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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015


Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Água, Biodiversidade, Energia, Povos Indígenas
Ano 14
10/02/2014

 

Direto do ISA

 
  Votação de destaques está marcada para a tarde desta terça (10/2), mas há poucas chances de mudanças importantes no projeto. Texto traz várias restrições aos direitos de povos indígenas e tradicionais Direto do ISA, 10/2.
  Ainda era madrugada nesta segunda-feira (9/2) quando mais de 100 índios de sete etnias chegaram ao Sítio Pimental, canteiro de obras onde está sendo feita a principal barragem do Rio Xingu para a construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Pará. Eles bloqueiam a entrada e a saída de trabalhadores da usina para exigir o cumprimento das condicionantes socioambientais da obra -Blog do Xingu/ISA, 10/2.
  Conheça o Cadê a Água? e informe se na região em que você mora em São Paulo está faltando água Direto do ISA, 9/2.
  
 

Biodiversidade

 
  A Câmara dos Deputados aprovou ontem o texto principal de uma proposta que diminui a burocracia para a realização de pesquisas científicas com recursos genéticos brasileiros ou que usem conhecimento de povos tradicionais. A chamada "lei da biodiversidade" beneficia principalmente as indústrias farmacêutica e de cosméticos. O texto prevê a instituição de um Fundo Nacional de Repartição de Benefícios que deverá receber aporte das empresas sempre quando a pesquisa envolver patrimônio genético ou conhecimento tradicional difuso - que não diga respeito a uma comunidade indígena específica, por exemplo. Quando o produto for desenvolvido a partir do conhecimento de uma comunidade específica, a repartição de benefícios ocorrerá diretamente com os membros do grupo tradicional OESP, 10/2, Metrópole, p.A13; FSP, 10/2, Ciência, p.C8.
  
 

Água

 
  O governo de São Paulo encontrou uma nova reserva de água abaixo do nível atual de captação do sistema Cantareira. Essa nova porção de água, em área de difícil acesso de uma das represas que compõem o sistema, poderá representar uma quarta cota do chamado volume morto. Técnicos da Sabesp ainda realizam estudos topográficos para saber se será possível captar água dessa reserva. A dimensão desse possível novo volume morto ainda não foi calculada pelo governo, mas acredita-se que seja semelhante à da terceira cota: cerca de 40 bilhões de litros. Esse volume, caso aproveitado, representaria um adicional de cerca de cinco pontos percentuais no total do sistema ou a um mês e meio de abastecimento de água FSP, 10/2, Cotidiano, p.C1.
  Mesmo com a criação da multa na conta da água em janeiro, 22% dos consumidores de 31 cidades da Grande São Paulo gastaram mais no mês passado do que a média antes da crise hídrica, segundo balanço divulgado ontem pela Sabesp. O índice é o mesmo do mês de dezembro. Por outro lado, o volume de água economizada pelos cerca de 20 milhões de pessoas aumentou de um mês para outro. A redução em toda a Grande São Paulo foi de 5.400 litros de água por segundo em janeiro. Isso equivale a cerca de 14,4 bilhões de litros. Segundo a Sabesp, 53% dos consumidores conseguiram reduzir em 20% a média de consumo, ganhando um desconto de 30% na conta de água OESP, 10/2, Metrópole, p.A12.
  Com a ajuda das chuvas, o reservatório Paraibuna, o maior dos quatro que abastecem o Estado do Rio, teve um ligeiro aumento no nível de água para 0,08%, deixando de operar no volume morto. Ontem, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Texeira, e o governador Pezão se reuniram para traçar um plano, com obras emergenciais, para minimizar os prejuízos da redução da vazão do Paraíba do Sul em quatro indústrias da região. Com a estiagem, Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), Gerdau, Fábrica Carioca de Catalizadores (FCC) e Furnas, todas instaladas na foz do Rio Guandu, têm encontrado dificuldades para captar água doce O Globo, 10/2, Rio, p.7.
  O secretário estadual de Recursos Hídricos de São Paulo, Benedito Braga, avisou ao prefeito Fernando Haddad (PT) que um possível rodízio de água na capital só será implantado após o término de obras que garantirão o abastecimento em hospitais e presídios, mesmo durante o racionamento. Braga teria estimado o prazo em 40 dias FSP, 10/2, Cotidiano, p.C1.
  A Sabesp começou a entregar ontem as contas de água de fevereiro, com a sobretaxa em 43 cidades para quem consumiu acima da média anterior ao início da crise hídrica. Quem consumir até 20% mais água do que a média anterior à crise (fevereiro de 2013 e janeiro de 2014) será sobretaxado em 40%. E quem aumentar o consumo além desse limite terá tarifa adicional de 100%. A base dos pedidos de reconsideração deve ser a conta de luz, via aumento proporcional na conta de energia - nos casos de aumento de família e hospedagem de férias, por exemplo OESP, 10/2, Metrópole, p.A12.
  
 

Energia

 
  Informações defasadas sobre a capacidade de geração de energia prejudicam o planejamento do funcionamento do sistema elétrico, segundo especialistas. A origem do problema está na renovação das garantias físicas das usinas hidrelétricas -que deveria ter sido feita no ano passado. A garantia física corresponde à quantidade de energia que determinada usina é capaz de gerar. Com base nela, define-se quanto aquela usina poderá se comprometer a entregar nos contratos de venda de energia. Caso a garantia física esteja superestimada, a hidrelétrica não será capaz de entregar o que se comprometeu. Para especialistas, isso pode estar acontecendo no Brasil FSP, 10/2, Mercado, p.B4.
  O governo federal criou "confusão" no setor elétrico ao mexer na renovação das concessões de hidrelétricas, que deixou a Eletrobras "mal das pernas", "depauperou as geradoras" e reduziu sua capacidade de investimento -inclusive em obras conjuntas para mitigar problemas de abastecimento de água. O diagnóstico foi traçado por Marcos Freitas, professor do Programa de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ. "Precisamos voltar a discutir hidrelétricas com reservatórios. Não precisam ser tão grandes, mas um pouco maiores que os atuais, para armazenar mais água para gerar energia em períodos secos", disse em entrevista FSP, 10/2, Mercado, p.B4.
  
 
Imagens Socioambientais

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