quinta-feira, 23 de março de 2017

DIA MUNDIAL DA ÁGUA



22 de Março – Dia Mundial da Água
No município de Embu Guaçu, região metropolitana de São Paulo (SP), integrantes da ONG Aramitan conhecem bem a realidade do Rio Congonhal, que fica próximo a sua sede, pois o monitoram de perto, com coletas e análises mensais. Eles são voluntários do Observando os Rios, projeto da Fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com a Ypê, que capacita a população para o monitoramento da qualidade da água.
As análises realizadas pelo grupo no último ano mostram que a qualidade do rio é regular. Situação que espelha, infelizmente, a maior parte dos rios, córregos e lagos avaliados pelos voluntários da ONG em bacias hidrográficas da Mata Atlântica.
Dos 240 pontos de coleta monitorados, distribuídos pelos 184 rios, apenas 2,5% (6 pontos) possuem qualidade boa, enquanto 70% (168) estão em situação regular e 27,5% (66 pontos) com qualidade ruim ou péssima. Isso significa que 66 locais estão impróprios para o abastecimento humano, lazer, pesca, produção de alimentos, além de não terem condições de abrigar vida aquática. Nenhum dos pontos analisados foi avaliado como ótimo.
O levantamento foi realizado, entre março de 2016 e fevereiro de 2017, em 73 municípios de 11 estados da Mata Atlântica – Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo – além do Distrito Federal, com base nas coletas e análises mensais realizadas por 194 grupos de voluntários.
Conheça o levantamento completo e a lista dos rios avaliados no relatório “Observando dos Rios 2017 – O retrato da qualidade da água nas bacias da Mata Atlântica”.
Os dados não são animadores, mas assim como os voluntários do Rio Congonhal, sabemos que podemos mudar essa realidade. “Precisamos ampliar a consciência sobre a responsabilidade que temos pelos rios que passam na região onde vivemos”, destacam eles.
Clique aqui e acesse o relatório.

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