sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015


Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Água, Biodiversidade, Energia, Povos Indígenas, Trabalho Escravo, Zona Costeira
Ano 14
20/02/2015

 

Água

 
  A principal obra para evitar um rodízio de água na Grande São Paulo em 2015 deve começar em duas semanas, segundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Trata-se da interligação, por adutoras, entre os sistemas rio Grande, braço da represa Billings, e o Alto Tietê. A obra, de acordo com o governo paulista, será concluída no final de junho. Com ela, o governo pretende inflar as represas do Alto Tietê com 4.000 litros de água por segundo e usar essa "sobra" para socorrer parte das moradias hoje abastecidas pelo sistema Cantareira. Nas projeções do governador e da Sabesp, o rodízio de água será evitado se o Cantareira chegar a um patamar entre 13% e 14% no final de março e se obras para ampliar a capacidade dos reservatórios forem concluídas FSP, 20/2, Cotidiano, p.C7.
  Apesar dos sucessivos aumentos na capacidade dos principais mananciais que abastecem a Grande São Paulo, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) ainda considera prematuro descartar em definitivo o rodízio oficial de água na região e trabalha com cenários pessimistas quanto ao regime de chuvas até o fim de março para definir uma margem de segurança dos reservatórios suficiente para manter um fornecimento mínimo até o próximo período úmido, que começa em outubro OESP, 20/2, Metrópole, p.A13.
 
A implantação de um racionamento de água no Estado do Rio de Janeiro pode provocar um prejuízo diário de R$ 192 milhões ao comércio fluminense, de acordo com pesquisa da Fecomércio-RJ. No Estado, 101.377 estabelecimentos, que representam 18,2% do segmento local, foram apontados como direta ou indiretamente impactados caso a medida seja adotada. Ao todo, eles empregam 763.054 trabalhadores. No levantamento, constam 53 atividades comerciais com grande potencial de perdas, como lavanderias, serviços de limpeza e estabelecimentos do ramo alimentício. Para se chegar à estimativa, levou-se em consideração o faturamento previsto em cada um dos pontos afetados em um dia útil de trabalho FSP, 20/2, Mercado, p.B2.
  "A última grande ampliação da rede d’água de São Paulo foi feita em 1993, quando foi implantado o sistema Alto Tietê. Durante 25 anos -de 1993 a 2018- não terá sido feita nenhuma ampliação bruta do sistema. Enquanto isso, a população metropolitana crescerá até atingir 21 milhões de pessoas. A expansão da oferta de água é uma demanda perturbadora e inescapável em longo prazo, mesmo com melhorias substanciais na rede, educação do consumo e incentivos para adoção de água de reúso nas empresas. Tudo seria mais fácil e mais barato se não poluíssemos o que não devemos poluir. O rio Tietê, por exemplo, oferece mais água que o sistema Cantareira inteiro. Corre, São Paulo, corre", artigo de Ricardo Arnt Isto É, 18/2, Última Palavra, p.74.
  
 

Energia

 
  Uma falha em um condensador levou ao desligamento da usina nuclear Angra 1 do Sistema Interligado Nacional (SIN), à 0h22 de ontem. Segundo a Eletronuclear, empresa do Sistema Eletrobrás que opera as usinas termonucleares de Angra dos Reis, a parada foi causada por um rompimento num tubo de um dos condensadores que resfriam o vapor usado para mover o gerador elétrico da usina. A companhia explicou que foi necessário desligar a usina para preservar a integridade de outros equipamentos, como os geradores de vapor. Ainda não há uma previsão de retomada da operação OESP, 20/2, Economia, p.B3.
  A usina de Teles Pires, décima maior hidrelétrica do Brasil, ainda não conseguiu produzir um só quilowatt de energia. Erguida no Rio Teles Pires, na divisa de Mato Grosso e Pará, a hidrelétrica de 1.820 megawatts (MW) de potência está com parte de sua estrutura pronta para entregar energia desde o mês passado, como previa o contrato. O problema é que não há linha de transmissão para escoar a energia. O consórcio Teles Pires, dono da usina, pretende acionar na Justiça a empresa responsável pela construção da malha. Três anos atrás, a Matrinchã Transmissora assumiu o compromisso de entregar, em janeiro de 2015, uma rede de 1.007 km de extensão para distribuir energia da usina. Na melhor das hipóteses, a usina só terá a rede à disposição no fim de agosto, segundo dados da Aneel OESP, 20/2, Economia, p.B1.
  O Brasil está importando gás natural da África para garantir o funcionamento de uma usina térmica no Rio Grande do Sul tida como decisiva no reforço ao sistema elétrico nacional. A termelétrica de Uruguaiana, na fronteira da Argentina, começou a operar na semana passada por um período emergencial de 60 dias e, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico, tem o terceiro custo mais elevado entre as abastecidas com gás natural no país. Nos primeiros dias de operação, de acordo com dados do ONS, o custo do megawatt-hora em Uruguaiana foi de R$ 471,30. Em média, as térmicas a gás custaram R$ 241,17. As 12 térmicas a carvão custaram em média R$ 170,96 no mesmo período FSP, 20/2, Mercado, p.B6.
  
 

Geral

 
  Eleita a localidade de praia mais bonita do Brasil pelo jornal britânico "The Guardian", Alter do Chão, no Pará, está contaminada com coliformes fecais. O distrito de Santarém pode ter sua principal praia de água doce, na ilha do Amor, interditada. Desde janeiro, oito casos de hepatite A foram comprovados e 11 estão em análise. A água contaminada também pode provocar diarreia e doenças de pele. A vila, que fica a cerca de 25 quilômetros de Santarém, tem cerca de 3.000 habitantes. A pedido do Ministério Público, a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) analisou amostras de água e apontou a presença de coliformes em quatro locais, entre eles a praia do Amor (em frente à vila) FSP, 20/2, Cotidiano, p.C4.
  "A Câmara dos Deputados aprovou - e vai ao Senado - emenda ao substitutivo do ruralista Alceu Moreira (PMDB-RS) para o projeto de lei do Executivo (7.735/2014) que facilita o acesso de pesquisadores e de empresas aos recursos genéticos e conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade e agrobiodiversidade, sem 'consentimento prévio informado'. Não bastasse, o presidente da Câmara dos Deputados confirmou (Instituto Socioambiental, 5/2) que será desarquivada, a pedido da bancada ruralista, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215, que transfere do governo federal (Funai) para o Congresso a última palavra sobre a oficialização e demarcação de terras indígenas, unidades de conservação e territórios quilombolas. Os índios podem perder, por essa nova via, o que a própria Constituição de 1988 lhes assegurou", artigo de Washington Novaes OESP, 20/2, Espaço Aberto, p.A2.
 
"Está incorreto o título do texto 'BNDES e Caixa abolem 'lista suja' do trabalho escravo'. O BNDES não aboliu nem poderia ter abolido a lista. O que o banco está fazendo é simplesmente cumprir decisão do STF, que retirou de consulta via internet e anulou, ao menos temporariamente, os efeitos do cadastro do Ministério do Trabalho. É importante ressaltar também que a prática de trabalho escravo continua sendo um fator de veto à concessão de financiamento pelo BNDES e, se a falta for descoberta a posteriori, o cliente, além de responder a processo, terá de devolver de uma só vez os recursos emprestados", carta de Paulo Braga, chefe da assessoria de imprensa do BNDES FSP, 20/2, Opinião, p.A3.
  
 
Imagens Socioambientais

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