sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O PROTETOR DOS BEIJA-FLORES


"O segredo de uma vida empolgante não está em descobrir maravilhas, mas em procurá-las". A frase de Augusto Ruschi descreve bem o próprio cientista, que passou a vida a procurar e descobrir maravilhas da natureza.

Desde os treze anos, Ruschi já observava a natureza. Seu interesse pelos beija-flores nasceu nessa época, quando ele pesquisava orquídeas. Autodidata, aos vinte e dois anos tornou-se professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e cientista do Museu Nacional carioca.

Um visionário, Ruschi já falava, há mais de trinta anos, em problemas como a monocultura do eucalipto, a poluição atmosférica na Grande Vitória e a destruição da Amazônia. Em 1977, ele enfrentou uma das suas maiores lutas. Travou, com o então governador Élcio Álvares, uma briga pela preservação da Estação Biológica de Santa Lúcia. O governador queria aprovar a exploração de palmito na reserva onde Ruschi realizava suas pesquisas.

Além de todas as descobertas, pesquisas e de sua luta pela natureza, Augusto Ruschi deixou para os capixabas mais um patrimônio: o Museu de Biologia Mello Leitão.

Localizado em Santa Teresa, o museu abriga uma extensa área verde, diversos animais, além de servir de abrigo para inúmeros pesquisadores.

Augusto Ruschi morreu aos setenta e um anos, no dia 03 de junho. Foi sepultado no dia 05, dia mundial do meio ambiente. Seu corpo está enterrado no local onde o pesquisador mais gostava de viver: a Estação Biológica de Santa Lúcia, no município de Santa Teresa.

Como não poderia deixar de ser, a morte veio de dentro da mata. Procurando uma espécie rara de beija-flor, ele foi envenenado por um sapo em 1976. Já com o fígado debilitado, Ruschi sobreviveu ainda por dez anos. O patrono da ecologia no Brasil deixa, uma década após sua morte, lições de amor e da importância da natureza para todos nós.
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FONTE : Brunovix

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