sexta-feira, 12 de maio de 2017





Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
HOJE:
Amazônia, Clima, Energia, Florestas, Licenciamento Ambiental, Povos Indígenas, Política Socioambiental, Caatinga
Ano 17
12/05/2017

Direto do ISA

Associações nacionais e internacionais de antropologia alertam para criminalização da pesquisa básica sobre populações tradicionais, indígenas e quilombolas no Brasil - Direto do ISA, 11/5.
Governo encaminhará texto construído pelo Ministério do Meio Ambiente para votação no plenário da Câmara, mas ruralistas apresentarão destaques - Direto do ISA, 11/5.

Povos Indígenas

A Funai informou que, entre os indígenas agredidos no ataque sofrido pela comunidade gamela no município de Viana (MA), no dia 30 de abril, dois ainda permanecem internados no Hospital Tarquino Lopes Filho, em São Luiz. A fundação confirmou que houve um índio com as mãos decepadas, apesar de o governo do Maranhão ter negado essa informação um dia após o ataque. “Aldely de Jesus Ribeiro passou por cirurgia na terça-feira (9). Ele teve as duas mãos praticamente decepadas, com fratura exposta também na tíbia e perônio e foi atingido por um tiro de raspão. José Ribamar Mendes também teve uma das mãos gravemente ferida com fratura exposta e aguarda cirurgia. Os dois, contudo, apresentam leve melhora e recuperam lentamente alguns movimentos das mãos”, informou a Funai - Estadão Online, 11/5.
O artista plástico Ernesto Neto viajou com os índios huni kuin para apresentar a instalação "Um sagrado lugar" na Bienal Internacional de Veneza. No texto escrito a mão na parede próxima à instalação, na mostra principal de Veneza, o artista protesta contra o avanço sobre a floresta e seus povos, ameaçados pelas mudanças na Funai e nas regras da demarcação das terras indígenas. Assista ao vídeo do artista com os Huni Kuin O Globo, 12/5, Segundo Caderno, p.1.

Geral

Uma extensa equipe internacional de 31 pesquisadores em 13 países analisou dados de satélites e concluiu que a Terra tem 9% mais florestas do que se estimava. Estes 4.270.000 km² de floresta até agora "escondidos" têm metade da área territorial do Brasil e equivalem à toda a floresta amazônica. O estudo procurou descobrir se as zonas áridas também abrigariam trechos de florestas. "Os biomas das zonas secas cobrem cerca de 41,5% da superfície terrestre. Elas contêm alguns dos ecossistemas mais ameaçados, incluindo sete dos 25 hotspots de biodiversidade, enquanto enfrentam a pressão das mudanças climáticas e da atividade humana", escreveram os autores do estudo na revista "Science". Entre os "hotspots", "pontos quentes" de diversidade animal e vegetal, está o semiárido brasileiro - FSP, 12/5, Ciência, p.B9.
O país deve livrar Roraima da dependência de energia elétrica da Venezuela. O estado deve ser ligado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio de um linhão de transmissão de energia. O governo decidiu usar recursos do fundo setorial Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) para bancar o empreendimento, cujo orçamento inicial está entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,5 bilhão. O governo também vai liberar o licenciamento da Funai que ainda está pendente, pois parte da obra está em terra indígena - O Globo, 12/5, Economia, p.23.
O governo de Donald Trump dispensou nove cientistas que integravam o Painel de Conselheiros Científicos da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), no mais recente golpe sofrido pela agência desde que o republicano assumiu a presidência dos EUA. No lugar dos cientistas, segundo um porta-voz da agência, a ideia é colocar representantes de indústrias "reguladas" pela agência. A mudança em um dos principais conselhos da agência vem depois de Trump determinar um corte de 31% no orçamento da EPA para 2018. Para especialistas da área, contudo, o enfraquecimento da EPA começou em dezembro, quando Trump escolheu o cético sobre mudanças climáticas, Scott Pruitt, para liderar a agência - FSP, 12/5, Ciência, p.B9.
"O presidente Michel Temer, durante um ano de governo, foi acusado de provocar retrocesso. Colocar um general de partido conservador para a Funai, reduzir áreas de conservação ambiental e discursar elogiando o papel tradicional da mulher foram retrocessos. A Floresta Nacional de Jamanxin marca uma das derrotas que o país teve na área ambiental nesse governo. No fim do ano passado, Temer reduziu o tamanho da unidade de conservação. A ideia de colocar um general do partido de Jair Bolsonaro para administrar a política indigenista do Brasil surgiu no primeiro momento do governo. Houve forte reação dos antropólogos e Temer recuou. Mas, assim que o cargo ficou vazio, o presidente nomeou o general. Isso se soma a outras medidas que enfraqueceram a Funai", artigo de Míriam Leitão - O Globo, 12/5, Economia, p.22.

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