terça-feira, 30 de maio de 2017

Conhecimento tradicional e manejo de agroecossistemas elevam produtividade da agricultura familiar


Pelo projeto BioREC, técnicos do Instituto Mamirauá trabalham em parceria com as comunidades ribeirinhas do interior da Amazônia para reduzir a abertura de novas áreas de floresta para o plantio, a degradação ambiental e a emissão de gases de efeito estufa, elevando a produtividade da agricultura familiar e a renda dos produtores com estímulo à produção sustentável.


Usina de processamento de frutas inaugurada em comunidade ribeirinha no interior da Amazônia promete aumentar a renda dos produtores rurais. Crédito: Instituto Mamirauá
Usina de processamento de frutas inaugurada em comunidade ribeirinha no interior da Amazônia promete aumentar a renda dos produtores rurais. Crédito: Instituto Mamirauá


Uma usina de beneficiamento, resfriamento e armazenamento de polpas de frutas, que funcionará à base de energia solar, deve aumentar a renda dos produtores rurais da comunidade Boa Esperança, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, no interior do Amazonas. A produção, que será vendida para as cidades vizinhas, deve começar nos próximos dias, com a inauguração da usina.
A iniciativa faz parte do projeto Mamirauá: Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade em Unidades de Conservação (BioREC), que o instituto desenvolve desde 2013 com recursos do Fundo Amazônia, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O projeto aposta no manejo de agroecossistemas no qual a manutenção dos recursos naturais é combinada com plantios e pastos tradicionais. São os sistemas agroflorestais (SAFs) e os sistemas pecuários agroecológicos.
O objetivo é reduzir a abertura de novas áreas de floresta para o plantio, a degradação ambiental e a emissão de gases de efeito estufa, elevando a produtividade da agricultura familiar com o estímulo à produção sustentável. Pelo projeto, técnicos do Instituto Mamirauá trabalham ao lado de produtores rurais, adaptando as propostas às realidades, culturas e necessidades das populações ribeirinhas, incluindo lições do manejo tradicional e novos conhecimentos, de caráter ecológico, para as práticas agrícolas.
Fonte: Instituto Mamirauá

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 30/05/2017

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