terça-feira, 19 de maio de 2015




Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Água, Amazônia, Cidades, Código Florestal, Mudanças Climáticas
Ano 15
19/05/2015

 

Amazônia

 
  A valorização da culinária brasileira e a multiplicação dos restaurantes que apostam nessa onda já tem um efeito imediato: mais competição entre as empresas que fornecem ingredientes amazônicos para o Sudeste. A abertura da Combu, no fim de abril, em São Paulo, vem somar-se a outras duas empresas que abastecem restaurantes com produtos da região. Por coincidência, as companhias são conduzidas por três empresárias paraenses. O item mais exótico vendido pelo o Empório Poitara são as formigas, capturadas diretamente da floresta, em São Gabriel da Cachoeira, noroeste da Amazônia. O pacote com 30 gramas custa R$ 55 Valor Econômico, 19/5, Empresas, p.B6.
  Com US$ 53 bilhões a serem investidos em um fundo de financiamento à infraestrutura, o governo chinês pode garantir obras como a segunda linha de transmissão de Belo Monte e a ferrovia entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO). Dos recursos já anunciados para o fundo de infraestrutura, que deverá ser gerenciado pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco de Desenvolvimento da China, cerca de US$ 10 bilhões poderão ser investidos nas linhas de transmissão de Belo Monte. A empresa chinesa State Grid já venceu a licitação, com a Eletrobrás, da primeira linha, até São Paulo, que terá um custo de US$ 5,5 bilhões. Uma segunda linha, até o Rio de Janeiro, com um custo de US$ 7,7 bilhões, deverá ser licitada em junho OESP, 19/5, Economia, p.B5.
  
 

Mudanças Climáticas

 
  Um protagonista desponta para a conferência do clima de dezembro em Paris: China. Sem ninguém prever, o maior poluidor do mundo freou seu consumo de carvão em 2,9%, embora seja essa sua maior fonte de energia. O dado, de 2014, foi destacado em Berlim por Li Shuo, do Greenpeace China. Como a China responde por 50% da poluição mundial com gases estufa produzidos na queima de carvão, a reviravolta contribuiu para estagnar as emissões do setor de energia, conforme anunciou a Agência Internacional de Energia em março. Em 2014, foi a primeira vez em 40 anos em que o corte não veio de uma crise econômica global FSP, 19/5, Mundo, p.A10.
  
 

Água

 
  Na retomada das discussões para renovar a outorga do Sistema Cantareira, a baixa vazão dos rios que abastecem as regiões de Campinas e Piracicaba, no interior de São Paulo, preocupa o Consórcio Intermunicipal das Bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). O presidente Reinaldo Nogueira, prefeito de Indaiatuba, considera necessário ao menos triplicar o volume atual de água liberado para as bacias do interior na operação do sistema. Ontem, a liberação de água do sistema para os rios Atibaia e Jaguari, que formam o rio Piracicaba, foi fixada pela Agência Nacional de Águas entre 0,5 e 2,5 metros cúbicos por segundo, abaixo dos 5 m3/s previstos na outorga. Nogueira vai propor uma vazão de 12 m3/s OESP, 19/5, Metrópole, p.A14.
  
 

Cidades

 
  "A periferia de Salvador foi castigada com tempestades que fizeram deslizar as encostas. Houve 20 mortes. Nenhum desses barrancos contava com obras de contenção. Recursos federais para tal finalidade haviam sido, sim, captados pelo Estado da Bahia (R$ 176,8 milhões). No entanto, apenas 6 de 98 encostas soteropolitanas tidas como prioritárias em plano de 2014 receberam algum tratamento. Na prevenção, o Brasil falha de modo miserável e se condena à eterna remediação, o que no mais das vezes se resume a localizar e enterrar os mortos", editorial FSP, 19/5, Editoriais, p.A2.
  
 

Código Florestal

 
  Privatizar lucros e socializar prejuízos. É o que ocorre quando manguezais da costa brasileira são liberados para o cultivo de camarões. Para beneficiar uma produção voltada ao mercado mais rico, o equilíbrio ecológico e a renda de populações pobres do litoral são prejudicados. "É uma reforma agrária às avessas", resume Yara Novelli, livre docente em oceanografia biológica da USP, no documentário "A Lei da Água". O filme, dirigido por André D'Elia, traça um panorama dos efeitos nefastos do novo Código Florestal, aprovado pelo Congresso em 2012. Como numa reportagem televisiva ampliada, o filme trata de muitos impactos da lei: na agricultura, na ocupação urbana do solo, nas matas, na vida animal FSP, 19/5, Acontece p.1.
  
 
Imagens Socioambientais

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