas, as justificativas das três concessionárias - Valor Econômico, 11/5, Empresas, p.B1. |
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O rombo causado pela crise hídrica nas contas das geradoras de energia chegou aos tribunais. A Santo Antônio Energia, responsável pela construção de usina que leva o mesmo nome no Rio Madeira, em Rondônia, conseguiu uma liminar que restringe as perdas financeiras ocasionadas pela falta de água nos reservatórios no país, numa estratégia que pode ser seguida por outras companhias do setor, e que, se bem-sucedida, pode transferir mais uma conta bilionária para os consumidores - Valor Econômico, 11/5, Empresas, p.B3. |
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Ela é enorme -pode atingir seis metros de altura-, tem potencial para produzir 300 toneladas por hectare e representa uma nova era no setor sucroenergético. A cana energia, ou "supercana", desenvolvida após melhoramentos genéticos, está em fase avançada de pesquisa. Ela tem como principais características um alto índice de fibras e de biomassa. Daí ser chamada de cana energia, por ser mais própria para produzir energia elétrica ou etanol de segunda geração, a partir da palha e do bagaço da cana. A previsão é que chegue ao mercado em três anos - FSP, 10/5, Mercado, p.4 e 5. |
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Biodiversidade
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"Nessa nova lei, a União, guardiã da Biodiversidade, abre mão de quase todas as possibilidades de aferir benefícios com a exploração do nosso patrimônio genético. A repartição de benefícios passará a ser exceção em vez de regra e será sempre pautada pelas escolhas de quem usa e explora a Biodiversidade, ou seja, as empresas. Fica a questão de como a União pode abrir mão de tudo isso em nosso nome, sem sequer nos consultar. Depois de quase 20 anos de debates, como podemos acabar com uma lei, aprovada apressadamente, que não trará nenhuma segurança jurídica e prejudicará a todos os envolvidos? Resta a esperança de que Dilma Rousseff vete alguns dispositivos e torne a nova lei um pouco menos inaceitável, porque torná-la aceitável é agora impossível", artigo de Nurit Bensusan, do Instituto Socioambiental - Correio Brazilense, 11/5, Opinião. |
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Elas são pequenas - as fêmeas medem 28 mm, 5mm a mais que os machos -, inofensivas e raras. Na natureza só existem na Ilha de Alcatrazes, no litoral paulista. No Zoológico de São Paulo vivem cerca de 100 exemplares da perereca-de-Alcatrazes (Scinax alcatraz), ameaçada de extinção. Em ambiente controlado, se desenvolvem e se reproduzem - eram apenas oito, três anos atrás. Mas nenhum visitante do parque pode vê-las, admirá-las. O anfíbio é um dos nove bichos, dentre os 480 existentes no Zoo, que são mantidos fora da exposição. Essa coleção conta com aves, mamíferos e répteis, por motivos diversos. Em geral, são animais que precisam ficar resguardados do assédio humano - OESP, 10/5, Metrópole, p.A26. |
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Água
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Um ano após ter sido ampliado para a Grande São Paulo, o programa de bônus da Sabesp resultou em uma economia de água equivalente à capacidade atual do Sistema Guarapiranga. Foram 139 bilhões de litros poupados desde maio de 2014, segundo dados da estatal, mesmo volume disponível na represa paulistana no início deste mês. O programa que dá desconto de até 30% na conta para quem reduzir o consumo de água em ao menos 20% começou em fevereiro do ano passado apenas na região atendida pelo Sistema Cantareira. Segundo dados da Sabesp, o consumo de água per capita na Grande São Paulo caiu de 155 litros para 118 litros por dia, perto do recomendado pela ONU - 110 litros - OESP, 11/5, Metrópole, p.A13. |
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"A população deseja que a Sabesp tenha recursos suficientes não só para fornecer água potável mas também para proteger a saúde de pessoas e ambiente, por meio da coleta e tratamento de esgoto. Assim, surpreende que a divergência entre o que a Sabesp pretendia e o que a Arsesp concedeu signifique uma economia inferior a R$ 3 por mês para uma família típica. Corresponde ao preço de uma simples garrafa de água mineral! Por tão pouco vale a pena atrasar o programa de despoluição dos rios, mesmo que por apenas alguns meses?", artigo de Jerson Kelman - FSP, 10/5, Tendências e Debates, p.A3. |
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"Um estudo da Coppe/UFRJ, que chega à decepcionante conclusão de que os Jogos de 2016 não deixarão qualquer legado ambiental na Baía de Guanabara, estima que, à luz das ações em curso do poder público, a promessa de despoluição só deve se cumprir em 2026. A cidade mais um vez perde uma histórica oportunidade de passar a limpo um dos seus cartões postais. Caminha-se para a repetição do fiasco do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara, que até 2012, duas décadas após ser lançado com pompa na Rio 92, já consumira US$ 1,17 bilhão e permanece, ainda hoje, longe dos objetivos", editorial - O Globo, 10/5, Opinião, p.20. |
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Geral
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"O Brasil só vai abalar a produção ilegal de ouro e diamantes de áreas indígenas quando a cidadania se preocupar e exigir que os comerciantes tenham uma cadeia de produção limpa de sangue. Como aconteceu com a carne, quando entidades da sociedade civil propuseram um boicote aos açougues que não provassem que seu gado não vinha de áreas de preservação da Amazônia. Rapidamente, os grandes supermercados se submeteram à restrição. Enquanto isso não acontecer com a mineração, vamos ver índios morrendo de fome e malária enquanto a PF enxuga gelo em repetidas operações de combate ao garimpo, todas inócuas no longo prazo", artigo de Leão Serva -FSP, 11/5, Cotidiano, p.B2. |
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O governo do Pará estuda restringir a entrada de caminhões de Bunge e ADM ao porto de Vila do Conde, em Barcarena, caso as companhias não aceitem migrar o escoamento rodoviário de grãos para o modal hidroviário. A preocupação das autoridades está no aumento significativo da frota de carretas no município após a chegada dos terminais graneleiros ao porto. Protestos da população e uma queda-de-braço com autoridades locais agora podem culminar com a restrição da circulação dos veículos somente à noite - o que traria prejuízos financeiros milionários às tradings nos meses de pico do escoamento da safra - FSP, 10/5, Editoriais, p.A2. |
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A ampliação do Porto de São Sebastião terá efeitos "catastróficos" e "irreversíveis" sobre a Baía do Araçá, um dos pontos de maior relevância ecológica do litoral paulista, segundo um parecer elaborado por cientistas a pedido do Ministério Público Estadual, que tenta reverter a liberação da obra. O projeto prevê a duplicação da área do porto, com a construção de uma laje sobre estacas de 500 mil metros quadrados, o que deverá cobrir 75% da baía. Segundo a Companhia Docas de São Sebastião, todos os questionamentos levantados pelo Ministério Público sobre a ampliação do porto já foram respondidos no estudo e relatório de impacto ambiental (EIA-Rima), aprovado pelo Ibama - OESP, 10/5, Metrópole, p.A19. |
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A relação entre a superação da estagnação econômica estabelecida desde a crise de 2008, de um lado, e a criação de uma nova base tecnológica para a produção e uma nova base cultural para o desejo de consumo como forma de evitar os piores cenários do aquecimento global, de outro, pode fazer da junção dos dois problemas uma solução. É possível ter esperanças de avanços importantes no final do ano na Conferência das Partes de Mudanças Climáticas em Paris", artigo de Sérgio Besserman Vianna - O Globo, 10/5, Opinião, p.21. |
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