terça-feira, 9 de maio de 2017




Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Amazônia, Belo Monte, Biodiversidade, Povos Indígenas, Política Socioambiental
Ano 17
09/05/2017

 

Povos Indígenas

 
  Em uma crônica especial, o sócio fundador do ISA Márcio Santilli conta um pouco sobre o Programa Waimiri-Atroari, uma das mais importantes iniciativas indigenistas do país, e o indigenista Porfírio Carvalho Blog do PPDS/ISA, 8/5.
  O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, nomeou o general do Exército Franklimberg Ribeiro de Freitas para exercer interinamente o cargo de presidente da Funai. A nomeação foi publicada hoje no Diário Oficial da União. Em ocasiões anteriores, Freitas já tinha sido cogitado para a função. Franklimberg Freitas substitui Antônio Fernandes Toninho Costa, que foi demitido no dia 5. O general de brigada do Exército, agora presidente interino da Funai, era diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável da fundação. Ele foi nomeado em janeiro deste ano para a função. O DOU traz ainda a exoneração de Janice Queiroz de Oliveira do cargo de diretora de Administração e Gestão da Funai e nomeia, em seu lugar, Francisco José Nunes Ferreira Valor Econômico Online, 9/5.
  O governo Dilma Rousseff investigou, por meio da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), líderes indígenas e ONGs contrários a grandes empreendimentos na Amazônia, como as usinas de Belo Monte e Tapajós. Relatórios da Abin tiveram seu sigilo levantado e foram transcritos no texto final da CPI da Funai e do Incra por decisão do relator, Nilson Leitão (PSDB-MT). O tucano não questionou a espionagem; pelo contrário, utilizou trechos dos papéis em seu relatório, que pede o indiciamento de dezenas de índios, antropólogos e procuradores que atuam em defesa dos direitos indígenas. Nos relatórios da Abin, há referências individuais ao comportamento de líderes indígenas contrários às hidrelétricas FSP, 9/5, Poder, p.A8.
  Fugindo da crise venezuelana e das condições ruins em Boa Vista (RR), cerca de 450 índios da etnia Warao chegaram nas últimas semanas a Manaus (AM), levando a prefeitura a decretar estado de emergência social. Parte dos Warao está acampada ao lado da rodoviária. Outros grupos se alojaram em prédios precários no centro. Por causa das condições insalubres, os Warao enfrentam um grande surto de catapora, além de tuberculose e pneumonia. O objetivo da medida é acelerar a ajuda aos Warao. "A prioridade agora é retirar todo mundo da rua", disse Gilmar Camabeth, gerente da população em situação de rua FSP, 9/5, Mundo, p.A11; O Globo, 9/5, País, p.6.
  A antropóloga do Instituto Socioambiental, Fany Ricardo, critica Osmar Serraglio ao citar a exoneração do presidente da Funai, Antônio Fernandes Toninho Costa, após ele se recusar a contratar 23 pessoas indicadas base aliada do governo Jornal da CBN, 6/5.
  Sucateamento da Fundação Nacional do Índio pode ser o prenúncio de uma verdadeira calamidade para os povos indígenas e suas terras El País, 8/5.
 
A bancada do PT no Senado vai convidar o presidente demitido da Funai Toninho Costa para um audiência na Comissão de Direitos Humanos da Casa. Os petistas querem que ele repita, diante dos senadores, todas as denúncias que fez contra Michel Temer e o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, depois de ter sido exonerado O Globo, 9/5, Coluna Poder em jogo, p.2.
  "A Funai, à qual cabe supervisionar 13% do território brasileiro, sofre com a depauperação de seu orçamento. São pouco menos de R$ 550 milhões autorizados neste ano. O governo federal gasta mais, por exemplo, com o Colégio Pedro 2o, no Rio de Janeiro, que disporá de R$ 650 milhões em 2017. Como se não bastasse, a autarquia foi alvo de uma CPI, também controlada por ruralistas, que chegou a recomendar sua extinção, em relatório ainda não aprovado. Nesse contexto, episódios como o covarde ataque a índios gamela no Maranhão serão debitados na conta do governo. Este deve pacificar a Funai não apenas por questões de imagem, mas para ter condições de arbitrar o choque inevitável de interesses conflitantes", editorial FSP, 9/5, Editoriais, p.A2.
  
 

Geral

 
  Mais de 40 entidades lançam hoje uma frente de resistência contra a influência da bancada ruralista em temas relacionados a indígenas e trabalhadores rurais. O grupo reúne entidades de diversas áreas, como a Conectas Direitos Humanos, o Greenpeace, a WWF, a SOS Mata Atlântica, o MST e a União Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. A ideia é atuar contra "medidas que violam direitos humanos e colocam em risco a proteção do meio ambiente", segundo a carta pública em que será anunciada a criação da frente. Eles citam como medidas de "retrocesso" o enfraquecimento do licenciamento ambiental, a anulação dos direitos indígenas e de seus territórios, a redução de Unidades de Conservação e a mudança nas regras trabalhistas para o campo, entre outras. FSP, 9/5, Coluna de Mônica Bergamo, p.C2.
  A terceira edição do livro Araweté: Um Povo Tupi da Amazônia, de Eduardo Viveiros de Castro, chega às livrarias. Trata-se de uma edição revista e ampliada (a edição original é de 1992), com dois novos artigos, assinados por Camila de Caux e Guilherme Orlandi Heurich, orientandos de Viveiros de Castro que realizaram pesquisa recente entre esse povo tupi que habita o estado do Pará. Nos anos 1980, Viveiros de Castro visitou pela primeira vez os Araweté. As estadias do antropólogo na aldeia deram origem a um ensaio primoroso sobre a organização social e cultural dos Araweté. O livro está fartamente ilustrado com fotos que registram três décadas da vida da tribo OESP, 7/5, Aliás, p.E1.
  
 

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