segunda-feira, 19 de março de 2018



Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA


HOJE:
Água, Áreas Úmidas, Garimpo, Imigração, Infraestrutura, Licenciamento Ambiental, Mudanças Climáticas, Oceanos, Povos Indígenas, Zona Costeira
Ano 18
19/03/2018


Bacia do Rio Negro



Bacia do Rio Negro ganha título internacional de proteção de áreas úmidas

O anúncio oficial será feito pelo MMA no dia 20 de março durante o 8º Fórum Mundial de Águas, em Brasília, maior evento mundial sobre o tema, organizado pelo Conselho Mundial da Água. A região da Bacia do Rio Negro que será considerada como Ramsar inclui diferentes áreas protegidas. É a primeira vez que esse título inclui Terras Indígenas (TI). O sítio Ramsar da Bacia do Rio Negro abrange oito TIs e 16 Unidades de Conservação (UCs), entre áreas federais, estaduais e municipais. “O sítio Ramsar do Rio Negro tem uma composição inédita porque inclui terras indígenas e não apenas unidades de conservação. Essa novidade gera a oportunidade de uma gestão compartilhada e inovadora”, enfatiza Beto Ricardo, coordenador do Programa Rio Negro do Instituto Socioambiental (ISA) - A Crítica, 18/3, Cidades, p.C3.

 


Licenciamento Ambiental



Agromitômetro: mitos e fatos nos argumentos ruralistas sobre licenciamento ambiental

A Frente Parlamentar da Agropecuária, vulgo bancada ruralista, divulgou na semana passada um posicionamento público sobre licenciamento ambiental. Submetemos o documento ao nosso detector de agrocascatas para avaliar o que é verdade e o que não é - Observatório do Clima, 19/3

Licenciamento ambiental de qualidade

"Prolonga-se no Congresso Nacional, desde 1988, a tramitação de vários projetos de lei que cuidam do licenciamento ambiental, regulamentando a Constituição. Com certeza há que se promover melhorias no licenciamento ambiental, com o objetivo de torná-lo menos burocrático e cartorial e mais eficiente. Eficiência aqui significa, inclusive, garantir o cumprimento das exigências e condicionantes das licenças ambientais, que hoje são solenemente ignoradas pelos empreendedores e órgãos ambientais", artigo de Fabio Feldmann - O Globo, 18/3, Opinião, p.11.

 


Povos Indígenas



Indígenas e minorias étnicas trocam histórias de luta pela água no Fórum Mundial

Os Direitos e Acesso à Água por Povos Indígenas, Comunidades Tradicionais e Minorias Étnicas: histórias e aprendizados a partir de conquistas e insucessos é um dos debates que reunirá representantes de mais de 150 países no 8º Fórum Mundial da Água, que se realiza a partir deste final de semana até o dia 23, em Brasília - Agência Brasil, 16/3.

Liderança indígena é acusada de denúncia caluniosa após relatar ameaças de madeireiros

"A possibilidade de prisão de Benki Piyako, liderança indígena do povo Ashaninka e respeitado internacionalmente pelo seu trabalho e luta incessante pela proteção da Amazônia mobilizou as redes sociais nos últimos dias", blog Eu na Floresta - OESP, 17/3, Sustentabilidade.

Indígenas publicam nota de esclarecimento sobre Linhão de Tucuruí

A Comunidade Waimiri Atroari enviou nesta sexta-feira (16/3), nota ao jornal Folha de Boa Vista para esclarecer a situação da passagem do Linhão de Tucuruí pela Terra Indígena. Afirmam que vieram a público esclarecer sobre carta assinada na data de 15 de março sobre a Linha de Transmissão Manaus-Boa Vista que segundo eles, teria sido erroneamente interpretada e divulgada como sendo de concordância com a obra por parte dos indígenas - Folha de Boa Vista, 16/3.

“Este é o primeiro passo”, diz presidente da Funai

Serão necessárias ações de mitigação e de compensação para que os indígenas concordem com a passagem do Linhão pela Terra Indígena Waimiri-Atroari. O presidente interino da Funai, general Franklimberg Ribeiro de Freitas, explicou em coletiva à imprensa na última sexta-feira, 16/3, que toda ação que precisa ser executada em área indígena tem que seguir o protocolo estabelecido pelas etnias. Freitas explicou que o processo de negociação da passagem do Linhão de Tucuruí pela TI esteve parado quase dois anos - Folha de Boa Vista, 17/3.

 


Água



Ocupação pode ter piorado crise hídrica em Brasília

Mergulhada em um racionamento de água que não tem data para acabar, Brasília recebe a partir de hoje o 8.º Fórum Mundial da Água. O desafio será discutir um problema que atinge não somente a capital, mas vem assombrando o País nos últimos anos e é cada vez mais comum em vários cantos do mundo. Enquanto cerca de 10 mil congressistas de 170 países debatem o tema “compartilhando água”, o País tem em grande parte do seu território – no semiárido do Nordeste, há sete anos, e no Centro-Oeste, há três – um quadro de crise hídrica - OESP, 18/3. Metrópole, p.A18.

Só obras não garantem água, afirma ONU

Cada vez mais, os países terão que desenvolver novas formas de garantir um abastecimento seguro de água. E para o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos 2018, a saída não está só na construção de represas, estações de tratamento de água e esgoto e canais de irrigação de lavouras, mas também na preocupação de restauro e manutenção da natureza. O documento, produzido pela Unesco (órgão da ONU para a educação e cultura), será divulgado nesta segunda-feira (19), na 8ª edição do Fórum Mundial da Água, que acontece em Brasília até o próximo dia 23 - FSP, 19/3. Cotidiano, p.B4; O Globo, 19/3, Sociedade, p.20.

A segurança hídrica e o gatilho

"Segurança hídrica exige ações que vão muito além de espalhar tubulações e represas pelo Estado, pois, ao contrário do que se propaga, água de qualidade é um recurso finito e a cada dia mais escasso. A redução das perdas na distribuição deve ser uma das prioridades, assim como a universalização da coleta e do tratamento de esgoto, que leva à diminuição da poluição dos corpos hídricos próximos aos centros urbanos, permitindo sua utilização", artigo de João Paulo R. Capobianco e Guilherne Checco - OESP, 17/3, Opinião, p.A2.

 


Geral



Chinesa investe em porto no Maranhão e estuda ferrovias

A CCCC (China Communications Construction Company), maior empresa chinesa de infraestrutura, olha com atenção todos os projetos de concessão de ferrovias no Brasil, afirmou o presidente da companhia para a América do Sul, Chang Yunbo. Interessam à CCCC os editais de ferrovias previstos para este ano, como o da Ferrogrão (MT/PA) e o da Norte-Sul (Porto Nacional-TO), a Estrela D'Oeste-SP). A companhia avalia também uma participação na Malha Sul, da Rumo Logística - FSP, 19/3, Mercado, p.A18.

Ilustre desconhecido

Uma imensa região escura, inóspita, repleta de riquezas e habitantes desconhecidos, cuja exploração será feita por robôs. Parece a descrição de um planeta. São, na verdade, as profundezas do Oceano Atlântico Sul. Ao contrário de sua porção Norte, que banha o litoral de países desenvolvidos, ele conta com poucos sensores e há diversas lacunas em seus dados históricos. Para suprir informações básicas, como a dispersão de poluentes e a biodiversidade ali presente, diversas nações, entre elas o Brasil, criaram o Centro Internacional de Pesquisa do Atlântico (AIR Center) - O Globo, 18/3, Sociedade, p.34.

Santos cria barreira no mar contra ressacas e perda da faixa de areia

Um projeto-piloto da Prefeitura de Santos e do Departamento de Recursos Hídricos da Unicamp está fixando no chão do mar uma fileira de sacos especiais cheios de areia, os geotubos, criando recifes artificiais submersos. A técnica será realizada no Brasil pela primeira vez. A ideia é que a barreira consiga frear, ao menos localmente, o poder das ondas — e que também diminua o "roubo" de areia da praia feito pelo mar - FSP, 19/3, Cotidiano, p.B5.

 


Mudanças Climáticas



IPCC chega aos 30 preocupado com verba e desinformação

Quinze cientistas do painel do clima apontam detecção da influência humana no aquecimento da Terra como contribuição decisiva da instituição para a humanidade. A expressão “influência humana discernível” no sistema climático, está escrita no Segundo Relatório de Avaliação do painel (1995), que forneceu a base para a negociação do Protocolo de Kyoto (1997). De lá para cá, mais certeza foi acrescentada a essa afirmação. O consenso em torno da causa humana da mudança do clima forneceu a base para o Acordo de Paris, em 2015, e está provocando (ainda que mais lentamente do que o necessário) uma mudança radical no uso de energia pela humanidade - Observatório do Clima, 16/3.

 



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