quarta-feira, 1 de março de 2017


Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Amazônia, Mata Atlântica, Mineração, Mudanças Climáticas, Povos Indígenas
Ano 17
01/03/2017

 

Povos Indígenas

 
  Em artigo, Márcio Santilli, sócio fundador do ISA, critica a nomeação do novo ministro da Justiça do governo Temer, Osmar Serraglio. O texto foi publicado originalmente no blog "Justificando", da Carta Capital - Blog do PPDS/ISA, 24/2.
 
Cinquenta lideranças do Parque Indígena do Xingu participaram do desfile da Imperatriz Leopoldinense, no Rio. Desfilaram as principais lideranças indígenas da região, que sofre com a construção da barragem de Paranatinga 2. "Os peixes foram embora. É triste", resume o cacique Jacalo, da etnia Kuikuro. Afetado pela usina de Belo Monte, no Médio Xingu, Timei Assurini conta que sua etnia entrou em contato com o branco há apenas 40 anos. A tribo tinha milhares de pessoas. Hoje, são apenas 250. "O carnaval é uma grande emoção, nunca imaginei estar aqui. Mas vim com a missão de pedir socorro" disse Assurini - O Globo, 28/2, Carnaval 2017, p.5.
  
 

Mata Atlântica

 
  Restaram menos de 3% da floresta com araucárias, árvore típica do Sul do Brasil, que cobria quase metade do território paranaense. Com alto valor madeireiro, a árvore que integra a mata atlântica está ameaçada de extinção -mas uma pesquisa defende que cortar algumas delas pode ser uma forma de preservá-las. Há um ano, pesquisadores da Unicentro (Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná) receberam uma autorização para cortar araucárias numa pesquisa em pequenas propriedades rurais. O objetivo é desenvolver um modelo de manejo sustentável, que plante novas espécies a cada árvore retirada e conserve a floresta pelo uso - FSP, 28/2, Cotidiano, p.B6.
  Conservacionistas do Paraná se mobilizaram para parar a pesquisa com corte de araucárias. Para eles, as licenças concedidas ao projeto abrem uma pressão econômica sobre os poucos remanescentes da mata atlântica. Ambientalistas classificam a pesquisa como crime ambiental, já que o corte de espécies em extinção é proibido no país, e o Ministério Público fez recomendação pedindo a suspensão da licença. A pesquisa científica na mata atlântica, segundo os promotores, "deve ter como pressuposto sua recuperação e preservação, e não a exploração comercial". "A ilegalidade é evidente", diz o promotor Alexandre Gaio - FSP, 28/2, Cotidiano, p.B6.
  
 

Mineração

 
  O governo Michel Temer omitiu o desastre ambiental de Mariana do informe oficial que entregou para a ONU sobre a situação de direitos humanos no País. O relatório servirá de base para uma sabatina do Brasil no Conselho de Direitos Humanos. O Ministério dos Direitos Humanos confirmou que não faz referências ao rompimento da barragem de rejeitos da Samarco na cidade mineira, que deixou 18 mortos em novembro de 2015, contaminou cursos d'água e é considerado um dos maiores desastres ambientais da história do País. Segundo o governo, a ONU impõe um limite de tamanho para o documento e não teria sido possível incluir o desastre, apontado pela ONU em seus comunicados como uma das grandes tragédias ambientais dos últimos anos - OESP, 28/2, Política, p.A5.
  O ex-bilionário Eike Batista, investigado na Operação Lava Jato, tem antigos empreendimentos questionados em ao menos seis ações judiciais que acusam supostos favorecimentos de órgãos públicos e de servidores para agilizar liberação de obras de grande impacto ambiental. As ações correm nas Justiças de Minas e Rio e questionam os licenciamentos ambientais de mineração no Sistema Serra Azul, do Mineroduto Minas-Rio e do Porto do Açu, as maiores obras concebidas pelo ex-bilionário. Das seis ações, três acabaram encerradas após a homologação de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) e de Acordo Judicial, nos quais as empresas prometem mitigar impactos ambientais e se adequar à legislação. As outras ainda tramitam na Justiça - OESP, 1/3, Política, p.A5.
  
 

Amazônia

 
  "Há exatos 50 anos começava a ser implantada, no coração da floresta amazônica, a Zona Franca de Manaus (ZFM). Em contraste com a maioria dos projetos desenvolvidos na Amazônia, com forte pressão na floresta, a ZFM teve o mérito de consolidar um polo industrial dinâmico e com reduzido impacto ambiental. Seus méritos e avanços, todavia, não nos eximem da tarefa de corrigir erros e insuficiências, como a ausência de plantas industriais que agreguem valor à nossa rica biodiversidade. Um projeto que propiciou ao Amazonas crescimento econômico e preservação de 98% de sua floresta e cujo desafio é avançar para novas tecnologias sustentáveis", artigo de Vanessa Grazziotin - FSP, 28/2, Opinião, p.A2.
  
 
Imagens Socioambientais

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