quarta-feira, 21 de março de 2018



Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA


HOJE:
Água, Agrotóxicos, Amazônia, Áreas Úmidas, Biodiversidade, Desmatamento, Infraestrutura, Mudanças Climáticas, Oceanos, Povos Indígenas, Quilombolas, UCs
Ano 18
21/03/2018


Desmatamento



Madeireiros usam árvores fictícias para roubar ipê

No papel, tudo parece em ordem: sob o número 457, o ipê foi retirado de uma área de exploração florestal autorizada em Rurópolis (PA), levado a uma madeireira, depois a uma fábrica de decks (pisos) e de lá exportado para Nova Orleans (EUA). O problema é que o toco de árvore onde está a placa de metal com a numeração 457 seria de uma jarana, espécie de valor bem menor. Relatório do Greenpeace divulgado nesta terça-feira (20) mostra que a identificação botânica errada é uma das táticas usadas por quadrilhas para legalizar cortes ilegais de ipê, atualmente a árvore mais valiosa da Amazônia - FSP, 21/3, Ciência, p.B6.

Quais os efeitos do desmatamento no abastecimento de água

Há uma íntima relação entre menos vegetação natural e comprometimento de fontes d’água. Fatores como a frequência de chuvas e a diminuição do volume de água em lençóis freáticos podem ser potencializados pelo desmatamento - Nexo, 17/3.

 


Povos Indígenas



O verdadeiro 'Encantados' está em 'Piripkura'

No ano passado, Piripkura venceu o prêmio de melhor documentário no Festival do Rio. Desde então, tem circulado pelo mundo. Foi premiado no importante festival de documentários de Amsterdã e, nas próximas semanas, a equipe (Mariana Oliva, Renata Terra e Bruno Jorge) volta à Holanda, para o Festival da Anistia Internacional em Haia. Movies that Matters, Filmes Que Fazem a Diferença. A Anistia vai homenagear pessoas que estão fazendo a diferença no mundo, por sua luta por direitos humanos e civis. Jair Candor, da Funai, está entre os oito homenageados deste ano - OESP, 21/3. Caderno 2, p.C8

Em nome de quê?

"Os rios são as artérias do planeta; precisam correr livres para que ele se mantenha saudável. Sendo assim, podemos dizer que o Planalto dos Parecis, no Mato Grosso, é o nosso coração. Dali, na divisa entre o Cerrado e a Amazônia, é bombeada a água que abastece as principais bacias hidrográficas do país. E, neste exato momento, trava-se na região uma batalha que pode definir nosso futuro: de um lado o governo e interesses privados; do outro, os povos indígenas e outras comunidades tradicionais", artigo de Maria Paula Fernandes e Rinaldo Arruda - O Globo, 21/3, Opinião, p.17.

 


Áreas Úmidas



Brasil lidera proteção de áreas úmidas

Três novas áreas úmidas brasileiras foram reconhecidas nesta terça-feira (20/03) como sítios Ramsar, título conferido pela Convenção de Ramsar, que promove a proteção e a sustentabilidade de habitats aquáticos em todo o mundo. Com isso, o Brasil passou a ser o primeiro colocado do mundo, com a maior extensão de áreas tituladas pela Convenção. Esses três novos sítios anunciados incluem o mosaico de UCs federais, estaduais e municipais do Rio Negro, no Amazonas, em uma área de 12 milhões de hectares. O país obteve, também, o reconhecimento dos Manguezais da Foz do Amazonas, em 3,8 milhões de hectares entre o Amapá e o Maranhão, e do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha. - MMA,20/3.

 


Água



De olho na Presidência, Alckmin omite erros para recontar a crise da água

Nesta terça (20/3), o governador de SP aproveitou visita ao Fórum Mundial da Água, realizado em Brasília, para exaltar ações de seu governo contra a crise hídrica e defender o fim de impostos federais sobre o saneamento. No auge da seca, a gestão Alckmin foi alvo de fortes críticas. Agência Nacional de Águas e Tribunal de Contas do Estado apontaram a falta de planejamento mesmo diante dos indícios de que uma forte seca atingiria São Paulo. Esses alertas, dizem, poderiam ter suscitado ações mais eficientes. São Paulo não entrou em um sistema drástico de rodízio somente porque uma sequência inesperada de chuva atingiu a Grande SP em fevereiro de 2015. Na ocasião, obras emergenciais ainda estavam no meio do caminho - FSP, 21/3, Cotidiano, p.B1.

Ceará vai usar água do mar para consumo

A seca histórica que há seis anos não dá trégua à Região Nordeste levou o governo do Ceará a adotar uma medida extrema para garantir o abastecimento humano de água. O governo cearense decidiu instalar, no litoral de Fortaleza, uma unidade de dessalinização da água do mar, para complementar o atendimento à população. O plano é que, até 2020, parte dos habitantes da cidade passe a matar a sede bebendo água do mar - OESP, 21/3, Metrópole, p.A14.

Boatos persistentes na rede desafiam empresas

As equipes de comunicação de Nestlé e Coca-Cola mapeiam constantemente as mídias sociais e respondem ao que tratam como boatos, mas que arranham a imagem que as empresas perseguem de companhias socialmente e ambientalmente responsáveis. Em janeiro, quando o presidente Michel Temer se encontrou no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, com o CEO da Nestlé, Paul Bulcke, a notícia de que se tratava de um encontro para negociar a privatização do aquífero Guarani ganhou mais fermento. Ali, a boataria sobre a "privatização" do aquífero voltou a crescer. Mas a Constituição garante que águas subterrâneas são bens do Estado. Nota da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (Abas) diz que a notícia da privatização é falsa - Valor Econômico, 21/3, Especial, p.A12.

 


Oceanos



Oceanos recebem 25 milhões de toneladas de lixo por ano

Um estudo que revisou a literatura mundial sobre poluição marinha estimou que pelo menos 25 milhões de toneladas de resíduos são despejadas por ano nos oceanos. E a maior parte disso - 80% - tem origem nas cidades, em razão de uma má gestão dos resíduos sólidos. O caminho é conhecido: sem descarte adequado, resíduos vão parar em lixões, muitos deles à beira de corpos d’água, que seguem pelo seu caminho natural até o mar. O trabalho da Associação Internacional de Resíduos Sólidos (Iswa), levou em conta estimativas sobre quanto resíduo não é coletado no mundo - algo entre 500 milhões e 900 milhões de toneladas - e cruzou esse dado com o mapeamento de pontos de descarte irregular em cidades perto do mar ou de corpos hídricos - OESP, 21/3, Metrópole, p.A14.

 


Mineração



Hydro diz que verteu água de chuva, mas não afetou população

Em comunicado, o grupo norueguês Norsk Hydro reconheceu, nesta segunda-feira (19), que sua fábrica brasileira de alumínio Hydro Alunorte, a maior do mundo, verteu água de chuva não tratada no rio Pará. A empresa, porém, reafirmou que as inundações que afetaram as comunidades de Barcarena, município industrial próximo à cidade de Belém, foram resultantes das extremas chuvas que ocorreram em meados de fevereiro. Foram dois episódios diferentes, ressaltou a Norsk Hydro - FSP, 21/3, Ciência, p.B6.

 

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