segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Paisagem artística e preservada no sul de Florianópolis


Moradores da Capital e ambientalistas protestam contra a construção de novos empreendimentos imobiliários

Os moradores do Pântano do Sul, em Florianópolis, fizeram uma interferência artística e ambiental nas areias do balneário na manhã do dia 31/10/2009. Na beira da praia, eles esculpiram com letras gigantescas as palavras “paisagem especulada”. A manifestação é em prol da criação de um parque no extremo-sul da Ilha.

Com enxadas, pás e baldes os participantes trabalharam cerca de três horas para cavar as palavras, em uma extensão de 700 metros, que manifestam sua insatisfação.

Eles temem a construção de dois novos empreendimentos imobiliários na planície inundada, que fica próxima ao mar, na praia do Pântano do Sul, e querem frear a expansão urbana na região.

– A frase escolhida é a representação simbólica de uma batalha que está sendo travada para impedir a implantação de megaempreendimentos imobiliários que ameaçam a paisagem e a qualidade de vida de todos nós – resumiu Gert Schinke, representante do Núcleo Distrital do Plano Diretor do Pântano do Sul.

Para proteger a planície das novas construções, os moradores e ambientalistas trabalham a favor da criação do Parque Natural Pântano do Sul e da preservação da Floresta Umbrófila Úmida.

Proposta do parque foi lançada há quatro anos

– Estes empreendimentos serão construídos em cima de áreas que, hoje, estão em avançado estágio de regeneração de restinga, ecossistema associado à Mata Atlântica e um dos biomas mais agredidos do país. É importante que a gente preserve este bem natural – completou.

O lançamento da proposta para a criação da Unidade de Conservação (UC) aconteceu em 2005, em meio à discussão do Plano Diretor Distrital. Neste mesmo ano, a proposta foi encaminhada para o Ministério do Meio Ambiente (MMA), em Brasília, onde passa por análise técnica.

– Estes projetos imobiliários vão agredir a biodiversidade da planície, acentuar ainda mais a escassez de água potável, agravar os problemas de saneamento e congestionar o trânsito – enumerou Schinke.

Também participaram da atividade integrantes do Grupo Rosa dos Ventos, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Instituto para o Desenvolvimento de Mentalidade Marítima (Inmmar) e Cine-Clube Armação.
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FONTE : jorn. NANDA GOBBI (DIÁRIO CATARINENSE, edição de 1/11/2009).

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