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sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Planos de produção de combustíveis fósseis dos governos estão além dos objetivos do Acordo de Paris

O Relatório sobre a Lacuna de Produção 2021, elaborado por renomados institutos de pesquisa e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), conclui que, apesar do aumento das ambições climáticas e dos compromissos líquidos zero, os governos ainda planejam produzir em 2030 mais do dobro da quantidade de combustíveis fósseis do que seria necessário para limitar o aquecimento global a 1,5°C. O relatório, lançado pela primeira vez em 2019, mede e compara os níveis da produção planejada de carvão, petróleo e gás pelos governos e os níveis de produção global que seriam necessários para alcançar os limites de temperatura do Acordo de Paris. Agora, dois anos depois, o relatório de 2021 encontra esta lacuna de produção praticamente inalterada. Nas próximas duas décadas, os governos estão projetando coletivamente um aumento na produção global de petróleo e gás, e apenas uma modesta diminuição na produção de carvão. Em geral, seus planos e projeções preveem um aumento na produção de combustíveis fósseis até pelo menos 2040, criando uma lacuna de produção cada vez maior. “Os impactos devastadores da mudança climática estão aqui para todos verem. Ainda há tempo para limitar o aquecimento a longo prazo a 1,5°C, mas esta janela de oportunidade está se fechando rapidamente”, diz Inger Andersen, Diretora Executiva do PNUMA. “Na COP26 e adiante, os governos do mundo devem dar um passo à frente, adotando medidas rápidas e imediatas para fechar a lacuna da produção de combustíveis fósseis e garantir uma transição justa e equitativa. É assim que se parece a ambição climática“, acrescentou Andersen. O Relatório sobre a Lacuna de Produção 2021 apresenta o perfil de 15 grandes países produtores: Austrália, Brasil, Canadá, China, Alemanha, Índia, Indonésia, México, Noruega, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos. Os perfis dos países mostram que a maioria desses governos continua a fornecer apoio político significativo para a produção de combustíveis fósseis. “A pesquisa é clara: a produção global de carvão, petróleo e gás deve começar a declinar imediatamente e de forma acentuada para ser consistente com a limitação do aquecimento a longo prazo a 1,5°C”, afirma Ploy Achakulwisut, um dos principais autores do relatório e cientista do SEI. “Entretanto, os governos continuam a planejar e apoiar níveis de produção de combustível fóssil que são muito superiores ao que podemos queimar com segurança”. As principais conclusões do relatório incluem: • Os governos do mundo planejam produzir cerca de 110% mais combustíveis fósseis em 2030 do que seria consistente com a limitação do aquecimento a 1,5°C, e 45% mais do que consistente com 2°C. O tamanho da lacuna de produção permaneceu em grande parte inalterado em comparação com nossas avaliações anteriores. • Os planos e projeções de produção dos governos levariam a cerca de 240% mais carvão, 57% mais petróleo e 71% mais gás em 2030 do que seria consistente com a limitação do aquecimento global a 1,5°C. • A produção global de gás é projetada para aumentar mais entre 2020 e 2040 com base nos planos dos governos. Esta expansão global contínua e de longo prazo na produção de gás é inconsistente com os limites de temperatura do Acordo de Paris. • Desde o início da pandemia da COVID-19, os países direcionaram mais de 300 bilhões de dólares em novos fundos para as atividades de combustíveis fósseis – mais do que eles têm direcionado para energia limpa. • Em contraste, as finanças públicas internacionais para a produção de combustíveis fósseis dos países do G20 e dos principais bancos multilaterais de desenvolvimento (MDBs, na sigla em inglês) diminuíram significativamente nos últimos anos; um terço dos MDBs e das instituições financeiras de desenvolvimento (DFIs, na sigla em inglês) do G20, por tamanho de ativos, adotaram políticas que excluem as atividades de produção de combustíveis fósseis do financiamento futuro. • Informações verificáveis e comparáveis sobre a produção de combustíveis fósseis e apoio – tanto de governos como de empresas – são essenciais para lidar com a lacuna de produção. “Os primeiros esforços das instituições financeiras de desenvolvimento para cortar o apoio internacional à produção de combustíveis fósseis são encorajadores, mas estas mudanças precisam ser seguidas por políticas concretas e ambiciosas de eliminação progressiva dos combustíveis fósseis para limitar o aquecimento global a 1,5°C”, diz Lucile Dufour, Assessora Sênior de Políticas do Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD, na sigla em inglês). “As nações produtoras de combustíveis fósseis devem reconhecer seu papel e responsabilidade em fechar a lacuna de produção e nos orientar para um futuro climático seguro”, diz Måns Nilsson, diretor executivo do SEI. “À medida que os países se comprometem cada vez mais com as emissões líquidas zero até meados do século, eles também precisam reconhecer a rápida redução na produção de combustíveis fósseis que suas metas climáticas exigirão”. O relatório é produzido pelo Instituto Ambiental de Estocolmo (SEI), Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD), Instituto de Desenvolvimento Internacional (ODI, em inglês), E3G, e o PNUMA. Mais de 40 pesquisadores contribuíram para a análise e revisão, abrangendo numerosas universidades, grupos de reflexão e outras organizações de pesquisa. Notas Acesse o relatório Acesse o Sumário Executivo (em inglês) Acesse o Sumário Executivo nos idiomas oficiais da ONU Reações ao Relatório sobre a Lacuna de Produção 2020 “Os recentes anúncios das maiores economias do mundo para acabar com o financiamento internacional de carvão são um passo necessário para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis. Mas, como este relatório mostra claramente, ainda há um longo caminho a ser percorrido para um futuro de energias limpas. É urgente que todos os demais financiadores públicos e privados, incluindo bancos e gestores de ativos, transfiram o financiamento de carvão para o de energias renováveis a fim de promover a descarbonização total do setor energético e o acesso à energia renovável para todos”. – António Guterres, Secretário Geral da ONU “Este relatório mostra, mais uma vez, uma verdade simples, mas poderosa: precisamos parar de extrair petróleo e gás do solo se quisermos atingir os objetivos do Acordo de Paris. Devemos endereçar simultaneamente a demanda e a oferta de combustíveis fósseis. É por isso que, juntamente com a Dinamarca, estamos liderando a criação da Beyond Oil and Gas Alliance para pôr um fim à expansão da extração de combustíveis fósseis, planejar uma transição justa para os trabalhadores e começar a encerrar a produção existente de forma gerenciada”. – Andrea Meza, Ministra do Meio Ambiente e Energia da Costa Rica “O Relatório sobre a Lacuna de Produção 2021 demonstra mais uma vez, em termos inequívocos, que precisamos de reduções significativas na produção de combustíveis fósseis se quisermos atingir as metas do Acordo de Paris. Em resposta, a Dinamarca tomou a decisão de cancelar todas as futuras rodadas de licenciamento para petróleo e gás, e eliminar completamente nossa produção até 2050. Com a Costa Rica, encorajamos todos os governos a tomar medidas semelhantes e a aderir à Beyond Oil and Gas Alliance para promover uma eliminação gerenciada e justa da produção de combustíveis fósseis”. – Dan Jørgensen, Ministro do Clima, Energia e Utilidades, Dinamarca Sobre o Relatório sobre a Lacuna de Produção Modelado após a série de relatórios do PNUMA sobre as lacunas de emissões – e concebido como uma análise complementar -, este relatório transmite a grande discrepância entre a produção planejada de combustíveis fósseis dos países e os níveis de produção global necessários para limitar o aquecimento a 1,5°C e 2°C. Sobre o Instituto Ambiental de Estocolmo O Instituto Ambiental de Estocolmo (SEI) é um instituto de pesquisa independente e internacional que vem se dedicando a questões ambientais e de desenvolvimento em nível local, nacional, regional e global por mais de um quarto de século. O SEI apoia a tomada de decisões para o desenvolvimento sustentável, fazendo a ponte entre a ciência e a política. Sobre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) O PNUMA é a principal voz global sobre o meio ambiente. Ele fornece liderança e incentiva a parceria no cuidado com o meio ambiente, inspirando, informando e permitindo que as nações e os povos melhorem sua qualidade de vida sem comprometer a das gerações futuras. Sobre o Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD) é um premiado e independente grupo de reflexão que defende soluções orientadas por pesquisa para os maiores desafios ambientais do mundo. Sua visão é para um mundo equilibrado onde as pessoas e o planeta prosperem; nossa missão é acelerar a transição global para água limpa, economias justas e um clima estável. Com escritórios em Winnipeg, Genebra, Ottawa e Toronto, nosso trabalho tem impacto em quase 100 países. Sobre o Instituto de Desenvolvimento Internacional (ODI, em inglês) Instituto de Desenvolvimento Internacional é um grupo de reflexão independente e global, que trabalha para inspirar as pessoas a agir sobre a injustiça e a desigualdade. Através da pesquisa, convocação e influência, o ODI gera idéias que são importantes para as pessoas e para o planeta. Sobre o E3G E3G é um think tank europeu independente de mudanças climáticas que acelera a transição para um mundo seguro para o clima. O E3G é composto por estrategistas líderes mundiais na economia política da mudança climática, dedicados a alcançar um clima seguro para todos. O E3G constrói coalizões intersetoriais para alcançar resultados cuidadosamente definidos, escolhidos por sua capacidade de alavancar a mudança. E3G trabalha em colaboração com parceiros que possuem os mesmos interesses em governo, política, negócios, sociedade civil, ciência, mídia, fundações de interesse público e outros. A E3G procura tornar possível o necessário. O Relatório sobre a Lacuna de Produção 2021, elaborado por renomados institutos de pesquisa e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), conclui que, apesar do aumento das ambições climáticas e dos compromissos líquidos zero, os governos ainda planejam produzir em 2030 mais do dobro da quantidade de combustíveis fósseis do que seria necessário para limitar o aquecimento global a 1,5°C. O relatório, lançado pela primeira vez em 2019, mede e compara os níveis da produção planejada de carvão, petróleo e gás pelos governos e os níveis de produção global que seriam necessários para alcançar os limites de temperatura do Acordo de Paris. Agora, dois anos depois, o relatório de 2021 encontra esta lacuna de produção praticamente inalterada. Nas próximas duas décadas, os governos estão projetando coletivamente um aumento na produção global de petróleo e gás, e apenas uma modesta diminuição na produção de carvão. Em geral, seus planos e projeções prevêem um aumento na produção de combustíveis fósseis até pelo menos 2040, criando uma lacuna de produção cada vez maior. “Os impactos devastadores da mudança climática estão aqui para todos verem. Ainda há tempo para limitar o aquecimento a longo prazo a 1,5°C, mas esta janela de oportunidade está se fechando rapidamente”, diz Inger Andersen, Diretora Executiva do PNUMA. “Na COP26 e adiante, os governos do mundo devem dar um passo à frente, adotando medidas rápidas e imediatas para fechar a lacuna da produção de combustíveis fósseis e garantir uma transição justa e equitativa. É assim que se parece a ambição climática“, acrescentou Andersen. O Relatório sobre a Lacuna de Produção 2021 apresenta o perfil de 15 grandes países produtores: Austrália, Brasil, Canadá, China, Alemanha, Índia, Indonésia, México, Noruega, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos. Os perfis dos países mostram que a maioria desses governos continua a fornecer apoio político significativo para a produção de combustíveis fósseis. “A pesquisa é clara: a produção global de carvão, petróleo e gás deve começar a declinar imediatamente e de forma acentuada para ser consistente com a limitação do aquecimento a longo prazo a 1,5°C”, afirma Ploy Achakulwisut, um dos principais autores do relatório e cientista do SEI. “Entretanto, os governos continuam a planejar e apoiar níveis de produção de combustível fóssil que são muito superiores ao que podemos queimar com segurança”. As principais conclusões do relatório incluem: Os governos do mundo planejam produzir cerca de 110% mais combustíveis fósseis em 2030 do que seria consistente com a limitação do aquecimento a 1,5°C, e 45% mais do que consistente com 2°C. O tamanho da lacuna de produção permaneceu em grande parte inalterado em comparação com nossas avaliações anteriores. Os planos e projeções de produção dos governos levariam a cerca de 240% mais carvão, 57% mais petróleo e 71% mais gás em 2030 do que seria consistente com a limitação do aquecimento global a 1,5°C. A produção global de gás é projetada para aumentar mais entre 2020 e 2040 com base nos planos dos governos. Esta expansão global contínua e de longo prazo na produção de gás é inconsistente com os limites de temperatura do Acordo de Paris. Desde o início da pandemia da COVID-19, os países direcionaram mais de 300 bilhões de dólares em novos fundos para as atividades de combustíveis fósseis – mais do que eles têm direcionado para energia limpa. Em contraste, as finanças públicas internacionais para a produção de combustíveis fósseis dos países do G20 e dos principais bancos multilaterais de desenvolvimento (MDBs, na sigla em inglês) diminuíram significativamente nos últimos anos; um terço dos MDBs e das instituições financeiras de desenvolvimento (DFIs, na sigla em inglês) do G20, por tamanho de ativos, adotaram políticas que excluem as atividades de produção de combustíveis fósseis do financiamento futuro. Informações verificáveis e comparáveis sobre a produção de combustíveis fósseis e apoio – tanto de governos como de empresas – são essenciais para lidar com a lacuna de produção. “Os primeiros esforços das instituições financeiras de desenvolvimento para cortar o apoio internacional à produção de combustíveis fósseis são encorajadores, mas estas mudanças precisam ser seguidas por políticas concretas e ambiciosas de eliminação progressiva dos combustíveis fósseis para limitar o aquecimento global a 1,5°C”, diz Lucile Dufour, Assessora Sênior de Políticas do Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD, na sigla em inglês). “As nações produtoras de combustíveis fósseis devem reconhecer seu papel e responsabilidade em fechar a lacuna de produção e nos orientar para um futuro climático seguro”, diz Måns Nilsson, diretor executivo do SEI. “À medida que os países se comprometem cada vez mais com as emissões líquidas zero até meados do século, eles também precisam reconhecer a rápida redução na produção de combustíveis fósseis que suas metas climáticas exigirão”. O relatório é produzido pelo Instituto Ambiental de Estocolmo (SEI), Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD), Instituto de Desenvolvimento Internacional (ODI, em inglês), E3G, e o PNUMA. Mais de 40 pesquisadores contribuíram para a análise e revisão, abrangendo numerosas universidades, grupos de reflexão e outras organizações de pesquisa. Notas Acesse o relatório Acesse o Sumário Executivo (em inglês) Acesse o Sumário Executivo nos idiomas oficiais da ONU Reações ao Relatório sobre a Lacuna de Produção 2020 “Os recentes anúncios das maiores economias do mundo para acabar com o financiamento internacional de carvão são um passo necessário para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis. Mas, como este relatório mostra claramente, ainda há um longo caminho a ser percorrido para um futuro de energias limpas. É urgente que todos os demais financiadores públicos e privados, incluindo bancos e gestores de ativos, transfiram o financiamento de carvão para o de energias renováveis a fim de promover a descarbonização total do setor energético e o acesso à energia renovável para todos”. – António Guterres, Secretário Geral da ONU “Este relatório mostra, mais uma vez, uma verdade simples, mas poderosa: precisamos parar de extrair petróleo e gás do solo se quisermos atingir os objetivos do Acordo de Paris. Devemos endereçar simultaneamente a demanda e a oferta de combustíveis fósseis. É por isso que, juntamente com a Dinamarca, estamos liderando a criação da Beyond Oil and Gas Alliance para pôr um fim à expansão da extração de combustíveis fósseis, planejar uma transição justa para os trabalhadores e começar a encerrar a produção existente de forma gerenciada”. – Andrea Meza, Ministra do Meio Ambiente e Energia da Costa Rica “O Relatório sobre a Lacuna de Produção 2021 demonstra mais uma vez, em termos inequívocos, que precisamos de reduções significativas na produção de combustíveis fósseis se quisermos atingir as metas do Acordo de Paris. Em resposta, a Dinamarca tomou a decisão de cancelar todas as futuras rodadas de licenciamento para petróleo e gás, e eliminar completamente nossa produção até 2050. Com a Costa Rica, encorajamos todos os governos a tomar medidas semelhantes e a aderir à Beyond Oil and Gas Alliance para promover uma eliminação gerenciada e justa da produção de combustíveis fósseis”. – Dan Jørgensen, Ministro do Clima, Energia e Utilidades, Dinamarca Sobre o Relatório sobre a Lacuna de Produção Modelado após a série de relatórios do PNUMA sobre as lacunas de emissões – e concebido como uma análise complementar -, este relatório transmite a grande discrepância entre a produção planejada de combustíveis fósseis dos países e os níveis de produção global necessários para limitar o aquecimento a 1,5°C e 2°C. Sobre o Instituto Ambiental de Estocolmo O Instituto Ambiental de Estocolmo (SEI) é um instituto de pesquisa independente e internacional que vem se dedicando a questões ambientais e de desenvolvimento em nível local, nacional, regional e global por mais de um quarto de século. O SEI apoia a tomada de decisões para o desenvolvimento sustentável, fazendo a ponte entre a ciência e a política. Sobre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) O PNUMA é a principal voz global sobre o meio ambiente. Ele fornece liderança e incentiva a parceria no cuidado com o meio ambiente, inspirando, informando e permitindo que as nações e os povos melhorem sua qualidade de vida sem comprometer a das gerações futuras. Sobre o Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD) é um premiado e independente grupo de reflexão que defende soluções orientadas por pesquisa para os maiores desafios ambientais do mundo. Sua visão é para um mundo equilibrado onde as pessoas e o planeta prosperem; nossa missão é acelerar a transição global para água limpa, economias justas e um clima estável. Com escritórios em Winnipeg, Genebra, Ottawa e Toronto, nosso trabalho tem impacto em quase 100 países. Sobre o Instituto de Desenvolvimento Internacional (ODI, em inglês) Instituto de Desenvolvimento Internacional é um grupo de reflexão independente e global, que trabalha para inspirar as pessoas a agir sobre a injustiça e a desigualdade. Através da pesquisa, convocação e influência, o ODI gera idéias que são importantes para as pessoas e para o planeta. Sobre o E3G E3G é um think tank europeu independente de mudanças climáticas que acelera a transição para um mundo seguro para o clima. O E3G é composto por estrategistas líderes mundiais na economia política da mudança climática, dedicados a alcançar um clima seguro para todos. O E3G constrói coalizões intersetoriais para alcançar resultados cuidadosamente definidos, escolhidos por sua capacidade de alavancar a mudança. E3G trabalha em colaboração com parceiros que possuem os mesmos interesses em governo, política, negócios, sociedade civil, ciência, mídia, fundações de interesse público e outros. A E3G procura tornar possível o necessário. in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 21/10/2021

Lancet Countdown faz alerta vermelho para um futuro saudável

Por Cínthia Leone, Instituto ClimaInfo · O sexto relatório anual do projeto Lancet Countdown acompanha 44 indicadores de impacto na saúde que estão diretamente ligados à mudança climática – e mostra que as principais tendências estão piorando, exacerbando as desigualdades sociais e sanitárias que já existem. · Os líderes mundiais têm a chance de implementar ações e políticas para enfrentar essas desigualdades gritantes, melhorar a saúde e entregar planos de recuperação econômica e ambiental da COVID-19. · Os países devem assumir um compromisso com planos climáticos mais ambiciosos, que incorporem a equidade na saúde e o apoio da sociedade para garantir um futuro melhor para todos. O relatório do Lancet Countdown sobre saúde e mudanças climáticas 2021: alerta vermelho para um futuro saudável descreve os riscos crescentes à saúde e ao clima. Esses riscos agravam os perigos à saúde que muitos já enfrentam, especialmente em comunidades expostas a condições de insegurança hídrica e alimentar, ondas de calor e disseminação de doenças infecciosas. Os autores clamam por ações urgentes e coordenadas em nível global para mitigar as mudanças climáticas e construir um futuro mais saudável e sustentável para todos. ● Muitos dos atuais planos de recuperação da COVID-19 não são compatíveis com o Acordo de Paris e, portanto, terão implicações de longo prazo para a saúde. ● Apesar dos efeitos nocivos sobre o clima, o mundo continua subsidiando os combustíveis fósseis. Em 2018, 65 entre 84 países analisados por pesquisadores do Lancet Countdown tinham preços líquidos negativos para o carbono, equivalentes a um subsídio geral dos combustíveis fósseis. O valor mediano do subsídio foi de US﹩ 1 bilhão, com alguns países fornecendo subsídios líquidos para combustíveis fósseis que chegam a dezenas de bilhões de dólares a cada ano. Os 84 países pesquisados são responsáveis por cerca de 92% das emissões globais de CO2. ● Em 2020, adultos com mais de 65 anos foram afetados por 3,1 bilhões de dias a mais de exposição a ondas de calor do que na média da linha de base de 1986-2005. Idosos da China, Índia, Estados Unidos, Japão e Indonésia foram os mais afetados. ● A mudança climática e seus fatores estão criando condições ideais para a transmissão de doenças infecciosas, potencialmente desfazendo décadas de progresso no controle de doenças como dengue, chikungunya, zika, malária e cólera. ● Os sistemas de saúde estão mal preparados para os atuais e futuros impactos de saúde induzidos pelo clima. Em 2021, apenas 45 de 91 países (49%) afirmaram ter feito uma avaliação de vulnerabilidade e adaptação envolvendo mudanças climáticas e saúde. A pandemia de COVID-19 demonstrou que é preciso haver maior cooperação internacional em face de crises globais. Os políticos devem mostrar liderança, passando da retórica à ação na próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), que começa domingo, 31 de outubro de 2021, em Glasgow, Escócia. As emissões de carbono devem ser reduzidas rapidamente para melhorar a saúde e garantir um futuro mais justo e sustentável. Enquanto os países injetam trilhões de dólares para recuperar suas economias em meio à pandemia de COVID-19, o relatório exorta líderes políticos e formuladores de políticas a usarem esse gasto público para reduzir as desigualdades. Promover uma recuperação verde, gerando novos empregos ambientalmente sustentáveis e protegendo a saúde, ajudará a criar populações mais saudáveis agora e no futuro. Uma recuperação baseada em combustíveis fósseis – incluindo grandes subsídios para petróleo, gás e carvão e apoio financeiro limitado para energia limpa – pode até cumprir metas econômicas restritas e de curto prazo; mas em seguida pode levar o mundo a um ponto sem volta, tornando impossível cumprir o limite de 1,5 °C de aquecimento previsto no Acordo de Paris. Isso tem um impacto negativo sobre a saúde humana, afetando com mais intensidade os países de baixa renda, cujas populações são as que relativamente menos contribuem para as alterações climáticas. À medida que os governos passam dos gastos emergenciais para a recuperação pós-pandemia de longo prazo, é fundamental que uma parcela maior desses fundos seja usada em iniciativas para reduzir as mudanças climáticas, como promover empregos no setor de energia de carbono zero, onde o investimento está aquém do necessário para manter o aquecimento dentro de 1,5 °C. O relatório do Lancet Countdown mostra que muitos países estão mal preparados para os efeitos climáticos sobre a saúde. Em uma pesquisa da OMS de 2021 sobre saúde e mudanças climáticas, apenas 45 dos 91 países pesquisados (49%) afirmaram ter um plano ou estratégia nacional envolvendo saúde e mudanças climáticas. Apenas 8 desses 45 países afirmaram que suas avaliações dos efeitos da mudança climática sobre a saúde de seus cidadãos conseguiram influenciar a alocação de recursos humanos e financeiros. A pesquisa revelou que 69% dos países analisados relataram que a insuficiência de recursos financeiros foi uma barreira para a implementação desses planos. “A mudança climática está aqui e já observamos seus efeitos danosos sobre a saúde humana em todo o mundo”, afirmou o prof. Anthony Costello, Diretor Executivo do Lancet Countdown. “Enquanto a crise da COVID-19 continua, todos os países também enfrentam algum aspecto da crise climática. O relatório de 2021 mostra que as populações de 134 países ficaram mais expostas a incêndios florestais. Milhões de agricultores e trabalhadores da construção civil podem ter perdido renda porque, em alguns dias, a temperatura é tão alta que não conseguem trabalhar. As secas nunca foram tão comuns. O relatório do Lancet Countdown tem mais de 40 indicadores, e muitos deles são sérios sinais de alerta. “A boa notícia é que os enormes esforços dos países para retomar suas economias após a pandemia podem ser direcionados às mudanças climáticas e à COVID simultaneamente. Nós temos uma escolha. A recuperação da COVID-19 pode ser uma recuperação verde, que nos coloque no caminho certo para melhorar a saúde humana e reduzir as desigualdades; ou pode ser uma recuperação convencional, que coloque todos nós em risco.” [1] O relatório do Lancet Countdown representa o consenso dos principais pesquisadores de 38 instituições acadêmicas e agências da ONU. Os 44 indicadores no relatório de 2021 expõem um aumento crescente dos problemas de saúde causados pela mudança climática: ● O potencial para surtos de dengue, chikungunya e zika está aumentando mais rapidamente em países com um índice de desenvolvimento humano muito alto, incluindo países europeus. A suscetibilidade a infecções de malária está aumentando em áreas montanhosas mais frias de países com baixo índice de desenvolvimento humano. As praias ao redor do norte da Europa e dos Estados Unidos estão se tornando mais propícias à proliferação de bactérias causadoras de gastroenterite, infecções graves em feridas e sepse. Em países com recursos limitados, a mesma dinâmica está colocando em risco décadas de progresso no controle ou eliminação dessas doenças. ● Há 569,6 milhões de pessoas vivendo a menos de 5 metros acima do nível do mar, que podem enfrentar riscos cada vez maiores de inundações, tempestades mais intensas e salinização do solo e da água. Muitas dessas pessoas podem ser obrigadas a deixar permanentemente essas áreas e migrar para o interior. Segundo Maria Romanello, autora principal do relatório Lancet Countdown: “Este é nosso sexto relatório acompanhando o progresso na área de saúde e clima, mas infelizmente ainda não vimos a mudança acelerada de que precisamos. Quando muito, as tendências de emissões, energia renovável e combate à poluição melhoraram apenas discretamente. Este ano vimos pessoas passando por intensas ondas de calor, inundações mortais e incêndios florestais. Estes são sinais preocupantes de que, para cada dia que adiarmos nossa resposta à mudança climática, a situação se tornará cada vez mais crítica. “Os governos estão gastando trilhões de dólares na recuperação da pandemia de COVID-19. Isso nos dá a oportunidade de tomar um caminho mais seguro, saudável e com baixa emissão de carbono, mas ainda não estamos nesse caminho. Espera-se menos de um dólar em cada cinco gastos na recuperação da COVID para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, e o impacto global provavelmente será negativo. Estamos nos recuperando de uma crise sanitária de uma forma que coloca nossa saúde em risco. “É hora de perceber que ninguém está livre dos efeitos da mudança climática. Enquanto nos recuperamos da COVID, ainda temos tempo para tomar um caminho diferente e criar um futuro mais saudável para todos nós.” Um editorial da Lancet acrescenta: “O mundo está assistindo à COP26 – amplamente percebida como a última e melhor chance de redefinir o caminho para a neutralidade de carbono global até 2050 – e o interesse público nas mudanças do clima nunca foi tão grande, em parte devido ao ativismo e engajamento dos jovens em todo o mundo… Os indicadores deste ano trazem uma perspectiva desoladora: as desigualdades globais estão aumentando e a tendência é de piora em todos os desfechos de saúde. Os serviços de saúde em países de média e baixa renda precisam ser fortalecidos urgentemente… Porém, o futuro não está necessariamente perdido… Sucumbir à emergência climática não é inevitável.” Principais conclusões do relatório Assim como o mundo não está fornecendo um suprimento equitativo de vacinas contra COVID; os dados deste relatório expõem desigualdades semelhantes na reação global às mudanças climáticas. Em geral, os países com menor IDH são os que menos causam o aumento das emissões de gases do efeito estufa, ficando para trás nas iniciativas de adaptação e mitigação das mudanças climáticas e deixando de usufruir os benefícios de saúde associados à descarbonização acelerada. · Em 2020, até 19% das superfícies terrestres mundiais foram afetadas por secas extremas em qualquer mês, um número que nunca ultrapassou 13% entre 1950 e 1999. · As mudanças climáticas estão levando a um aumento na frequência, intensidade e duração dos eventos de seca, ameaçando a segurança hídrica, o saneamento e a produtividade alimentar e aumentando o risco de incêndios florestais e exposição a poluentes. Os cinco anos com mais áreas afetadas por secas extremas ocorreram todos a partir de 2015. O Chifre da África, uma região afetada por secas extremas recorrentes e insegurança alimentar, foi uma das áreas mais afetadas em 2020. · As mudanças no clima ameaçam acelerar a insegurança alimentar, um problema que afetou 2 bilhões de pessoas em 2019. O aumento das temperaturas encurta o tempo de maturação das plantas, acarretando diminuição da produtividade e uma pressão cada vez maior sobre nossos sistemas alimentares. O milho teve uma redução de 6% no potencial de rendimento da safra, enquanto o trigo teve uma redução de 3% e o arroz uma redução de 1,8% em comparação com os níveis de 1981 a 2010. · A temperatura média da superfície marítima em águas territoriais aumentou em quase 70% dos países costeiros analisados (95 de 136), em comparação com o período entre 2003 e 2005. Isso reflete uma ameaça crescente à segurança alimentar marinha desses países. Em todo o mundo, 3,3 bilhões de pessoas dependem de alimentos de origem marinha. · Em 2021, a OMS descobriu que pouco mais da metade dos países que responderam à Pesquisa Global sobre Saúde e Mudanças Climáticas (37 de 70) haviam implementado alguma estratégia nacional de saúde e mudanças climáticas, proporção semelhante à de 2018. Quase três quartos dos países pesquisados responderam que as finanças impediram que desenvolvessem esse tipo de estratégia, enquanto outros citaram a falta de pessoal capacitado, restrições causadas pela COVID e a falta de pesquisas e evidências. · Em todo o mundo, o financiamento de adaptações às mudanças climáticas voltado para sistemas de saúde representa apenas 0,3% do financiamento total para esse tipo de iniciativa. NOTAS Este estudo foi financiado pelo Wellcome Trust. A lista completa de pesquisadores e instituições está disponível no artigo. [1] Citação direta do autor que não pode ser encontrada no texto do Artigo. in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 21/10/2021

MUDANÇA CLIMÁTICA AFETA O COMPORTAMENTO ANIMAL

Pela University of Helsinki* Os humanos estão moldando os ambientes em um ritmo acelerado. De fato, um dos tópicos atuais de pesquisa mais importantes é a capacidade dos animais de se adaptarem às mudanças ambientais induzidas pelo homem e como essa mudança afeta a expressão das características dos animais. Com a ajuda de dados coletados em um pouco mais de cem espécies de animais, pesquisadores da Universidade de Helsinque e da Universidade de Lancaster estudaram quais características comportamentais são mais sensíveis às mudanças ambientais induzidas pelo homem e quais mudanças no ambiente induzidas pelo homem responda com mais sensibilidade. Do maior ao menor, os grupos de organismos incluídos no estudo foram peixes, pássaros, crustáceos e mamíferos. Além disso, estavam representados insetos, anfíbios e lagartos. Todos os traços comportamentais incluídos no estudo – agressão, atividade, ousadia, sociabilidade e exploração de seu ambiente – mudaram marcadamente devido à mudança ambiental provocada pelo homem. “A maior mudança foi observada na atividade dos animais em explorar seu ambiente. Os animais têm uma forte resposta a todas as formas de mudança ambiental, mas as mudanças climáticas geraram a maior mudança no comportamento animal ”, disse o pesquisador de pós-doutorado Petri Niemelä da Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais da Universidade de Helsinque. Além da mudança climática, as outras formas de mudança ambiental induzida pelo homem incluídas na modelagem foram mudanças na concentração de dióxido de carbono e nos níveis de nutrientes, espécies exóticas e outras mudanças bióticas causadas por humanos, bem como impacto humano direto, por exemplo, urbanização ou outros distúrbios humanos. Mudanças na atividade ou outro comportamento muitas vezes podem ser a mudança inicial em animais instigada pelas mudanças climáticas. “A mudança comportamental pode servir como um amortecedor com o qual os animais evitam os efeitos negativos imediatos das mudanças ambientais. Por exemplo, tal mudança pode compensar o baixo sucesso reprodutivo ou aumento da mortalidade causada por mudanças ambientais. Ao mudar seu comportamento, os animais também podem obter mais informações sobre o ambiente alterado. ” Os pesquisadores da Universidade de Helsinque e da Universidade de Lancaster basearam o estudo em uma pesquisa de mais de mil publicações acadêmicas revisadas por pares, das quais os dados necessários para a análise foram coletados em um pouco mais de cem espécies de animais. O estudo foi publicado como uma publicação de acesso aberto na série internacional de periódicos OIKOS em setembro de 2021. Referência: Gunn, R.L., Hartley, I.R., Algar, A.C., Niemelä, P.T. and Keith, S.A. (2021), Understanding behavioural responses to human-induced rapid environmental change: a meta-analysis. Oikos. https://doi.org/10.1111/oik.08366 in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 20/10/2021

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Memória Viva – Fundação Energia e Saneamento

Preservação da história da energia e do saneamento no Brasil

Por meio da manutenção e divulgação de seu acervo, a Fundação Energia e Saneamento defende o passado, o presente e o futuro desses setores. Inspirar as pessoas sobre o valor da água e da energia para a vida, esse é o propósito da Fundação Energia e Saneamento. A instituição foi fundada em 1998, em meio ao processo de privatização do setor energético no País e a necessidade de preservação de seu patrimônio histórico. Mantida pela CESP, com patrocínio da CTG Brasil e Comgás, a Fundação promove atividades culturais e educativas em todo o Estado de São Paulo e também on-line, ajuda diversas instituições por meio de parcerias e projetos, além de seguir desenvolvendo um trabalho de resgate e preservação histórica, por meio de publicações, exposições e ações. Um dos exemplos dessa atuação é a própria sede da Fundação, em São Paulo. “Por meio da história da energia e do saneamento no Brasil, é possível compreender parte importante da história do nosso País e acompanhar o que está acontecendo hoje. E, claro, contribuir para as reflexões e projeções para o futuro”, afirma Rita Martins, diretora executiva da instituição. Para realizar suas ações, a Fundação é mantenedora das unidades do Museu da Energia, formada pelos espaços culturais que falam sobre energia de forma informativa, didática e lúdica. “A Fundação preserva e divulga o patrimônio histórico dos setores de energia e saneamento, com uma visão atual e voltada para o futuro, buscando sempre realizar ações de impacto para melhorar a qualidade de vida desta e das próximas gerações”, conclui Rita. Números da Fundação Energia e Saneamento – Mais de 50 MIL títulos na biblioteca – Cerca de 260 MIL documentos fotográficos – 10 MIL plantas e desenhos técnicos – 2,3 MIL documentos audiovisuais e sonoros – 3,6 MIL objetos museológicos – Quase 2 QUILÔMETROS LINEARES de documentação textual Sobre a Fundação Energia e Saneamento Desde 1998, a Fundação Energia e Saneamento pesquisa, preserva e divulga o patrimônio histórico e cultural dos setores de energia e de saneamento ambiental. Atuando em várias regiões do Estado de São Paulo por meio das unidades do Museu da Energia (São Paulo, Itu e Salesópolis), realiza ações culturais e educativas que reforçam conceitos de cidadania e incentivam o uso responsável de recursos naturais, trabalhando nos eixos de história, ciência, tecnologia e meio ambiente. Site: https://www.energiaesaneamento.org.br/ Facebook: https://www.facebook.com/museudaenergia Instagram: @museudaenergia YouTube: https://www.youtube.com/c/MuseudaEnergia (#Envolverde)

National Geographic e Rádio Disney lançam série de podcasts sobre mudanças climáticas

Como mais uma iniciativa da campanha O Que Você faz Importa, a National Geographic junto a Rádio Disney lançou uma série de podcasts sobre Mudanças Climáticas. A estreia contará com dois episódios inéditos e, depois, um episódio inédito por semana, às terças-feiras, nas principais plataformas digitais de streaming e no site da Rádio Disney. A série, que conta com seis episódios, será lançada até 9 de novembro. Os episódios serão conduzidos pela locutora Priscila Santos, locutora da Rádio Disney, mãe do Cainan e petlover, que conversa com colaboradores especialistas e grandes nomes da música engajados em questões ambientais para tirar dúvidas e aprender sobre os pontos mais importantes, bem como encontrar soluções que estão ao nosso alcance para ajudar o planeta. Junto a colaboradora da National Geographic, jornalista e especialista em temas ambientais Paulina Chamorro, realizará um caminho de seis episódios, no qual conversará com especialistas e ativistas sobre as problemáticas mais urgentes vinculadas às Mudanças Climáticas. O primeiro episódio da série abordará o tema “Crise Climática e Ambiental” e contará com a participação da Amanda Costa, ativista e jovem embaixadora da ONU, eleita #Under30 pela revista Forbes, o cientista brasileiro Paulo Artaxo um dos autores do Sexto Relatório de Avaliação sobre as mudanças climáticas, e participações especiais como a do cantor Vitor Kley. Já o segundo episódio, também lançado no dia 12 de outubro, falará sobre “Energia”. O Que Você Faz Importa A National Geographic iniciou em 2020 a campanha O Que Você Faz Importa, uma iniciativa regional e multiplataforma que convida o público a adotar novos hábitos baseados em cinco pilares: reduzir o consumo de energia; evitar o uso de plásticos descartáveis; repensar o consumo; adotar meios de transporte sustentáveis; e inspirar os outros, gerando consciência e participação. A série de podcasts, também intitulada O Que Você Faz Importa, no Brasil, faz parte da nova fase de comunicação da campanha, que tem como missão promover a conscientização sobre as Mudanças Climáticas, e já foi lançada em toda a América Latina também. Sobre National Geographic Partners LLC  National Geographic Partners LLC (NGP), uma operação em conjunto entre a National Geographic Society e a Disney, tem o compromisso de oferecer ao mundo conteúdos científicos, de aventura e de exploração de primeiro nível, por meio de um portfólio de ativos midiáticos inigualáveis. A NGP combina os canais internacionais de televisão da National Geographic (National Geographic,  National Geographic Wild e Nat Geo Kids), as plataformas digitais e de redes sociais correlatas, livros, mapas, mídia infantil e atividades complementares que incluem viagens, experiências e eventos internacionais, vendas de material de arquivo, licenciamento e empresas de comércio eletrônico. O impulso do conhecimento e a compreensão do mundo têm sido, há 132 anos, o propósito principal de National Geographic, que agora se compromete a aprofundar ainda mais e ampliar as fronteiras para ir além para os consumidores chegando a milhões de pessoas no mundo inteiro, em 172 países e 43 idiomas, todo mês. NGP aloca 27% de sua renda à National Geographic Society, uma sociedade sem fins lucrativos, para financiar seu trabalho em áreas da ciência, exploração, conservação e educação.        Sobre a Rádio Disney Rádio Disney – a rádio da Disney para toda a família já é transmitida em vários países da América Latina – Argentina, México, Paraguai, Uruguai, Equador, Guatemala, República Dominicana, Costa Rica, Chile, Panamá, Perú, Brasil e Bolívia. A Rádio Disney é mais que uma rádio. É diversão. É entusiasmo. É otimismo. É emoção. Por isso os ouvintes sentem-se parte da Rádio Disney. Participam, comunicam-se e interagem todos os dias. É dirigida a um público jovem e, desde a sua concepção, chega a toda a família, especialmente as mães e pais jovens. Os locutores usam uma linguagem simples e dinâmica, obtendo um contato muito próximo com seus ouvintes. #Envolverde

O mundo está empenhado em reverter a perda de biodiversidade

KUNMING, China – A 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre Diversidade Biológica , encerrou esta sexta-feira, 15, com o compromisso de sustentar as políticas e medidas que permitem reverter a perda de biodiversidade e desenvolver um período de recuperação entre 2030 e 2050. “Ações devem ser tomadas agora para proteger melhor a natureza, e isso é algo que concordamos aqui. O consenso foi alcançado, mas devemos continuar avançando ”, disse a secretária executiva da COP15, a tanzaniana Elizabeth Maruma Mrema, ao entregar a Declaração de Kunming à mídia. Essa cidade do sudoeste da China centralizou a fase virtual da conferência das Nações Unidas, que acontecerá presencialmente entre 25 de abril e 8 de maio de 2022. A declaração, que inclui o consenso dos 196 Estados ou instituições que fazem parte da Convenção das Nações Unidas , prevê, antes de mais nada, “acelerar e fortalecer a preparação e atualização de estratégias e planos de ação nacionais sobre biodiversidade”. Seu primeiro objetivo é “melhorar a eficiência e aumentar a cobertura, em todo o mundo, da conservação e gestão baseada em áreas, melhorando e estabelecendo sistemas de áreas protegidas eficazes, bem como ferramentas de planejamento espacial, para proteger as espécies e a diversidade. Genética”. A secretária executiva da COP15, a tanzaniana Elizabeth Maruma Mrema, ao anunciar a Declaração de Kunming, durante o encerramento da cúpula virtual que teve a cidade chinesa como epicentro. Foto: Governo da China A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), ao avaliar 138.374 espécies de animais e plantas, descobriu que 28 por cento, pelo menos 38.500, estão agora em perigo de extinção. Com o lema para alcançar até 2050 “Viver em harmonia com a natureza”, o texto Kunming se propõe a fortalecer o “uso sustentável da diversidade biológica” para atender às necessidades das pessoas. Neste ponto, adverte que deve “reconhecer os direitos dos povos indígenas e comunidades locais e garantir sua participação plena e efetiva” e “respeitar, proteger e promover as obrigações dos direitos humanos quando forem tomadas medidas para proteger a diversidade biológica”. Sob o impacto da pandemia causada pelo vírus covid-19, a declaração pedia medidas de reforço para reduzir os riscos “incluindo aqueles associados ao uso e liberação de organismos vivos modificados que podem ter efeitos ambientais prejudiciais”. O texto apela para “assegurar que as políticas, programas e planos de recuperação pós-pandemia contribuam para a conservação e uso sustentável da diversidade biológica, promovendo o desenvolvimento sustentável e inclusivo.” É necessário “intensificar as ações para reduzir os efeitos negativos das atividades humanas no oceano, a fim de proteger a diversidade biológica marinha e costeira e aumentar a resiliência dos ecossistemas marinhos e costeiros às mudanças climáticas”. No campo financeiro e tecnológico, apela a um maior apoio aos países em desenvolvimento para aumentar sua capacidade de implementar o novo quadro de ação em favor da conservação da biodiversidade. Em vez disso, propõe-se a eliminação ou reforma dos subsídios e outros incentivos estaduais prejudiciais à biodiversidade. Recomenda-se mais comunicação e educação sobre a biodiversidade, e aumentar a participação em sua conservação dos povos indígenas e comunidades locais, mulheres, jovens, sociedade civil, governos e autoridades locais, o mundo acadêmico e o setor empresarial. O ministro chinês da Ecologia e Meio Ambiente, Huang Runqiu, levantou “a necessidade de transformar idéias em ações” e seu governo anunciou a criação de um fundo de US $ 232 milhões para apoiar programas de conservação da biodiversidade em países em desenvolvimento. A Declaração de Kunming “é uma demonstração de vontade política e adiciona um impulso muito necessário ao apontar claramente o caminho na direção de combater a perda de biodiversidade”, disse Lin Li, Diretor de Política Global do Fundo Mundial para a Natureza (WWF). “Seus impactos vão depender de como for colocado em ação. É fundamental que os governos transformem essas palavras em realidade ”, acrescentou Lin. (IPS/#Envolverde)