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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014




Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Água, Amazônia, Energia, Mudanças Climáticas, Povos Indígenas, Quilombolas
Ano 14
04/12/2014

 

Direto do ISA

 
  Votações da PEC 215 e de projeto que pretende regulamentar artigo 231 da Constituição foram remarcadas, respectivamente, para terça e quarta, mas ainda não há certeza de que vão acontecer. Enquanto isso, STF pode decidir, hoje, sobre futuro de territórios quilombolas Direto do ISA, 4/12.
  
 

Mudanças Climáticas

 
  O ano de 2014 pode se tornar o mais quente da história. Pelo menos desde 1850, quando começaram as medições. A estimativa é da Organização Meteorológica Mundial (OMM), que divulgou ontem um relatório durante a Conferência sobre Mudanças Climáticas (COP 20), em Lima. Com isso, a OMM quer, mais uma vez, reforçar o alerta para a tendência de aquecimento global, que vem causando chuvas torrenciais, secas e outros desastres ambientais no Brasil e ao redor do mundo, em consequência do aumento de emissões de gases do efeito estufa. Para esse panorama se confirmar, novembro e dezembro devem manter a tendência atual de calor que vínhamos sentindo nos últimos dez meses O Globo, 4/12, Rio, p.15.
  Mudança do clima é assunto de defesa nacional. O aumento da temperatura pode aumentar a pressão sobre conflitos já existentes, agravar a violência inter-racial ou guerras civis. E será mais um fator de estresse em populações vulneráveis que já têm que lidar com moradias em regiões de risco, carência de recursos hídricos ou dificuldades no acesso à saúde. O alerta é do economista indiano Rajendra Pachauri, presidente do IPCC. Em entrevista, Pachauri falou ainda sobre a disponibilidade da água na América do Sul. O risco de falta d'água pode crescer com reduções nas chuvas e o recuo das geleiras andinas, o que afetará o abastecimento, a geração de energia hidrelétrica e a agricultura Valor Econômico, 4/12, Internacional, p.A15.
  
 

Água

 
  Sem chuva suficiente para atenuar a crise do sistema Cantareira, comerciantes e empresários relatam prejuízos com as falhas no fornecimento de água em São Paulo. Na terça-feira, a ANA (Agência Nacional de Águas) e o Daee (órgão estadual) reduziram o limite para retirada de água do sistema Cantareira pela Sabesp. Em dezembro, poderão ser captados até 30 milhões de m³ da segunda cota do volume morto -em novembro, eram 39 milhões FSP, 4/12, Cotidiano, p.C8.
  "Não é de hoje que Alckmin culpa São Pedro pela crise do abastecimento de água de São Paulo. Em 2003, quando houve uma situação similar à de agora, ainda que menos grave, o já governador dizia que o problema era 'decorrente da maior estiagem em 70 anos'. Onze anos depois, apesar de vários estudos técnicos alertarem que a região metropolitana consumia muito mais água do que o recomendável (quase o dobro do indicado pela ONU) e produzia bem menos do que o necessário (um décimo do valor considerado como crítico), Alckmin continua a dizer a mesma coisa -a diferença é que agora estamos 'na maior estiagem em 80 anos'. O ponto principal é que o Estado não se preparou adequadamente para uma nova temporada de seca", artigo de Rogério Gentile -FSP, 4/12, Opinião, p.A2.
  
 

Geral

 
  A revolução energética com a produção do gás de xisto, tão propagada pelo governo dos EUA nos últimos anos, pode se transformar em um grande fiasco, de acordo com um estudo apresentado pela revista científica "Nature" ontem. A publicação comparou dados da EIA (a agência de informações energéticas do governo, na sigla em inglês) com uma recente pesquisa da Universidade do Texas e chegou à conclusão de que o governo americano pode estar superestimando significativamente as reservas do gás que podem ser extraídas no país FSP, 4/12, Mercado 2, p.4.
  "Apesar da queda deste ano, o passivo do desmatamento ultrapassa a marca dos 750 mil km², 18,2% de toda a Amazônia. O projeto TerraClass, do Inpe, identificou que mais de 60% deles são ocupados por cabeças de gado. A agricultura responde por menos de 10%. A boa notícia é que parte dessas terras foi abandonada e a vegetação vem crescendo novamente. Só entre 2008 e 2012, foram 113 mil km² de florestas regeneradas. Uma área duas vezes e meia maior do que o total desmatado no mesmo período, que foi de 44 mil km². Esta semana, em Lima, o Brasil ganhou o aval da ONU para buscar uma compensação financeira internacional por ter evitado, entre 2005 e 2010, a emissão de 198 milhões de toneladas de gases de efeito estufa", coluna de Agostinho VieiraO Globo, 4/12, Economia Verde, p.25.
  
 
Imagens Socioambientais

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