quarta-feira, 22 de março de 2017




Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Agrotóxicos, Água, Amazônia, Energia, IDH, Mineração, Mudanças Climáticas, Pantanal, Povos Indígenas, UCs, Governo Temer
Ano 17
22/03/2017

 

Água

 
  Hoje, 22 de março, Dia Mundial da Água, não há muito o que se comemorar no Brasil. Ao contrário. Os casos de seca que levaram a decretos de situação de emergência ou calamidade pública no país dispararam entre 2003 e 2015. Ao longo do período de 13 anos, o número desses episódios cresceu 409%. Nesse mesmo intervalo, também aumentou a quantidade de municípios no país que decretaram emergência ou calamidade em decorrência das secas. O salto foi de 199%. A seca no Nordeste é a pior desde 1961. De acordo com a ANA, os reservatórios locais estão com 13,8% da capacidade. E, segundo o Ministério da Integração Nacional, 835 municípios da região estão em estado de emergência FSP, 22/3, Especial Água, p.4.
  Metade da população brasileira chega a mais um Dia Mundial da Água sem acesso ao serviço básico de esgoto. Tal deficit contabiliza cerca de 104,5 milhões de pessoas apartadas do tratamento de dejetos. A expansão do serviço de saneamento caminha em um ritmo mais devagar do que o planejado. Em 2013, o Plano Nacional de Saneamento Básico, criado pelo governo federal, estabeleceu que o serviço deveria ser universalizado até 2033. No atual ritmo das obras, porém, seriam necessárias mais duas décadas para universalizar o serviço FSP, 22/3, Especial Água, p.4.
  O governo do Distrito Federal (DF) começou o ano de 2017 impondo à população um rodízio que alterna o corte de água por um dia a cada seis em todas as regiões. E a situação pode piorar. A crise que afeta o DF tende a se agravar com a chegada do período de seca, que se estende abril a setembro. As áreas abastecidas pelo sistema do Descoberto, que representam 62% dos domicílios, estão no rodízio desde 16 de janeiro. Abastecido pelo reservatório de Santa Maria/Torto, o Plano Piloto, que concentra as casas das famílias de maior renda per capita, passou a sofrer corte de água semanas depois, em 27 de fevereiro FSP, 22/3, Especial Água, p.2.
  Os sete principais mananciais que abastecem a macrometrópole paulista apresentam em mais da metade de sua área (54,93%) um grau de fragilidade ambiental alto ou muito alto, comprometendo sua habilidade de produzir água para a região. Recuperá-los, com o plantio de 920 milhões de mudas, poderia custar algo entre R$ 1,4 bilhão e R$ 2,4 bilhão. É o que aponta levantamento feito pelo Labgeo da Escola Politécnica da USP e pelo Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), que avaliou as áreas mais críticas, do ponto de vista da gestão hídrica, e quais são as possíveis intervenções para melhorar sua capacidade de produção de água, restauração da vegetação nativa e conservação OESP, 22/3, Metrópole, p.A18.
  São Paulo deveria seguir modelo da Austrália para aprimorar gestão de recursos hídricos, avalia especialista FSP, 22/3, Especial Água, p.2.
  "Apenas seis rios dos Estados da Mata Atlântica apresentam qualidade de água boa. O retrato da qualidade da água, elaborado a partir do levantamento que a SOS Mata Atlântica realizou, mostra a dura realidade que o País precisa encarar para garantir água, em qualidade e quantidade, à sociedade. A qualidade regular da água encontrada em 70% dos recursos hídricos avaliados é um alerta para a fragilidade das regiões de maior concentração populacional do País em relação à gestão da água. É também um chamamento à responsabilidade dos gestores públicos, da iniciativa privada e da sociedade para a necessidade de aperfeiçoamento e implementação do Sistema Nacional de Recursos Hídricos e, sobretudo, da necessidade de mudança de comportamento em relação à água", artigo de Malu Ribeiro OESP, 22/3, Metrópole, p.A18.
  "Comemora-se nesta quarta-feira (22) o Dia Mundial da Água. Com razão poderia o leitor perguntar: há o que comemorar? A resposta é um vigoroso sim, se levarmos em conta o esforço realizado pelo Governo de São Paulo no encaminhamento de soluções para a maior crise hídrica que se tem registro em nosso Estado. Ao mesmo tempo, temos importantes desafios no âmbito do saneamento básico, o que nos leva a abrandar o vigor da resposta. Entretanto, no que concerne à segurança hídrica, temos muito a festejar", artigo de Benedito Braga, secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo FSP, 22/3, Tendências/Debates, p.A3.
  
 

Geral

 
  O Brasil ficou estagnado no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Relatório das Nações Unidas divulgado ontem revela que o País alcançou o indicador 0,754 - o mesmo obtido no ano anterior -, em uma escala de 0 a 1. Com esse desempenho, o Brasil se mantém na 79.ª posição do ranking, empatado com a ilha de Granada. E pior: cai 19 posições na lista quando a desigualdade é levada em conta. No ranking de desigualdade, apenas dois países têm uma queda maior no ano: Irã (que despencaria 40 posições) e Botsuana (com perda de 23). Se for considerado o Coeficiente de Gini, o Brasil é o 10.o mais desigual de uma lista de 143 países OESP, 22/3, Metrópole, p.A14; O Globo, 22/3, Economia, p.28; FSP, 22/3, Cotidiano, p.B4.
  Quando 2016 terminou, levando consigo o título de ano mais quente desde o início dos registros históricos, a comunidade científica dava como certo que 2017 não lhe faria concorrência. Agora, no entanto, um novo boletim da Organização Meteorológica Mundial admite que os próximos meses prometem um vasto leque de eventos extremos, como o aumento inédito do degelo no Ártico, a desertificação do Nordeste brasileiro e seguidas tempestades na costa Oeste da América do Sul. Segundo o relatório, os fenômenos extremos não apenas seguirão em 2017, como "dão a entender que o aquecimento dos oceanos pode ser mais pronunciado do que se acreditava". Entre o fim de dezembro e março, o Ártico viveu ao menos três vezes o equivalente polar a uma onda de calor O Globo, 22/3, Sociedade, p.35.
  O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, foi orientado a se expor o mínimo possível desde que a Operação Carne Fraca veio à tona. A ordem partiu do Palácio do Planalto. Em gravação, Serraglio chama Daniel Gonçalves Filho, ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, de "grande chefe". A Carne Fraca aponta Daniel Gonçalves, preso pela Polícia Federal, como o "líder da organização criminosa". Deputados e senadores pedem a demissão de Serraglio. A Comissão de Ética da Presidência recebeu ontem representação assinada pelos deputados Afonso Florence (PT-BA) e Robinson Almeida (PT-BA) contra Serraglio. Os parlamentares entraram, ainda, com pedido de investigação na Procuradoria- Geral da República (PGR) OESP, 22/3, Economia, p.B4.
  
 

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