sábado, 17 de março de 2018

FAO lança livro sobre agricultura sustentável no Brasil

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), com apoio da Confederação Nacional da Agricultura do Brasil (CNA), lança na próxima terça-feira (20), o livro Agricultura Irrigada Sustentável no Brasil: Identificação de Áreas Prioritárias, durante o 8º Fórum Mundial da Água, que acontece de 18 a 23 de marco em Brasília. O lançamento acontecerá no stand da CNA no Fórum, às 16h30, com as presenças do Representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, e do Presidente da CNA, João Martins da Silva Júnior.
O livro apresenta um panorama de áreas prioritárias com potencial para o fomento da agricultura irrigada no Brasil por meio do uso adequado e sustentável das águas superficiais e subterrâneas sem conflitos com os demais usuários, além de definir metas e formas mais eficazes de utilização da irrigação.
A escassez de água e energia em quantidade e qualidade em determinadas regiões brasileiras para uso em irrigação sem gerar conflitos entre os demais usuários é um grande desafio, exige melhor gestão e planejamento do uso adequado e sustentável dos recursos.
A agricultura é a principal usuária dos recursos hídricos disponíveis, uma média de 70% do consumo mundial. “A agricultura irrigada representa uma poderosa ferramenta de gestão contra as incertezas de chuvas que afetam diversas regiões do mundo”, afirma Alan Bojanic, Representante da FAO no Brasil.
O estudo aponta que o Brasil possui mais de 4,5 milhões de hectares com potencial para serem irrigados, com menor investimento e risco, por parte dos governos ou da inciativa privada.
Segundo o estudo, a irrigação, se bem planejada e executada, possibilita o aumento da produção, da eficiência no uso da água, tanto em quantidade quanto em qualidade e regularidade, e da diversidade de culturas, contribuindo significativamente no fomento da produção agropecuária e, consequentemente, no próprio PIB do país.
A produtividade média obtida em áreas irrigadas no país é pelo menos 2,7 vezes maior que a obtida através da agricultura tradicional de sequeiro, que é dependente do regime (irregular e inconstante) de chuvas.Fonte: FAO (#Envolverde)

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